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quinta-feira, 12 de julho de 2012

NR 23 CAPÍTULO 02 -TECNOLOGIA EM COMBATE Á INCÊNDIOS!!!


Bom Dia

CAPÍTULO 02

2- CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES

2.1 Classificação dos Incêndios

Quanto ao volume:

O incêndio começa e vai-se avolumando, vai tomando aspectos variados, conforme as circunstâncias. Assim, com maior ou menor rapidez, pode tornar-se descomunal. 

Na sua progressão, passará por diversas fases, adquirindo novas características, dependendo isso da qualidade, disposição, estado e quantidade dos combustíveis e ainda de elementos extras, concorrentes.

A classificação, assim como uma série de detalhes, interessa, principalmente, à execução das perícias e à organização das estatísticas. Todavia, a prevenção não deve desdenhá-la, por isso que, as proporções a que um sinistro pode alcançar poderão ser previstas e em grande parte reduzidas de maneira a impossibilitar a eventualidade dele atingir o máximo das características de um grande incêndio. 

Não se trata de tipos experimentais de incêndios, designados por A, B e C, em matérias selecionadas, mas de incêndio propriamente dito: quanto ao fogo decorrente do volume e qualidade dos combustíveis de variados gêneros que ardem simultaneamente.

As classes a que podem enquadrar-se esses acontecimentos, são:

Manifestação de Incêndio: é o fogo breve, às vezes, apenas fulgurante, momentâneo; é um incêndio embrionário, comumente sem graves conseqüências;

Começo ou Princípio de Incêndio: é o fogo que vence a primeira fase, se alastra e destrói alguma coisa e que só não prossegue, não toma vulto, se for isolado ou por falta de condições adequadas para prosseguir;

Pequeno Incêndio ou Insignificante: incêndio que atinge certo desenvolvimento fogo, geralmente interno, queimando peças de móveis, cargas, etc.: não chega a afetar prédio, navio ou outros;

Incêndio Médio (ou simplesmente, Incêndio): é o fogo que se avantaja e destrói total ou parcialmente, construções, embarcações, etc.;

Grande Incêndio: é aquele que se avoluma, se eleva e resiste espalhando a devastação: às, vezes em virtude da quantidade e qualidade do combustível e da nula resistência deste, às vezes pela míngua de elementos de repressão e, quase sempre, por imprevidência e ainda por imprevenção.
As características que configuram as classes dos incêndios são, principalmente, as seguintes: (a) duração; (b) proporções; (c) extensão; (d) destruição; e, (e) elementos de extinção aplicados.

Algumas características devem ser apreciadas durante o desdobramento do incêndio, no terreno, tendo-se em vista a diversidade de pontos que ardem simultaneamente, a intensidade do calor, a velocidade ou a violência das chamas, etc.

Duração: é o tempo que, efetivamente, o fogo, resistindo a combate adequado, lavra até ser reprimido. Um começo de incêndio pode durar 15 minutos; o pequeno incêndio, até uma hora; o incêndio propriamente dito, de uma a, mais ou menos, três horas; e, um grande incêndio, pode perdurar, em atividade, quatro a seis horas. Muito além disso é uma Calamidade: é o fogo campeando livremente, com fraca ou nenhuma oposição.

Proporção: é a maior ou menor atividade das chamas; as proporções de um incêndio variam com o volume, comprimento, intensidade (calor e claridade) das labaredas, e outros impressionantes aspectos.

Extensão: é a área dentro da qual o fogo ficou limitado. Em 
construção de um só pavimento e em materiais encontradiços nas habitações e casas comerciais, pode, o fogo, em marcha desenfreada, devastar uma área talvez de 300 metros quadrados numa hora, ou seja cerca de 5 metros quadrados por minuto, atingindo proporção máxima, em tempo mínimo.

Destruição: compreende tudo que se arruinou por ação exclusiva do incêndio. É a consumição do material fixo ou móvel existentes no local incendiado.

Obs.: o cômputo dos prejuízos não convém à classificação dos incêndios, de vez que, um incêndio realmente insignificante, pode dar causa a grandes prejuízos, destruindo de imediato coleções artísticas ou raras, documentos valiosos,, e outros, contidos num pequeno espaço.

A destruição pode ser parcial ou total; esta só deve ser assim considerada quando a presa do fogo não puder ser restaurada.

Elementos de Extinção Aplicados: estes são de duas espécies: pessoal e material, e são da competência privativa do Corpo de Bombeiros, que os emprega conforme exige a situação.
Nenhuma destas características basta, porém, por si só, para a classificação de um incêndio.

A manifestação de incêndio, por exemplo, é de características nulas; o princípio, não comporta proporções nem extensão; o pequeno incêndio, admite todas as características, em grau mínimo; o incêndio médio, comporta todas elas em proporções desiguais. Somente o grande incêndio é abrangido, total e amplamente, por todas elas.

É comum qualificar-se esses sinistros de: violento, alarmante, dramático, pavoroso, medonho, calamitoso, catastrófico, devastador, gigantesco, etc. Na realidade, mais ou menos, todos os incêndios causam alarme, infundindo pavor, medo ou terror, gerando ás vezes o pânico.

Em verdade, porém, devem os incêndios receber qualificações que representem uma idéia da sua veemência, tais como: moderado, quando queima material pesado ou em condições desfavoráveis à combustão, casos em que o fogo embora persistente segue um andamento vagaroso; devedor, quando seu ritmo é contínuo e como que apressado, por encontrar todos os elementos favoráveis e acende grandes chamas, devido a presença de inflamáveis e, além disso, parece querer tragar com avidez a presa.

O incêndio dito dramático ou catastrófico é aquele em que há ocorrências funestas; o calamitoso o que devasta e deixa numerosas pessoas sem morada ou desempregadas.

Quanto a causa:

Quando uma fonte de aquecimento é capaz de fornecer calor suficiente para gaseificar um material combustível sólido ou líquido, produzindo uma mistura combustível entre o material distilado e o ar, estamos em face de um ponto de partida para um incêndio, portanto, de uma "causa de incêndio".

Entende-se por causa de incêndio o princípio de ação, material ou pessoal, que produz ou transmite o fogo causador do incêndio. Dividem-se em naturais e artificiais.

As causas naturais são aquelas originárias de fenômenos da natureza: raios, vulcões etc. As causas artificiais podem ser de origem material e pessoal.

As materiais podem ser de origem química, quando proveniente de reações químicas; físicas, as decorrentes de fenômenos termoelétricos, atritos, choques, compressões etc.; e biológicas, com origem nas ações bacterianas.

As pessoais podem ser: acidentais, quando decorrem de um acidente (exemplo: um homem com candeeiro cai com o aparelho na mão e provoca um incêndio); culposa, o homem não quer o resultado mas age com negligência, imprudência ou imperícia; e doloso, o homem quer o resultado (incendiarismo); é causa rara, não chega a 4% de acordo com as estatísticas.

2.2 Classes de incêndio

De acordo com a NBR 7532, os incêndios são classificados em 4 classes principais:

- Classe "A": fogo em materiais como papel, madeira, tecidos. Deixam cinzas e sua extinção se dá através do processo de resfriamento.

Classe "B": fogo em líquidos inflamáveis como gasolina, querosene, álcool, etc. Sua extinção se dá através do processo de abafamento .

Classe "C": fogo em aparelhos elétricos ou instalações com corrente ligada. Sua extinção ocorre pelo abafamento.

Classe "D": fogo em ligas metálicas combustíveis, sua extinção ocorre através de agentes extintores e métodos especiais.

2.3- Classificação das edificações

"A edificação segura contra incêndio pode ser definida como aquela em que há uma baixa probabilidade de início de incêndio e para o qual, em caso de incêndio, há uma alta probabilidade de que todos os seus ocupantes irão sobreviver" (Berto &Tomini, 1988).
Para efeitos de considerações a respeito de incêndios, segundo a NBR 9077 de 1983, as edificações são classificadas em:
  • quanto à ocupação, de acordo com a Tabela 2 e 3;
  • quanto à altura, de acordo com a Tabela 1;
  • quanto à suas características construtivas, de acordo com o quadro 1.


Tabela 1 – Classificação das edificações quanto à sua altura
Código
Tipo de edificação
Alturas contadas da soleira de entrada ao piso do último pavimento, não consideradas edículas no ático destinadas e casas de máquinas e terraços descobertos (H).

Denominação
K
Edificações térreas
Altura contada entre o terreno circundante e o piso de entrada igual ou inferior a 1,00m.
L
Edificações baixas
H <= 6,00 m

M
Edificações de média altura
6,00 m < H <= 12,00 m

N
Edificações mediamente altas
12,00 m < H <= 30,00 m



O


Edificações altas
0 – 1
H > 30,00 m


0 – 2
Edificações dotadas de pavimentos recuados em relação aos pavimentos inferiores, de tal forma que as escadas dos bombeiros não possam atingi-las, ou situadas em locais onde é impossível o acesso de viaturas de bombeiros, desde que sua altura seja H > 12,00 m.
Fonte: NBR – 9077, 1983.

Tabela 2 – Classificação das edificações quanto à sua ocupação
Grupo
Ocupação/Uso
Divisão
Descrição
Exemplos


A


Residencial
A – 1
Habitações unifamiliares
Casas térreas
A – 2
Habitações multifamiliares
Edifícios de apartamentos
A – 3
Habitações coletivas (grupos sociais equivalentes à família)
Pensionatos, internatos, conventos
Fonte: NBR – 9077, 1983.

Tabela 3 – Classe de ocupação na tarifa de seguros incêndio do Brasil
OCUPAÇÃO DO RISCO
CLASSE DE OCUPAÇÃO
Açougues
4
Agências
3
Antigüidades
6
Armazéns mistos e grandes
4 a 6
Asfaltos preparação
7
Depósitos
5
Bares, botequins
4
Bibliotecas públicas
2
Consultórios
1 e 2
Edifícios de apartamento
1
Escolas
1 e 2
Escritórios
1 e 2
Explosivos
12 e 13
Estufa para madeira
8
Farmácias
6
Fogos de artifício
12 e 13
Fotografias
4 e 5
Garagens residenciais
1
Guarda móveis
6
Hotéis
3 a 6
Igrejas
2
Livrarias
3 e 4
Moradias
1
Postos de serviço
4 a 9
Restaurantes
4
Siderurgia
2 a 8
Teatros
7
Fonte: NBR – 9077, 1983.

Quadro 1 – Classificação das edificações quanto às suas características construtivas
Código
Tipo
Especificação
Exemplos
X

Edificações em que a propagação do fogo é fácil
Edificações com estrutura e entre pisos combustíveis
Prédios estruturados em madeira, prédios com entre pisos de ferro e madeira, pavilhões em arcos de madeira laminado e outros

Y
Edificações com resistência mediana ao fogo
Edificações com estrutura resistente ao fogo, mas com fácil propagação entre os pavimentos
Edificações com paredes-cortinas de vidro; edificações com janelas sem peitoris (distância entre vergas e peitoris das aberturas do andar seguinte menor que 1,00 m e outros

Z
Edificações em que a propagação do fogo é difícil
Prédios com estrutura resistente ao fogo e isolamento entre pavimentos
Prédios com concreto armado calculado para resistir ao fogo, com divisórias incombustíveis, sem divisórias leves, com parapeitos de alvenaria e outros
Fonte: NBR – 9077, 1983.


2.4- Classificação dos riscos a proteger

São os riscos isolados, no conceito da Tarifa de Seguro do Brasil (TSIB), classificados entre classes, de acordo com a natureza de suas ocupações (Tab. 2):
  • Classe A – riscos isolados cuja classe de ocupação seja 1 e 2, excluídos os "depósitos" que devem ser considerados como classe "B".
  • Classe B – riscos isolados cujas classes de ocupação sejam 3, 4, 5 e 6, bem como os "depósitos" de classe de ocupação 1 e 2.
  • Classe C – riscos isolados cujas classes de ocupação sejam 7, 8, 9, 10, 11, 12 ou 13.




CULINÁRIA FÁCIL...
FEIJÃO BRANCO COM PAIO...

Ingredientes


2 xícara de feijão branco
2 paios
2 dentes de alho
2 cebolas médias
2 colher de sopa de pimentão vermelho ou verde (opcional)
2 folhas de louro
3 colheres (sopa) de azeite de oliva
1colher (sopa) de extrato de tomate (opicional)

sal e pimenta-do-reino
Salsinha picadinha

Modo de Preparo


Coloquei o feijão de molho por 2 horas. Cozinhei junto 

com o paio e o louro. Depois de cozido temperei com 

os outros ingredientes. Ficou muito bom.



MOUSSE DE CAPPUCCINO
Receita de Mousse Cappuccino
Receita de Mousse Cappuccino
Dificuldade: Fácil
Tempo de Preparo: 4 hrs

Ingredientes

1 lata de creme de leite
5 ovos, as claras em neve
1 colher (chá) de essência de baunilha
1 envelope de gelatina em pó sem sabor (12g)
1 xícara (chá) de açúcar
1 colher (sopa) de café
3 colheres (sopa) de rum
3 colheres (sopa) de chocolate em pó solúvel

Modo de Preparo

Leve ao fogo, em banho-maria, o creme de leite, as gemas e a baunilha, mexendo sempre até engrossar (aprox. 5 minutos).

Acrescente a gelatina previamente dissolvida, conforme as instruções da embalagem, misture tudo muito bem. 

Retire do fogo e reserve.
Prepare um suspiro com as claras e o açúcar e junte aos poucos ao creme reservado, misturando delicadamente.
Reparta o creme em duas porções iguais. Junte à primeira o café dissolvido no rum e à segunda, o chocolate em pó peneirado.
Despeje metade de cada creme em tacinhas e leve ao congelador por 3 a 4 horas.
Sirva a seguir.

MENSAGEM...















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