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sábado, 28 de junho de 2008

Assessoria e Consultoria

PPRA,PCMAT,PCMSO MAPA DE RISCO,SIPAT, CIPA, PALESTRAS DIVERSAS, TREINAMENTOS etc........CONTATO FONE:69-9902-5261/8125-2874 PORTO VELHO RONDÔNIA

súmula 351

Nova súmula 351 do STJ , define questões sobre o Seguro de Acidente do Trabalho (SAT).


A súmula 351 define a questão a respeito da alíquota da contribuição para Seguro de Acidente do Trabalho (SAT). Diz o texto: "A alíquota de contribuição para o Seguro de Acidente do Trabalho – SAT – é aferida pelo grau de risco desenvolvido em cada empresa, individualizada pelo seu CNPJ, ou pelo grau de risco da atividade preponderante quando houver apenas um registro." A questão foi pacificada na sessão de 27 de outubro de 2004, no julgamento do EREsp 478.100-RS. Naquela sessão, discutiu-se não a forma de apuração da alíquota do SAT diante da diversidade de estabelecimentos componentes da sociedade empresarial, mas, sim, sua relação com a existência ou não de registro de cada estabelecimento no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ). Ao final do julgamento, foi firmado o entendimento unânime de que, se houver inscrições próprias no CNPJ desses estabelecimentos, a aferição do risco para a apuração da referida alíquota deve dar-se em cada um deles. Ou o contrário, existindo apenas uma inscrição, mas vários estabelecimentos, o risco deve ser apurado na atividade preponderante da sociedade empresarial considerada como um todo.O Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas, como dito, é o banco de dados utilizado pela administração tributária em todos os níveis, para identificar o sujeito passivo da obrigação fiscal. O ministro Castro Meira explicou que, se uma determinada empresa possui estabelecimentos dotados de certo grau de autonomia, mas que não são registrados no CNPJ, não se pode exigir do fisco que dissocie a obrigação tributária a cargo da matriz daquela que seria devida apenas pela filial. "Pela mesma razão, não há como se impor ao INSS que individualize os graus de riscos (artigo 22, II, da Lei n. 8.212/91) – parâmetro utilizado na fixação das alíquotas da Contribuição para o SAT – em função de unidades da empresa que não estão sequer registradas no CNPJ", observou. Para o relator, tal imposição significaria premiar os que não providenciam a regularização de suas filiais perante o fisco, em detrimento das sociedades que, cadastrando suas sucursais, assumem os ônus administrativos, fiscais e contábeis decorrentes da gestão de uma unidade devidamente registrada."Súmula 351, DJ 19.06.2008 p.1 Enunciado : A alíquota de contribuição para o Seguro de Acidente do Trabalho(SAT) é aferida pelo grau de risco desenvolvido em cada empresa, individualizada pelo seu CNPJ, ou pelo grau de risco da atividadepreponderante quando houver apenas um registro." Fonte: Superior Tribunal de Justiça, 20.06.2008

Jeito simples de fazer prevenção.

www.cpsol.com.br

sexta-feira, 27 de junho de 2008

justiça

Empresas estão proibidas de exigir período de experiência para a contratação de empregados.

A Procuradoria Regional do Trabalho da 13ª Região (PRT-13/PB) vai instaurar Procedimentos Preparatórios de Inquérito Civil Público contra empresas que estão exigindo experiência profissional superior a seis meses em seus anúncios para contratação de pessoal. Os veículos de comunicação que divulgarem os anúncios também serão responsabilizados. Ambos estariam ferindo a Lei nº 11.644, de 10 de março de 2008.
A lei acrescenta o artigo 442-A à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, impedindo a exigência de comprovação de experiência prévia por tempo superior a seis meses.
Segundo a procuradora-chefe da PRT-13, Maria Edlene Costa Lins, essas exigências das empresas se caracterizam como práticas discriminatórias, pois retiram de muitos a oportunidade de trabalho. "Por isso mesmo estaremos sempre vigilantes", disse a procuradora, reconhecendo que, por se tratar de legislação recente, muitos veículos de comunicação não agiram de má-fé, já que ainda não tomaram conhecimento da novidade.
Os procedimentos serão distribuídos entre os procuradores do Trabalho. Cada um atuará de maneira isolada, já que têm autonomia funcional. "O mais provável é que os procuradores promovam Termos de Ajustamento de Conduta com as empresas e veículos de comunicação para que se abstenham de desobedecer à legislação", comentou.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social da Procuradoria Regional do Trabalho da 13ª Região (PB) / MPT, 23.06.2008

Jeito simples de fazer prevenção.
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sexta-feira, 20 de junho de 2008

Questionário sobre Fadiga




Questionários bipolares

Uma técnica relativamente simples de avaliação da fadiga no trabalho é a utilização de questionários bipolares, desenvolvidos inicialmente pelo prof. Nigel Corlet, de Nottingham, Inglaterra, utilizando os mesmos princípios de testes qualitativos conhecidos como escalas de Likert.
Um questionário bipolar típico contém uma seqüência de pares de adjetivos, conforme exemplificado a seguir, sendo que em cada par, num extremo está uma situação, e no outro extremo a situação oposta, sempre referentes à sensação do indivíduo naquele instante do trabalho. Caso se identifique com o extremo da situação de ausência de fadiga ou de dor, marca-se o número 1, com o extremo da situação de fadiga ou de dor, marca-se o número 7; intermediariamente, marca-se o número 4; se com tendência para o lado da ausência de fadiga, marca-se 3 ou 2; se com tendência para o lado da fadiga ou cansaço, marca-se 5 ou 6. Questiona-se se os números deveriam ser de 1 a 7 ou apenas de 1 a 5; assim como alguns propõem que exista apenas uma linha, e que o pesquisador meça a distância do ponto marcado pelo trabalhador ao extremo da linha; mas qualquer uma dessas ponderações não é mais que o questionamento de detalhes da técnica, que em si funciona a contento em suas diversas modalidades.



Um modelo de questionário bipolar

01) Descansado 1 2 3 4 5 6 7 Cansado

02) Boa concentração 1 2 3 4 5 6 7 Dificuldade de
concentrar

03) Calmo 1 2 3 4 5 6 7 Nervoso

04) Produtividade normal 1 2 3 4 5 6 7 Produtividade
comprometida

05) Descansado visualmente 1 2 3 4 5 6 7 Cansaço visual

06) Ausência de dores nos 1 2 3 4 5 6 7 Dor nos
músculos do pescoço e ombros músculos do
pescoço e ombros

07) Ausência de dor nas costas 1 2 3 4 5 6 7 Dor nas costas

08) Ausência de dor na região 1 2 3 4 5 6 7 Dor lombar
lombar

09) Ausência de dor nas coxas 1 2 3 4 5 6 7 Dor nas coxas

10) Ausência de dor nas pernas 1 2 3 4 5 6 7 Dor nas pernas

11) Ausência de dor de pés 1 2 3 4 5 6 7 Dor nos pés

12) Ausência de dor de cabeça 1 2 3 4 5 6 7 Dor de cabeça

13) Ausência de dor nos braços 1 2 3 4 5 6 7 Dor nos braços
Instruções para o uso correto
do questionário bipolar

# Na medida do possível, o questionário deverá ser preenchido pelo trabalhador na presença do profissional que esteja conduzindo a pesquisa ou do auxiliar de pesquisa. Excepcionalmente poderá ser preenchido diretamente pelo próprio trabalhador na ausência daqueles;

# É muito importante instruir bem o trabalhador sobre o significado dos extremos e assegurar-se que o mesmo entendeu. Também é muito importante um bom contrato psicológico com o trabalhador, para que o mesmo não falseie os resultados;

# Num dia típico de trabalho, aplica-se 8 questionários a um trabalhador, nos seguintes horários:
. ao iniciar a jornada
. 2 horas após o início da jornada
. 3 horas após
. 4 horas após
. 1 hora após o almoço/jantar
. 2 horas após o almoço/jantar
. 1 hora antes do término da jornada
. ao término da jornada

# Sob certas circunstâncias (dificuldade operacional, pessoal trabalhando longe), é possível aplicar apenas 3 folhas (uma ao início, uma antes do almoço, e uma ao final da jornada).

# Deve-se em cada folha mudar a ordem das questões (por exemplo, o par descansado/cansado, que é o primeiro item da folha inicial, deve estar no décimo item da segunda folha, no quarto item da terceira folha, e assim por diante; isso visa evitar que o trabalhador se lembre do que respondeu em cada questão na hora anterior; naturalmente, é muito importante que ele não veja o resultado anterior; e é também importante que a ordem dos pares na primeira folha daquele dia de trabalho coincida com a última, pois isto possibilitará uma interpretação rápida e fácil.


Interpretação do questionário bipolar

a) Forma qualitativa: indica se a pessoa desenvolveu fadiga ou não em relação aquele item;
. Se no final da jornada a pessoa tiver pontuado 4 ou 5, FADIGA MODERADA
. Se no final da jornada a pessoa tiver pontuado 6 ou 7, FADIGA INTENSA
. Isto é valido desde que no início da jornada, naquele item, a pontuação tenha sido 1 ou 2.

b) Forma quantitativa: avalia a diferença numérica entre o início e o final da jornada de trabalho, em relação aquele item; esta forma é útil quando, apesar de não ter sido marcado o ponto 4 ou 5, o usuário passou por exemplo do ponto 1 para o ponto 3, o que pode indicar FADIGA LEVE.


É recomendado o uso do questionário bipolar como o meio mais prático de se estudar a fadiga.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Segurança no Lar


Segurança no Lar - Normas de Prevenção
CHOQUE ELÉTRICO

Muitas pessoas não sabem, mas um choque elétrico pode matar. Aprenda a evitá-lo.O choque elétrico pode ser fatal.Nunca mexa na parte interna das tomadas, seja com os dedos ou com objetos (tesouras, agulhas, facas, etc.). Nunca deixe as crianças brincarem com as tomadas. Vede todas as tomadas com protetores especiais ou um pedaço de esparadrapo largo.Ao trocar lâmpadas, toque somente na extremidade do suporte (de porcelana ou plástico) e no vidro da lâmpada elétrica. Se possível, desligue a chave geral antes de fazer a troca.Nunca toque em aparelhos elétricos quando estiver com as mãos ou o corpo úmidos. Não mude a chave de temperatura (inverno - verão) do chuveiro elétrico com o corpo molhado e o chuveiro ligado. Mantenha os aparelhos elétricos em bom estado. Não hesite em mandar consertá-los sempre que apresentarem problemas ou causarem pequenos choques. Verifique sempre os fios elétricos que ficam à vista. Com o tempo, a sua capa protetora se desgasta. Nunca deixe um fio elétrico descoberto.Instale o fio de terra em chuveiros e torneiras elétricas. Ao manusear objetos metálicos, tenha cuidado para que não esbarrem em nenhum cabo elétrico aéreo. Nunca pise em fios caídos no chão, principalmente se a queda foi consequência de uma tempestade. Proteja-se e viva bem com a eletricidade. Ela não foi criada para causar choques.




Intoxicação por Cosméticos ou Medicamentos
Para evitar este tipo de intoxicação, observe à risca as recomendações abaixo:Conserve artigos de limpeza, cosméticos e remédios fora do alcance das crianças. Guarde os produtos num armário trancado á chave. Evite misturá-los no mesmo compartimento. Todos os produtos de limpeza e remédios devem estar bem identificados.Se os rótulos forem danificados, providencie novas identificações. Destrua os remédios que estão fora de uso. Derrame os líquidos no vaso sanitário e puxe a descarga; dissolva os comprimidos e faça o mesmo. Não deixe que suas filhas pequenas brinquem com cosméticos. Muitas vezes um produto que é inofensivo ao adulto traz graves malefícios a uma criança. No caso de ingestão de qualquer produto, procure o médico.
Uma Casa à prova de Quedas
Verifique constantemente as condições de segurança de sua casa. Não hesite em fazer consertos e melhorias, assegurando-se das seguintes condições:Corrimão em todas as escadas; Fita antiderrapante na beirada de cada degrau da escada; Barra de segurança no boxe do banheiro; Grade de proteção no alto da escada, se houver crianças em casa; Piso antiderrapante na cozinha, no banheiro e nas áreas de serviço; Iluminação adequada em banheiros, escadas, acesso a garagem, etc.; Tacos e carpetes bem colados no piso.



Prevenindo Acidentes
Antes de lavar ou encerar qualquer piso, avise as pessoas da casa ou bloqueio o acesso ao local (com uma cadeira, por exemplo). Se houver uma faxineira, peça-lhe para fazer o mesmo. Ao lavar ou encerar pisos, utilize calçado adequado, que não escorregue. Utilize tapete de borracha antiderrapante no boxe do banheiro. O piso e o tapete devem ser esfregados frequentemente, pois o acúmulo de resíduos pode torná-los escorregadios. Não deixe tapetes soltos nas escadas. Acostume seus filhos a não deixar brinquedos espalhados pela casa. Se o espaço é pouco, delimite uma área para os brinquedos.Não deixe os fios de instalação elétrica soltos. Não deixe fios (elétricos, de telefone) estendidos em áreas de passagem. Ensine seus filhos a não correr quando estão carregando objetos contundentes.Não deixe para depois o conserto de tacos soltos, carpetes descolados, pisos esburacados. Não suba em escada móvel sem antes verificar seu estado. Não converse nem se distraia quando estiver em cima de uma dessas escadas, e evite movimentos bruscos.Não permita que as crianças utilizem esse tipo de escada.
Acidentes acontecem no Banheiro
As quedas são acidentes mais comuns. A causa é simples: a maioria dos banheiros tem piso escorregadio, que frequentemente se encontra úmido.Muitas quedas, e até afogamentos, são registrados em banheiras. No banheiro podem ocorrer também choques elétricos, queimaduras por água quente, além de cortes com giletes e navalhas.O uso de tapetes de borracha ou tiras antiderrapantes no fundo das banheiras ou sobre o piso do boxe dos chuveiros evita acidentes.Pessoas idosas e deficientes físicas correm maior risco de sofrer quedas. A instalação de barras de ferro junto ao vaso sanitário e ao boxe do chuveiro pode prevenir quedas.Não deixe sabonetes e vidros de xampu jogados no piso do boxe ou na banheira.Ninguém está livre de uma queda. Mas você pode preveni-la, tomando alguns cuidados.

Cuidado Especial com Crianças e Idosos
As estatísticas mostram que são muitos os acidentes envolvendo crianças e pessoas idosas.Tenha cuidado especial com elas:Evite que as crianças tomem banho sozinhas. Se caírem, podem bater a cabeça numa quina do boxe ou na louça sanitária, o que costuma ser fatal. Reserve acomodações (camas, cadeiras) sólidas e seguras para as pessoas idosas. A barra de segurança no boxe do banheiro, por exemplo, é fundamental para elas.A recuperação de fraturas ósseas é muito mais difícil para pessoas de idade avançada.
Se a Queda for Inevitável...
Ao cair, relaxe o corpo e curve os braços e pernas. Procure proteger principalmente a cabeça e costas.Nunca use sapatos com saltos desgastados ou sola lisa. Evite correrias e afobamentos. Olhe sempre por onde pisa. O fogo e a energia elétrica existem em todos os lares e são muito úteis. Como cozinhar o feijão sem fogo? Como assistir televisão sem energia elétrica? Mas ao mesmo tempo que são úteis, o fogo e a energia elétrica são também perigosos. Podem causar incêndios.Os incêndios podem ocorrer em qualquer lar. É preciso estar alerta e tomar todos os cuidados para evitá-los.
Instalações Elétricas
Não ligue mais de um aparelho elétrico na mesma tomada. Se a corrente elétrica está acima do que a fiação suporta, ocorre um superaquecimento dos fios. Aí pode começar o incêndio.
Não utilize fios elétricos descascados ou estragados. Quando encostam um no outro, provocam curtos-circuitos e faíscas, que podem ocasionar um incêndio. De tempos em tempos, faça uma revisão nos fios dos aparelhos elétricos e na instalação elétrica da sua casa.
Se algum aparelho elétrico ou tomada apresentar defeito, não pense duas vezes para mandar consertá-los. Não faça ligações provisórias. A fiação deve estar sempre embutida em conduítes. Os quadros de distribuição devem ter disjuntores. Se os dispositivos de proteção ainda forem do tipo chave-faca, com fusíveis cartucho ou rolha, substitua-os por disjuntores.
Caso note aquecimento dos fios e queima frequente de fusíveis, chame um técnico qualificado para fazer uma revisão.
Toda instalação elétrica tem de estar de acordo com a NBR-5410 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).
Um simples curto-circuito pode causar uma grande tragédia.
Cigarros
Nunca fume na cama. Nunca fume se estiver com muito sono e relaxado diante da televisão.Nunca fume ao encerar a casa ou lidar com álcool, parafina, solventes ou materiais de limpeza em geral. Não use cinzeiros muito rasos. Utilize cinzeiros fundos, que protegem mais o cigarro, evitando que uma cortina esbarre nele ou que caia por descuido no tapete. Antes de despejar o conteúdo do cinzeiro no lixo, certifique-se de que os cigarros estão bem apagados. Nunca jogue um cigarro aceso em qualquer tipo de lixeira.
Material Combustível
Os tecidos sintéticos são muito usados hoje em dia para confecção de tapetes, carpetes, cortinas, colchas, forrações de estofados e roupas. Eles são altamente inflamáveis. Se não puder evitá-los, tome todo cuidado para que não entre em contato com o fogo. Basta uma simples fagulha para o fogo se alastrar em poucos segundos. Não use avental de plástico ou blusão de nailon quando estiver cozinhando. Não deixe vasilhames ou talheres de plástico em cima do fogão. Nunca deixe uma panela com óleo esquentando no fogo enquanto vai fazer outras coisas.
O gás de cozinha é altamente inflamável. Por isso, verifique sempre se não há vazamentos. Nunca derreta cera no fogo. Guarde todo material inflamável e de limpeza em lugar seguro, arejado e afastado do fogo. Nunca armazene gasolina em casa. O risco é muito grande. Evite acumular objetos fora de uso (jornais, pneus, roupas velhas, caixas de papelão vazias, etc.), pois podem facilitar a propagação do fogo.
Antes de sair de casa, verifique:Se o gás está desligado; Se o ferro de passar está desligado; Se os cigarros estão apagados nos cinzeiros.

Acidentes
Fontes de queimaduras
Fique atento a várias situações domésticas que podem causar acidentes envolvendo queimaduras. Evitá-las é de sua total responsabilidade.
Álcool - Bisnagas ou garrafas plásticas contendo álcool são verdadeiras bombas. Evite-as. Se não houver outro modo, mantenha-as longe do fogo e fora do alcance das crianças.
Gás - Vazamentos de gás não devem ser verificados com o uso de fósforos. Passe espuma de sabão no local suposto; se borbulhar é porque existe vazamento. Usando fósforos, se houver vazamento grande, poderá ocorrer explosão e incêndio.
Fogo - Se você ou alguém de sua família sofre de epilepsia ou outra doença que provoca ataques convulsivos, evite ficar perto do fogo. Mantenha as crianças afastadas de fogões e fogueiras. Mesa - Cuidado com os pratos quentes colocados sobre a mesa. Fique atento às crianças pequenas, que podem puxar a toalha, entornando líquidos quentes sobre si mesmas.
Gasolina - Evite fumar ao lidar com gasolina. Cuidado também com os fósforos acesos. Não armazene gasolina e nenhum outro líquido inflamável em casa.
Asfixia
A falta de ar é o sintoma principal da asfixia, mas, além disso, as batidas do coração se aceleram e a pele em volta da boca e em baixo das unhas fica arroxeada.Conforme o caso, podem ocorrer também convulsões, contrações musculares e desmaios.
O que pode causar a Asfixia:
afogamento; grande traumatismo do tórax; envenenamento por drogas ou gases; enforcamento; choque elétrico; qualquer bloqueio da vias respiratórias. Se não tiver socorro imediato, a pessoa asfixiada morre. Por isso, é importante que você saiba que medidas tomar até que seja possível conseguir o atendimento médico.
As crianças são as principais vítimas de asfixia. Em geral, a asfixia infantil é decorrência de brincadeiras inocentes e desconhecimento ou falta de controle da situação. Veja como socorrer uma criança asfixiada:Identifique a causa da asfixia. Aja com rapidez. Você tem no máximo 5 minutos para fazer com que a criança volte a respirar.
EngasgoSegure a criança por trás, pela cintura. Suspenda-a no ar, de forma que o tronco, os braços e a cabeça fiquem curvados para baixo. Com uma das mãos, mantenha-a nesta posição. Coloque a outra mão acima do umbigo da criança e aperte rapidamente o punho contra o estômago dela. Repita o movimento até que o corpo estranho seja expelido pela boca.Corpos Estranhos no NarizTente fazer a criança respirar pela boca e segurar o ar nos pulmões. Aperte a narina desobstruída e peça para a criança assoar. Esta manobra requer a colaboração da criança, o que nem sempre é possível. Se o objeto não for expelido ou se a criança não colaborar, não insista. Leva-a imediatamente ao pronto-socorro mais próximo.Aspiração de VômitoAo vomitar, a criança pode aspirar o próprio vômito, que vai para os pulmões.Deite a criança de lado. A cabeça deve ficar mais baixa que o corpo. Com os dedos, tape as duas narinas da criança. Coloque a sua boca na dela e aspire forte até retirar o máximo de vômito dos pulmões. Não deixe a criança deitar de costas.Leve-a ao pronto-socorro mais próximo. É natural que esta manobra provoque nojo em algumas pessoas. Mas lembre-se de que você está salvando uma vida, portanto, controle-se.
Aspiração de PóFaça a criança tossir bastante. Estimule a tosse com leves tapas nas costas. Deite a criança de lado.
Saco PlásticoÉ comum as crianças enfiarem a cabeça em sacos plásticos por brincadeira, muitas vezes provocando sua própria asfixia.Retire o saco rapidamente, rasgando-o com as mãos. Cuidado para não machucar a criança. Deite a criança de costas, coloque uma da mãos sob o pescoço e outra sobre a testa, levando a cabeça para trás. Inicie a respiração boca a boca. Com os dedos da mão que está sobre a testa, tape as narinas da criança, coloque sua boca aberta sobre a dela e sopre com força. Ao perceber que o peito da criança se expande, tire a boca para que o ar seja expelido. Repita a manobra até a respiração se normalizar. Lembre-se. Você é responsável pela segurança de seus filhos. Vigie permanentemente os bebês e as crianças menores para que não se engasguem ou sufoquem. Alerte as crianças maiores sobre o perigo de determinadas brincadeiras, que podem provocar asfixia. Não perca seus filhos de vista quando estiverem na piscina, na praia, na represa, etc., mesmo se eles já souberem nadar. Vale o velho ditado: É melhor prevenir do que remediar.
Dois Conselhos ÚteisSe notar vazamento de gás em sua casa, evite respirar até conseguir ventilar o ambiente.O gás pode provocar a asfixia. Não ligue o motor do carro num local fechado, sem ventilação.O monóxido de carbono expelido pelo carro é tóxico e pode matar.
Enchentes
A chuva inundou a cidade e você está em local seguro. Não se aventure a enfrentar correntezas e inundações. Os riscos são muito grandes.Se você precisar mesmo sair, sintonize as rádios que divulgam informações sobre o tempo e as áreas afetadas por alagamentos. Faça o seu roteiro de deslocamento evitando esses locais.
Se a água invadir sua casa, saia e procure um local seguro.
Não passe por áreas alagadas.
Se você estiver no carro durante a chuva forte:Dirija devagar. Mantenha o carro sempre acelerado. Mantenha boa distância do carro da frente.Caminhe na calçada junto aos muros e longe dos postes.
Não passe por pontes e pinguelas improvisadas.
Cuidado com as águas e a lama das enchentes, pois podem transmitir doenças.
Não deixe seu filho brincar nas águas das chuvas e enxurradas.
Ajude a evitar enchentes: Mantenha limpos os ralos e calhas. Não jogue lixo ou entulho em bueiros, rios e galerias.
Elevadores
O que você não deve fazer
Puxar a porta do pavimento sem a presença da cabine no andar. Apressar o fechamento das portas. Apertar várias vezes o botão de chamada. Chamar vários elevadores ao mesmo tempo. Fumar dentro do elevador. Fazer movimentos bruscos dentro do elevador. Lotar o elevador com o peso acima do permitido. Bloquear o fechamento das portas com objetos.
O excesso de lotação e de carga é perigoso e acarreta desgaste prematuro do equipamento.
Crianças
As crianças devem usar o elevador com segurança.
O elevador não é lugar de brincadeiras, portanto oriente as crianças para:
Não acionar os botões desnecessariamente; Não dar pulos ou fazer movimentos bruscos dentro da cabine; Nunca colocar as mãos na porta; Não entrar primeiro no elevador, assim que a porta se abre. Evite que elas usem o elevador sozinhas.
O elevador é uma máquina de transporte extremamente útil, mas seu uso requer cuidados para evitar acidentes, que muitas vezes são fatais.
Exija o responsável pelo prédio que o acesso à porta do elevador seja bloqueado quando ele estiver em reparos ou revisão técnica.
Atenção!
Em caso de incêndio, não utilize os elevadores.
O abandono do edifício deve ser feito pelas escadas, obedecendo ao plano de abandono.
Nada de PânicoSe o elevador parar entre andares, os ocupantes devem:manter a calma, pois o perigo não é iminente; acionar o botão de alarme e/ou utilizar o interfone para pedir ajuda; solicitar que chamem o zelador e, se necessário, a empresa conservadora ou o /Corpo de Bombeiros (disque 193); aguardar com calma.
Não force as portas nem tente sair por conta própria.
Se o elevador parar entre andares e a porta abrir, não tente sair pela abertura.O elevador pode voltar a funcionar no momento em que você estiver saindo. Aguarde a sua estabilização.
Nunca se afobe ao tomar o elevador.Quando a porta do elevador abrir, preste atenção. Antes de entrar, verifique que a cabine do elevador está no andar.Falhas mecânicas permitem, às vezes, que a porta abra sem a presença do elevador, o que já provocou muitos acidentes fatais.
Entre no elevador e saia dele devagar, para evitar colisão com outros usuários. Não tente entrar no elevador enquanto os ocupantes estiverem saindo. Ao entrar no elevador e ao sair dele, cuidado para não tropeçar nos degraus que se formam quando ele pára no mesmo nível do pavimento.

Extintores e Prevenção de Incêndio
Classes de Incêndio
Os materiais combustíveis têm características diferentes e, portanto, queimam de modos diferentes. Conforme o tipo de material, existem quatro classes de incêndio.
Classe A - incêndio em materiais sólidos, como madeira, papel, tecido, etc.Esses materiais apresentam duas propriedades:Deixam resíduos quando queimados (brasas, cinzas, carvão). Queimam em superfícies e em profundidade
Classe B - incêndio em líquidos inflamáveis, como óleo, gasolina, querosene, etc.Esses materiais apresentam duas propriedades:Não deixam resíduos quando queimados. Queimam somente em superfície.
Classe C - incêndio em equipamentos elétricos energizados, como máquinas elétricas, quadros de força, etc. Ao ser desligado o circuito elétrico, o incêndio passa a ser de classe A.
Classe D - incêndio em metais que inflamam facilmente, como potássio, alumínio em pó, etc.



Métodos de Extinção do Fogo
A maioria dos incêndios começa com um pequeno foco, fácil de debelar. Conheça os métodos de extinção do fogo e ajude os bombeiros a evitar que um incêndio se transforme numa catástrofe.
Em todo incêndio ocorre um reação de combustão, envolvendo três elementos:o combustível, o comburente e o calor. Os métodos de extinção do fogo consistem em "atacar" cada um desses elementos.Retirada do materialTrata-se de retirar do local o material (combustível) que está pegando fogo e também outros materiais que estejam próximos às chamas. AbafamentoTrata-se de eliminar o oxigênio (comburente) da reação, por meio do abafamento do fogo.ResfriamentoTrata-se de diminuir a temperatura (calor) do material em chamas.
Extintores
Para ajudar no combate de pequenos focos de incêndio, foram criados os extintores.
Atenção: há vários tipos de extintores de incêndio, cada um contendo uma substância diferente e servindo para diferentes classes de incêndio. Vamos conhecê-los.
Extintor com água pressurizadaÉ indicado para incêndios de classe A (madeira, papel, tecido, materiais sólidos em geral). A água age por resfriamento e abafamento, dependendo da maneira como é aplicada.
Extintor com gás carbônicoIndicado para incêndios de classe C (equipamento elétrico energizado), por não ser condutor de eletricidade. Pode ser usado também em incêndios declasses A e B.
Extintor com pó químico secoIndicado para incêndio de classe B (líquido inflamáveis). Age por abafamento.Pode ser usado também em incêndios de classes A e C.
Extintor com pó químico especialIndicado para incêndios de classe D (metais inflamáveis). Age por abafamento.Não use águaEm fogo de classe C (material elétrico energizado), porque a água é boa condutora de eletricidade, podendo aumentar o incêndio. Em produtos químicos, tais como pó de alumínio, magnésio, carbonato de potássio, pois com a água reagem de forma violenta.
Recomendações
Aprenda a usar os extintores de incêndio. Conheça os locais onde estão instalados os extintores e outros equipamentos de proteção contra fogo. Nunca obstrua o acesso aos extintores ou hidrantes. Não retire lacres, etiquetas ou selos colocados no corpo dos extintores. Não mexa nos extintores de incêndio e hidrantes, a menos que seja necessária a sua utilização ou revisão periódica.
Prevenção de Incêndios
Não fume 30 minutos antes do final do trabalho. Não use cestos de lixo como cinzeiros. Não jogue pontas de cigarro pela janela, nem as deixe sobre armários, mesas, prateleiras, etc. Respeite as proibições de fumar e acender fósforos em locais sinalizados. Evite o acúmulo de lixo em locais não apropriados. Coloque os materiais de limpeza em recipientes próprios e identificados. Mantenha desobstruídas as áreas de escape e não deixe, mesmo que provisoriamente, materiais nas escadas e nos corredores. Não deixe os equipamentos elétricos ligados após sua utilização. Desconecte-os da tomada. Não cubra fios elétricos com o tapete. Ao utilizar materiais inflamáveis, faça-o em quantidade mínimas, armazenando-os sempre na posição vertical e na embalagem original. Não utilize chama ou aparelho de solda perto de materiais inflamáveis. Não improvise instalações elétricas, nem efetue consertos em tomadas e interruptores sem que esteja familiarizado com isso. Não sobrecarregue as instalações elétricas com a utilização do plugue T (benjamim). Verifique, antes de sair do trabalho, se os equipamentos elétricos estão desligados. Observe as normas de segurança ao manipular produtos inflamáveis ou explosivos. Mantenha os materiais inflamáveis em locais resguardados e à prova de fogo.
Plano de Abandono de Edifícios
Nunca use o elevador para sair de um prédio onde há um incêndio.
O abandono de um edifício em chamas deve ser feito pelas escadas, com calma, sem afobamentos.Se um incêndio ocorrer em seu escritório ou apartamento, saia imediatamente. Muitas pessoas morrem por não acreditarem que um incêndio pode se alastrar com rapidez. Se você ficar preso em meio à fumaça, respire pelo nariz, em rápidas inalações. Se possível, molhe um lenço e utilize-o como máscara improvisada. Procure rastejar para a saída, pois o ar é sempre melhor junto ao chão .Use as escadas - nunca o elevador. Um incêndio razoável pode determinar o corte de energia para os elevadores. Feche todas as portas que ficarem atrás de você, assim retardará a propagação do fogo. Se você ficar preso em uma sala cheia de fumaça, fique junto ao piso, onde o ar é sempre melhor. Se possível, fique perto de uma janela, de onde poderá chamar por socorro. Toque a porta com sua mão. Se estiver quente, não abra. Se estiver fria, faça este teste: abra vagarosamente e fique atrás da porta. Se sentir calor ou pressão vindo através da abertura, mantenha-a fechada. Se você não puder sair, mantenha-se atrás de uma porta fechada. Qualquer porta serve como couraça. Procure um lugar perto de janelas, e abra-as em cima e embaixo. Calor e fumaça devem sair por cima. Você poderá respirar pela abertura inferior. Procure conhecer o equipamento de combate à incêndio para utilizá-lo com eficiência em caso de emergência. Um prédio pode lhe dar várias opções de salvamento. Conheça-as previamente. NÂO salte do prédio. Muitas pessoas morrem sem imaginar que o socorro pode chegar em poucos minutos. Se houver pânico na saída principal, mantenha-se afastado da multidão. Procure outra saída. Uma vez que você tenha conseguido escapar, NÃO RETORNE. Chame o Corpo de Bombeiros imediatamente.Ao constatar um princípio de incêndio, ligue imediatamente para o Corpo de Bombeiros (fone 193).
Forneça informações precisas:Nome correto do local onde está ocorrendo o incêndio. Número do telefone de onde se está falando. Nome completo de quem está falando. Relato do que está acontecendo. Em seguida, desligue o telefone e aguarde a chamada de confirmação do local.
Plano de Emergência
O condomínio de todo edifício comercial ou residencial deve ter um plano de emergência para abandono do prédio em caso de incêndio.
Converse com o síndico e com os seus colegas ou vizinhos sobre a elaboração do plano de emergência. Reúna os que estiverem interessados, e mão à obra!Peça orientação do Corpo de Bombeiros para elaborar o plano e estabelecer as tarefas de cada um numa situação de incêndio.
Um plano de emergência deve conter:
procedimentos do supervisor; procedimentos da brigada de incêndio; procedimentos dos ocupantes do prédio; planta do edifício; localização do equipamento de combate a incêndio; localização das vias de fuga; ponto de reunião fora do edifício.
Quando o plano estiver pronto, providencie:comunicação do conteúdo do plano a todos os ocupantes do edifício; sinalização das instalações (saídas, extintores, etc.); treinamento de abandono do edifício; um bombeiro poderá auxiliá-lo nesta tarefa.
Vazamento de Gás
Como Proceder em casos de Emergência
Vazamento de gás "sem fogo"Feche o registro de gás. Afaste as pessoas de local. Não acione interruptores de eletricidade. Desligue a chave geral de eletricidade somente se ela estiver fora da residência. Não fume nem acenda fósforos ou isqueiros. Se ocorrer em ambiente fechado, abra portas e janelas. Entre em contato com a empresa distribuidora de gás e, em casos mais graves, com o Corpo de Bombeiros.
Vazamento de gás "com fogo"Se possível, feche o registro de gás. Afaste as pessoas do local. Desligue a chave geral da eletricidade. Retire do local os materiais combustíveis que puder. Chame o Corpo de Bombeiros.

Afogamentos e Primeiros Socorros
Evite Afogamentos
Ao andar de barco, caiaque ou lancha, use sempre os equipamentos de segurança. Se o barco virar, você não corre o risco de afogar.
Nunca tire os equipamentos de segurança nem mergulhe em águas desconhecidas..
Obedeça a sinalização nas praias, represas e rios, pois dela também depende a sua vida.
Mantenha distância das pedras e bocas de rios pois o que lhe parece bonito e atrativo constitui também um perigo de afogamento.
Nunca entre na água após as refeições. Quando estiver na praia ou pescando num rio, coma somente alimentos leves e beba moderadamente. Dessa maneira, não terá congestão nem perderá o equilíbrio.
Não deixe crianças pequenas e que não sabem nadar brincarem sozinhas na praia, na beira de rios, lagos ou piscinas.
Os salva-vidas trabalham para garantir a sua segurança nas praias e locais de banho; porém, se não contarem com a colaboração de todos, muitas pessoas continuarão a morrer afogadas.
Se você precisar de alguma orientação, procure o salva-vidas. Você poderá localizá-lo pelas bandeiras de identificação.
Saiba como Socorrer o Afogado
O afogamento é uma das formas mais comuns de asfixia.Os primeiros socorros são idênticos para crianças e adultos. Veja como fazer:
Aja com rapidezRetire o afogado da água o mais depressa possível. Antes de iniciar a respiração artificial, tire a água que o afogado engoliu e que penetrou nas vias respiratórias. Para tanto, coloque o afogado de bruços, erguendo-lhe a cintura a uns 45 centímetros do chão, de maneira tal que a cabeça fique mais baixa que os pulmões e o estômago.
Sacuda o afogado para que a água saia. Não perca com isso mais que meio minuto.
Coloque o afogado na posição corretaEm seguida, prepare o afogado para receber a respiração boca a boca. Vire-o de costas e coloque a cabeça dele em posição adequada: com uma das mãos levante o pescoço e com a outra force a cabeça para trás. Em seguida, com os polegares, abra a boca do afogado e verifique se há algum material obstruindo a passagem do ar: sangue, dentadura, vômito, etc. Retire-o antes de iniciar a respiração.
Inicie a respiração boca a bocaConserve a cabeça da vítima na posição correta, colocando uma das mãos sob o queixo e outra sobre a testa. Com a mão que está sob o queixo, empurre delicadamente o maxilar para trás fazendo com que o pescoço fique esticado e as vias aéreas liberadas. Com os dedos da mão que está sobre a testa, aperte as narinas do afogado para evitar que o ar escape. Ponha sua boca aberta sobre a dele, soprando fortemente até notar a expansão do peito do acidentado. Afaste, então, sua boca para que haja expulsão do ar e assim se esvazie o pulmão do acidentado. Repita a manobra num ritmo de 15 a 20 vezes por minuto, até que a respiração esteja normalizada. Quando isso ocorrer, coloque o afogado em uma cama aquecida.
Continue a vigiá-lo, pois a qualquer momento poderá cessar novamente a respiração ou ocorrer uma síncope. Ele não deve levantar-se pelo menos por 24 horas.
O mesmo método da respiração boca a boca pode ser aplicado nos casos de asfixia causada por saco plástico enfiado na cabeça, comum nas brincadeiras de crianças.
Animais Peçonhentos e Plantas Tóxicas
Animais Peçonhentos
Animais peçonhentos são aqueles cujo organismo produz veneno. Em geral, têm um ferrão com o qual injetam o veneno nas suas vítimas.
São animais peçonhentos as aranhas, os escorpiões e as lacraias.
No Brasil, existem milhares de espécies desses animais. A maioria não oferece perigo ao homem, mas algumas delas podem causar envenenamento. Exemplos:Escorpiões: Escorpião amareloEscorpião marrom Aranhas: ArmadeiraAranha marrom
Também podem oferecer perigo: aranha de grama, caranguejeira, viúva-negra, lacraia ou centopéia.
Os acidentes causados por animais peçonhentos podem ser fatais, principalmente para as crianças. Previna-se contra eles
Você pode tomar algumas precauções para evitar acidentes com animais peçonhentos:
Manter limpos quintais e terrenos baldios, não deixando acumular muito entulho e lixo doméstico. Aranhas, escorpiões e lacraias costumam se abrigar embaixo de pedras, tijolos e madeira velha. Aparar regularmente a grama dos jardins e recolher as folhas caídas. Vedar soleiras de portas com saquinhos de areia ou risos de borracha; colocar telas nas janelas; vedar ralos de pia; tanque e chão. Colocar lixo em sacos plásticos, que devem ser mantidos fechados para evitar o aparecimento de baratas, moscas e outros insetos, pois estes são os alimentos prediletos de aranhas e escorpiões. Examinar roupas, calçados, toalhas e roupas de cama antes de usá-los. Andar sempre calçado e usar luvas de raspa de couro ao trabalhar com material de construção, lenha, etc. As serpentes também são animais peçonhentos. Veja no quadro a seguir as espécies mais comuns no estado de São Paulo.
Nome popularCaracterísticas e hábitosDistribuiçãoCoralCoral-venenosaCoral-verdadeiraBoicoráCorpo delgado, comprimento médio de 70 a 90 cm, pele brilhante, coloração formada por anéis vermelhos(geralmente mais largos), pretos e brancos ou amarelados; hábitos semi-subterrâneos, vivendo preferencialmente sob folhas, troncos ou galerias no solo;não agressivas, apesar da peçonha altamente tóxica Urutu Urutu-cruzeiroCruzeiraCorpo robusto, comprimento médio de 1m; comportamento agressivo(quando irritada, achata o corpo, desferindo botes); hábitos terrestres Cotiara Jararaca-da-barriga-pretaCorpo delgado, comprimento médio de 80 cm; moderadamente agressiva; hábitos terrestres, vivendo nas matas de araucária Cotiara Corpo delgado comprimento médio de 80 cm; moderadamente agressiva; hábitos terrestres Jararaca-ilhoa (restrita à ilha Queimada Grande)Corpo delgado, comprimento médio de 70 cm; não agressiva; hábitos semi-arborícolas CotiarinhaCorpo delgado, comprimento médio de 40 cm; não agressiva, hábitos terrestres, vivendo em áreas abertas Jararaca Corpo delgado, comprimento médio de 1m; moderadamente agressiva; hábitos terrestres, podendo também ser encontrada sobre vegetação; responsável pela maioria dos acidentes na área da Grande São Paulo .Jararacuçu Corpo robusto, comprimento médio acima de 1m; agressiva, hábitos terrestres Caisaca JararacãoCorpo robusto, comprimento médio acima de 1m; agressiva; hábitos terrestres,vivendo em áreas abertas Jararaca-pintada Corpo delgado, comprimento médio de 60 cm; moderadamente agressiva; hábitos terrestres Cascavel BoiciningaMaracabóiaCorpo robusto, comprimento médio acima de 1m; hábitos terrestres, vivendo em áreas abertas, quentes e secas

Plantas Tóxicas
Algumas plantas também oferecem perigo ao organismo humano.A Secretaria de Estado de Higiene e Saúde de São Paulo elaborou um quadro em que se descrevem 11 plantas tóxicas. Examine o quadro com atenção e verifique se você tem alguma dessas plantas em sua casa. Evite acidentes.
Nome Popular - Características - Partes Venenosas - Sinais e Sintomas - Primeiros SocorrosSaia branca ou trombeteira,planta ornamental de flores brancas, pendentes como copo-de-leite Folha, flor, fruto e semente Febre, boca seca, rubor na face, pupila dilatada, agitação, alucinações e delírios Provocar vômitos Mandioca-brava, muito parecida com a comestível (aipim ou macaxeira); o veneno é eliminado com o cozimento em bastante água Raiz crua ou mal cozida Intoxicação graveProcurar imediatamente um serviço médico de urgência Pessegueiro-bravo Frutas e sementes Intoxicação muito grave Procurar imediatamente um serviço médico de urgência Pinhão-paraguaio, pinhão-bravo, pinhão-de-purga ou purga-de-cavalo;o fruto parece ameixa; quando seco, mostra sementes venenosas Folha, fruto e semente Vômitos,cólicas, diarréia, desidratação Evitar aspiração do vômito; dar água Mamona, da qual se extrai o óleo de rícino; a toxina está na semente Folha, fruto e semente Cólicas, vômitos, diarréia, distúrbios alérgicos, asma e espirros .Evitar aspiração do vômito; dar água Comigo-ninguém-pode,planta ornamental de folhas largas, com manchas brancas ou amarelas, e caule grosso Folha, caule e seiva Irritação, inchaço na língua, lábios e gengiva, vômitos e irritação nos olhos Procurar imediatamente um serviço médico de urgência
Primeiros SocorrosNos acidentes com dor intensa, causados por picadas de aranhas, escorpiões e serpentes, práticas como espremer ou sugar o local da picada são pouco eficazes.
O procedimento mais indicado é ir ao hospital do Instituto Butantã, que está sempre aberto, ou solicitar instruções pelo telefone: (011) 813-7222, ramal 188.
Se for possível, capturar o animal que causou o acidente, levando-o junto com a pessoa picada. Essa medida facilita o diagnóstico e o tratamento correto. Com o veneno do animal vivo é feito o soro.

Fogos de Artifício e Balões
Fogos de Artificio
Não permita que seus filhos adquiram fogos de artifício.
Acidentes graves podem acontecer com crianças ou adultos que transportam e utilizam fogos de artifícios de forma irregular.
Nunca transporte estes artefatos nos bolsos, pois, se eles se inflamarem, você certamente será atingido.
O perigo dos fogos de artifício é indiscutível. Se uma bombinha explodir nas mãos de uma criança ou próximo de seus olhos, poderá causar mutilação ou cegueira.
Deixar caixas de fósforos e/ou isqueiros ao alcance da crianças é uma imprudência. A atração que o fogo exerce sobre as crianças pode ter consequências extremamente danosas.
Empinar Papagaios
A maioria das crianças adora empinar pipas, também chamadas papagaios ou pandorgas.No entanto, esta brincadeira pode terminar mal se não for observada uma regra básica:Nunca empine pipas em locais onde houver cabos elétricos aéreos. Os perigos são reais.A pipa pode encostar num cabo elétrico e, se sua linha estiver molhada ou enrolada num objeto de metal (uma lata, por exemplo), ela se transforma num excelente condutor de eletricidade.Não tenha receio de usar sua autoridade de pai ou de adulto para impedir que crianças empinem pipas em locais onde existem cabos elétricos aéreos. Explique a elas o risco que correm e indique um local adequado para brincar.
Balões
Soltar Balões agora é Crime! Você sabia que de acordo com a nova Lei de Crimes Ambientais, Lei Nº 9.065, de fevereiro de 1998, não somente soltar balões agora é "crime", como também fabricar, vender ou transportar? A pena prevista é de detenção de um a três anos ou multa, ou ambas as penas cumulativamente.
Não solte balão. Ele pode causar muitos estragos, por isso é proibido.
O balão pode cair aceso em florestas, residências e indústrias, produzindo grandes prejuízos patrimoniais, ameaça ao nosso meio ambiente e até mesmo colocando a integridade física e a vida das pessoas em risco.
A brincadeira de alguns pode ser a tristeza de muitos.
Entre os inúmeros contratempos que representam, os balões podem ainda oferecer sérios riscos à aviação, principalmente, às pequenas aeronaves.
Fonte: Secretaria de Segurança Publica do Estado de Sao Paulo - Corpo de Bombeiros

Diálogo de Segurança

Diálogo Diário de Segurança – DDS


CONHECIMENTO PARA PREVENÇÃO À INCÊNDIOS


Antes de combatermos princípios de incêndios com o uso de extintores, devemos primeiro conhecer e saber o que é o fogo, como ele se forma e como podemos extingui-lo, desta forma, neste diálogo falaremos resumidamente de maneira simples e direta.

Fogo é uma reação química, também chamada de combustão. É uma oxidação rápida de uma substância com desprendimento de luz e calor.

Para existir o fogo é necessário a presença de 3 elementos:

Oxigênio - ar que respiramos presente na atmosfera, também chamado de comburente
Combustível – qualquer substância que possa queimar. Ex.: Madeira, óleos, gasolina, etc.
Fonte de calor – uma forma de energia. Ex: chama, fagulha, etc.

Os combustíveis classificam-se em sólidos, líquidos e gasosos. Para cada um destes existe um método ideal de extinção, quais sejam:

Retirada do combustível – Isolamento ou segregação. Ex: retirada de combustível de um tanque.
Retirada do calor - Resfriar o local utilizando água.
Retirada do oxigênio – abafar o fogo. Ex.: jogar areia em cima do local.

Todo o incêndio é identificado é pelas seguintes classes:

Classe A - são os incêndios que ocorrem em materiais sólidos de fácil combustão, que tem a característica de queimarem em sua superfície e profundidade deixando resíduos(brasas e cinzas). Ex.: queima de madeira, papel, etc.
Forma de combate: Utilizar água, resfriando o local e retirando o calor.

Classe B – são incêndios que ocorrem em líquidos combustíveis e inflamáveis e queimam somente na superfície. Ex.: queima de gasolina, óleo diesel, benzeno, álcool, etc.
Forma de combate: Utilizar o método de abafamento com o uso de extintores do tipo Pó Químico, CO2, espuma, etc.
Não utilize água, pois esta poderá espalhar o líquido e automaticamente o fogo.

Classe C – são incêndios que ocorrem em equipamentos elétricos energizados. Ex. Fogo em substações, motores ou ferramentas portáteis.
Forma de combate: Utilizar extintores do tipo CO2, preferencialmente ou Pó Químico.
Procure sempre desligar o equipamento quando este estiver em chamas, e observe também se este não possui acumuladores de energia, não utilizar água.

Classe D – São incêndios em materiais pirofóricos Ex.: magnésio, titânio.
Forma de combate: Utilização de Pós especiais, Pó químico, limalha de aço e outros.


quinta-feira, 12 de junho de 2008

Dialogo de Segurança

DDS – DIALOGO DIARIO DE SEGURANÇA



EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL -X- INFORMAÇÕES
“UMA COMBINAÇÃO PERFEITA”



De acordo com estatísticas da Organização Internacional do Trabalho ( OIT ), trabalhadores rurais sofrem mais acidentes do que trabalhadores das indústrias. O motivo principal desta triste realidade é, sem sombra de dúvidas, a falta de instrução dos trabalhadores rurais, combinada o com baixo nível de escolaridade.

Normalmente, os trabalhadores rurais manipulam defensivos agrícolas que podem causar sérios danos à saúde,mas, por negligência de seus patrões, estes trabalhadores não têm treinamento adequado, não conhecem o produto que estão manipulando, e tampouco sabem quais os efeitos negativos que podem ocorrer com sua saúde.

O fornecimento de equipamento de proteção individual básico é totalmente ignorado pela maioria dos patrões.

Segundo estudo da OIT, o índice de acidentes no meio rural poderia diminuir consideravelmente com o simples fornecimento de EPI’S básicos e com a conscientização dos riscos existentes em suas atividades.

Estes mesmos estudos demonstram que o número de trabalhadores nas indústrias é imensamente maior que o número de trabalhadores do meio rural. Também foi salientado que o número de acidentes no meio rural é praticamente o dobro do que nas indústrias.

Foi ressaltando também que o baixo índice de acidentes nas indústrias está totalmente correlacionado com o fornecimento de EPI’S adequados, conhecimento do produto manipulado, ações preventivas e treinamento constante de seus trabalhadores.

Lembre-se: Normalmente os EPI’S que faltam para a proteção dos trabalhadores no meio rural , NÓS trabalhadores das indústrias ,os temos em excepcionais condições e alguns trabalhadores resistem em não usá-los quando necessário causando um risco para sua própria saúde , a de seus colegas e da empresa.


quarta-feira, 11 de junho de 2008

Ao Público

Recomendações ao público


1. Não faça sexo com parceiros múltiplos ou com pessoas que têm vários parceiros. Quanto mais parceiros você tiver, maior o risco de contrair AIDS. Se existe a possibilidade de seu parceiro ter outros parceiros, no mínimo procure usar sempre preservativo.

2. Obviamente, evite fazer sexo com pessoas com AIDS, membros dos grupos de risco ou pessoas que tenham um teste positivo anti-HIV.

3. Abandone o vício por drogas injetáveis na veia, ou pelo menos, não divida agulha e seringas com ninguém.

4. Se você precisar de transfusão de sangue ou componentes de sangue, procure um bom hospital ou serviço de hemoterapia que realize todos os exames no sangue e, sempre que puder, a critério médico, utilize o sistema de autotransfusão de sangue, utilize sangue de seus amigos ou familiares após exames (transfusão casada).



AIDS e o Local de Trabalho


Não existem casos de contaminação de AIDS pelo contato social. Não se conhecem casos de amigos ou companheiros de trabalho que tenham se infectado por contato extra-sexual com pessoas doentes de AIDS. Estar no mesmo escritório, na mesma linha de montagem ou usar os mesmos equipamentos de trabalho de uma pessoa contaminada não acarretam qualquer perigo de infecção. Não se contrai AIDS utilizando o mesmo telefone, o mesmo banheiro ou o mesmo transporte coletivo. Também não se transmite AIDS em refeitórios coletivos. Por tudo isso, um companheiro de trabalho que possa estar infectado não oferece nenhum risco a seus colegas. Não o evite ou discrimine!



A AIDS é contagiosa ?


O contato casual ou social com pacientes de AIDS ou pessoas infectadas com o HIV não oferece riscos de contrair a doença. Não existem casos comprovados do vírus ter passado para outras pessoas que cuidam dos pacientes de AIDS. Crianças e adultos com AIDS não transmitem a infecção para membros da família morando na mesma casa. O contato contínuo no ambiente de trabalho, nas escolas e no lar com portadores do vírus com ou sem sintomas da doença não é perigoso. Nesse contato, o aperto de mão, o beijo no rosto e o abraço podem ser utilizados com toda a segurança. Não há nenhum motivo para isolamento social dos portadores do vírus. Enfermeiras, médicos, técnicos de laboratório e todas as pessoas envolvidas na área de saúde não desenvolvem AIDS por cuidar de pacientes com AIDS. Esse grupo de profissionais deve seguir os cuidados de segurança quando manipulam os doentes ou material de qualquer pessoa com doenças transmissíveis, incluindo a AIDS. Cuidados especiais devem ser tomados quando manipularem agulhas e material contaminado, pois apesar do risco em acidentes deste tipo ser menos que 1%, as medidas de proteção são amplamente justificáveis.

diabetes


O que é diabetes ?
Quando o corpo humano tem redução ou falta de insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas, o organismo passa a ter dificuldades de aproveitar adequadamente o açúcar. Este distúrbio chama-se DIABETES e se manifesta elevando a taxa de glicose no sangue.

Quem pode ter diabetes ?
Qualquer pessoa, de qualquer sexo ou idade, mais freqüentemente as que têm acima de 40 anos. Existe uma forma que se inicia já na infância, sendo importante que a doença seja identificada e tratada o mais precocemente possível.

O que pode causar diabetes ?
Para que uma pessoa fique diabética é preciso que tenha nascido com essa tendência.
No entanto, inúmeros fatores podem precipitar o seu aparecimento:
- Vida sedentária; Infeções; Traumas emocionais; Obesidade; Gravidez; Determinados Medicamentos, etc.

Quais são os sintomas ?
Embora nem todo diabético apresente os sintomas, os sinais de alerta podem ser:
- Fadiga, Sonolência, Cãibras, Dificuldades Visuais;
- Aumento da urina;
- Apetite excessivo;
- Muita sede;
- Emagrecimento;
- Sensação de pernas pesadas e doloridas.


Cumpra sempre a orientação médica quando em tratamento.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

sistema de gestão





SISTEMA DE GESTÃO - ASSUNTO DA MODA

Cosmo Palasio de Moraes Junior
Técnico de Segurança do Trabalho



Muito se tem falado a respeito de Sistema de Gestão. O assunto virou tema obrigatório em quase todos os encontros profissionais. Por toda parte há gente falando sobre isso, alguns com conhecimento de causa, outros no entanto apenas repetindo coisas que ouviram e muitos o fazendo sem qualquer análise mais detalhada. Estamos diante de uma verdadeira faca de dois gumes, que tem de um lado a possibilidade de conduzir segurança e saúde ao mundo da modernidade, mas ao mesmo tempo, trás em si a possibilidade de conduzirmos o assunto para mais um conjunto estático, onde é possível encontrar inúmeras explicações para os fatos, mas que de forma alguma conduzem a real solução dos problemas.

Há urgente necessidade, de que aqueles que tem ligação direta com as questões de segurança e saúde em nosso pais - e portanto conheçam a distância entre a realidade e o proposto - detenham-se numa análise mais profunda quanto ao assunto. Podemos sim estar diante de um momento e oportunidade que nos leve a um futuro melhor, como ao mesmo tempo corremos o risco de legar a prevenção ao vazio das pilhas das adequações, conformidades e documentos - fáceis de produzir - mas que na prática em nada melhoram a vida dos trabalhadores. A pergunta chave, para este momento da história de nossa área é saber até que ponto nossa cultura é capaz de suportar as questões de segurança e saúde a partir dos modelos propostos.

DE ONDE VIEMOS, PARA ONDE VAMOS

Uma das tendências do mundo - que ganha cada vez mais força com a globalização , em especial nos países de terceiro mundo - é o que chamamos de "Sindrome de Xerox", que nada mais é do que o hábito de copiar. Neste ponto é preciso que fique claro, que o copiar em si tem dentro do contexto histórico imensa importância, ficando o mal a referida Sindrome caracterizado apenas pela falta de critério para a cópia de algumas coisas. Dentro de nossa área, há casos conhecidos de cópias, alguns deles especificamente falando dentro da área de Higiene no que diz respeito ao limites de tolerância. Na sociedade em geral, podemos citar os argumentos daqueles que defendem a chamada "Tolerância Zero" - modelo adotado em determinada parte dos EUA para combater a violência, como se os problemas que originam a violência nas terras de lá fossem ao menos parecidos com as coisas que ocorrem por aqui.

Distante de uma análise mais abrangente e buscando o foco de nosso assunto, é preciso que voltarmos um pouco no tempo para entendermos alguns pontos do processo histórico da prevenção no Brasil. Sem medo de errar digo que a Prevenção de Acidentes brasileira é ainda uma jovem, nascida de um casamento forçado e criada ao sabor dos momentos, mantendo-se viva pelo seu próprio instinto e de certa forma resguardada por algumas leis. Não nasceu do amor, do interesse das partes, mas mesmo assim trilhou um caminho com resultados muito interessantes.

Dentro do macro processo histórico, 20 ou 30 anos pouco ou nada significam. Para entendermos a verdade, cabe sempre uma pergunta: Se não houvesse a imposição legal do SESMT e das NR a quantas andaria a segurança e saúde no Brasil ?

E tem sido neste panorama que as coisas vem sendo conduzidas. A questão em si - prevenção de acidentes - não é privilegiada. Dentro uma sociedade como a nossa - onde direitos são sinônimos de conquistas e deveres são deveres mesmo, tudo é um tanto quanto convulsivo, o burlar tornou-se uma espécie de lei e as formas glamourosas para tornar o burlar aceitável tornaram-se a especialidade de alguns que de tudo usam para transformar em licito o que é originalmente totalmente ilícito. Assim vivemos no caos, seja na saúde, na segurança publica, na habitação, na educação - e ao mesmo tempo - cria-se uma sensação institucionalizada de que isso é a normalidade. Para justificar, vendem-nos toneladas de programas, comissões e ações - que na sua grande maioria - menção seja feita as brilhantes exceções - nada mais são do que meios de postergação da realidade, algo assim como a velha e conhecida válvula de segurança das panelas de pressão. Desta forma, diluem-se os conflitos e as ações das partes - assegura-se a continuidade da ordem definida e há até mesmo uma sensação de que tudo vai bem.

Fica evidente que um pais, onde o direito é discutível - caso a caso - questões como segurança e saúde não podem ficar dispersas. Ao mesmo tempo, diante de um povo que ainda não tem em si a saúde como um valor, há necessidade sim de suprir estas lacunas do processo social com agentes que até que o processo tenha maturidade própria - trabalhem as ações necessárias a manutenção da vida. Se isso não for feito, todos pagaremos.

Hoje falam em sistemas como se isso fosse uma grande novidade. Parece-me que a palavra vinda de fora, ganha novo sentido. No entanto, em qual atividade humana não encontramos alguma forma de sistema ? Tudo bem que podemos estar diante de sistemas rudimentares, mas são sistemas. Dentro das empresas a coisa não é diferente; No que diz respeito a prevenção de acidentes também não. Na maior parte dos lugares, o conjunto de ações definidas e levadas a efeito para prevenir acidentes forma um sistema, alguns deles de reconhecida eficiência e eficácia. Muitos destes Sistemas surgiram dentro das próprias empresas e se mantém devido a uma fator essencial; TEM RELAÇÃO COM A CULTURA DAS PESSOAS e por isso são legitimados e mantidos. Começaram das iniciativas destes ou daqueles empregados ou setores, da junção das atividades feitas pelos homens da manutenção com as ações dos homens da operação e assim foram tomando forma, definindo uma forma próprio de fazer com segurança. Conheço muitas empresas assim, onde naturalmente as coisas surgiram e se mantém, são sem duvidas as empresas mais seguras, pois o SISTEMA DE SEGURANÇA veio dos empregados e está dentro da concepção destes. Ao mesmo tempo, conheço também casos de experiências catastróficas, onde quando tentou-se substituir o modelo vigente por um modelo formal, os acidentes começaram a ocorrer e até mesmo ocorreram mortes.

Fica claro que adoção de qualquer modelo que seja - não tratando-se aqui especificamente de nossa área - se não levar em conta a questão cultural certamente não passará de um conjunto de papeis bem escritos sendo fácil perceber que não tem qualquer correspondência mais significativa no chão de fábrica. Em suma, ninguém cumpre aquilo que não entende. Esta distância fica muito evidente quando falamos por exemplo de programa Housekeeping e vemos sua aplicação no Japão e a comparamos com o Brasil.

Dia destes conversando com um Diretor de uma grande rede de supermercados, falávamos sobre a questão cultural e dos regionalismos. Na oportunidade falávamos sobre qualidade e ele me diz das dificuldades em manter um bom atendimento, que haviam muitas reclamações. E eu dizia a ele que é interessante adequar os treinamentos para a questão das regionalidades e diferenças culturais de um país continente - ou seja que um treinamento padrão não atinge todas as pessoas devido suas diferenças de entendimento a partir de sua realidade. Contava que em determinado tempo, em férias e junto com um grupo de amigos resolvemos fazer uma viagem, passando 7 dias na Serra Gaúcha e de lá seguindo para Porto Seguro. Foi uma experiência muito interessante; No Sul encontramos a qualidade do atendimento pela pontualidade nos horários, pela postura um pouco distante mas sempre gentil nos hotéis e locais de turismo. Já no nordeste, estivemos diante da informalidade, da relação humana mais calorosa. Nos dois momentos era possível ouvir questionamentos de integrantes do grupo. Por detrás disso, havia com certeza em todas as pessoas que nos atenderam a certeza de estar fazendo o melhor - sendo que melhor é o MELHOR QUE ELA ENTENDE COMO TAL. Onde está o erro ? Na cópia exata do programa de treinamento oriundo da Matriz, um pais do tamanho de um só estado brasileiro, com tudo mais do que bem definido, com as pessoas com um grau mínimo de escolaridade padrão, onde o universo de quem atende é similar ao universo da grande maioria dos clientes. Lá, na verdade o treinamento é a apenas a formalização de uma relação socialmente definida, nítida e clara. Basta sistematizar….

E aqui ? No que diz respeito a segurança e saúde, como são as coisas ? Será que a sistematização pura e simples irá de encontro aos problemas rudimentares com os quais ainda convivemos ?

No surto das Sistematizações temos bem a nossa frente a questão da qualidade e do meio ambiente. Verdade que em alguns lugares a experiência deu certo; Realidade incontestável que o contrário também é verdadeiro. Diante da qualidade, para nós que lidamos com ambiente do trabalho, fica clara a utopia de obter qualidade de produto sem qualidade de vida. Obviamente que quando as normas da qualidade chegaram as empresas no primeiro mundo, estas já tinham em suas instalações condições apropriadas para que o HOMEM pudesse trabalhar com QUALIDADE DE VIDA - pré requisito inalienável como direito da pessoa humana antes de ser empregado. Era preciso portanto, apenas dar uma nova ordem as coisas. Por aqui a coisa não é bem assim, muitas empresas literalmente não trocaram de roupa, apenas vestiram a fantasia, transformaram em procedimentos o IMPOSSIVEL, muitos deles prevendo qualidade de inspeção de produtos em áreas onde um ser humano não consegue permanecer e se permanece não tem condições psicológicas de manter-se atento ao trabalho - fazendo-o por fazer. Surge ai uma avenida entre a realidade e a possibilidade; Trabalhar para a adequação -ou seja atender as normas no papel - é trabalho que um bom estudioso ou dependendo dos recursos - um especialista - fazem com certa facilidade. Ir em busca da conformidade - nos moldes que atendam a auditoria - também não é tarefa difícil. Muitas destas empresas seguem por este caminho, revelando com exemplos inúmeros e práticos a mentalidade dos empresários de viver a eterna dicotomia de mostrar no papel o que nada tem haver com a realidade. Muitas empresas não obtiveram mais do que certificações enquanto continuam com seus custos estratosfericos e seus porões cheios de produtos devolvidos ou que nem mesmo foram enviados ao cliente. Neste ponto é preciso entender duas coisas: A primeira delas é que boa parte do nosso empresariado habituou-se a busca de FACHADAS e não de soluções, a segunda e que no nosso caso o produto não conforme significa dano a algum ser humano.

No que diz respeito ao ambiente, basta ler os jornais. Há de se dizer que muitas empresas levam o assunto a sério, mas que não são a maioria. Na verdade muitos dos programas prestam-se mais a marketing do que a realidade em si. Entendo que para efetivar tais programas há necessidade de tal como no países de primeiro mundo, a utilização da sistematização seja uma ferramenta gerencial e real para que as empresas e seus prepostos consigam atender a legislação e evitar as penalidades . Enquanto vivermos esta mentalidade de que posso provar o que IRIA FAZER e que isso sirva como meio para evitar as sanções, de fato não iremos a qualquer lugar.

Ressalte-se que os erros aqui não estão nas entidades auditoras; Estas fazem muito bem o que é proposto nas mais variadas normas. Grave mesmo é a mentalidade dos que adotam sistemas apenas para cumprirem formalidades e que enganam primeiramente a eles próprios.

Nestes moldes, temos um panorama do que poderá vir em breve.


MOTIVOS PARA IMPLANTAR UM SISTEMA DE GESTÃO


Vale também uma análise sobre o que dizem alguns autores sobre este assunto. Muitos deles com certeza tem razão, mesmo porque teorizam e escrevem para outras realidades em alguns casos, comercializam sua idéias.

O primeiro motivo para implantar e que auxilia a cumprir a legislação, afinal de contas transforma itens de legislação e meios de gerenciamento. Obviamente isso trata-se de uma grande justificativa, mais uma vez apenas aplicável em países onde cumprir a lei é algo implícito. Por aqui, pode ocorrer que pilhas de papeis venham mais a servir como provas de gerenciamento do assunto do que sirvam para tornar real algo em termos de prevenção.

O segundo motivo é ajudar na redução de custos de segurança e saúde, valendo-se da articulação de ações. Bastante interesse este motivo, mas entendo que se aplica na busca de uma "prevenção de acidentes mais fina", ou seja a partir de um certo grau de evolução. Vale lembrar que estamos falando de um pais onde pessoas ainda morrem em acidentes causados por engrenagens expostas. Deve ficar claro que o "arranque" para adequar nossas fábricas a condição mínima com certeza vai ter um custo significativo e tal ação se não for imposta ou motivo de facilidades pelo Estado, de fato não irá ocorrer.

O terceiro motivo, diz respeito a preservação de imagem das empresas. Estamos aqui diante de mais uma questão complexa, que pode conduzir a situações adversas a proposta. Muitas empresas divulgam seus Sistemas e principalmente certificações em campanhas ostensivas na mídia. Com esta postura levam o consumidor ou o cidadão comum a crer que nela existam tais práticas. No entanto, quando algo errado ocorre relativo a aquele assunto, causa nas pessoas uma sensação de que foram enganadas. Interessante notar, que a informação e sensação obtidas pela propaganda nem de longe o vulto da sensação de ter sido enganado.

O quarto motivo, muito parecido com o terceiro diz respeito a manutenção da imagem e exigências dos clientes.
Importante mesmo talvez seja a menção a oportunidade de inserir segurança e saúde como um fator de produção. No entanto para isso há de buscar primeiro um pouco de mais maturidade nas relações, ou seja, é bem possível que em algumas empresas já exista terreno propicio a esta finalidade, mas com certeza na maioria delas não passaria de mais um penduricalho

O PERIGO ESTÁ NO PAPEL

Para que serve um plano de ação ? A resposta parece obvia, em especial se levarmos em conta apenas a teoria pura e prática. Um plano de ação se presta a organizarmos a forma. recursos e as ações com as quais iremos resolver um dado problema. Somente isso ? Não, para algumas pessoas, um plano de ação tal como uma porção de outros papeis é a maneira formal de livrar-se de um assunto, de supostamente estar fazendo algo sem na verdade ter a real intenção de resolver de fato o problema. A diferença está mesmo na mentalidade; Uns utilizam a ferramenta como meio de trabalho, outros a usam como meio de evitar trabalho.

E assim por diante. Em outras oportunidades expressamos nossa preocupação com o que chamamos de "prevenção cartorial"; Ocorre em muitos locais ! Visando cumprir a legislação no papel, empresas chamam os empregados e principalmente terceiros e fazem com que estes assinem calhamaços de folhas, onde geralmente estão mencionadas de forma bem escrita todas as obrigações a serem cumpridas - só falta mesmo estar escrito textualmente "Apesar de todos os riscos e perigos é proibido se ferir ou machucar - adoecer nem pensar !

Isso virou cultura ! Obviamente que o papel é necessário, no entanto junto a ele deveriam vir ações que ao menos permitissem a quem está assinando entender e cumprir o previsto. Incoerentemente a maior parte dos serviços de maior risco são feitos por pessoas analfabetas práticas, que assinam sem ao menos saber o conteúdo.

Preocupa-me a possibilidade do Sistema de Gestão, implantado dentro dos valores e cultura hoje vigentes, tornar-se um grande castelo de papeis, de intenções bem escritas, de ser base para a geração de peças e mais peças de propaganda e nada mais. Causa-me angustia a possibilidade de ver que diante das doenças e mortes sente-se a mesa e eternamente demonstre-se que algo vai ser feito num tempo que jamais chega, em especial para aqueles que vão ficando pelo caminho. Tal preocupação tornou-se ainda maior quando por estes dias visitei uma conhecida empresa. Do lado de fora há realmente uma sensação de que tudo vai bem, pois é impossível não prestar atenção nos imenso out-doors sobre todas as certificações obtidas; Para quem não conhece os assuntos tem se a impressão de que ali é a porta do céu. Já na recepção, pode-se ter contato com belos quadros das Políticas para todos os assuntos e se fosse for leigo nem vai notar que o ruído que chega até aquele ponto já mostra que algo não vai bem. Pelas alamedas, bem ajardinadas e limpas e até chegar a fábrica encontram-se outras peças bem elaborados de propaganda; No entanto, quando se entra na fábrica em si é um Deus nos acuda ! É possível encontrar empregados de chinelo de dedo, gente comendo pelos cantos, máquinas sem proteção. Conversando com alguns empregados eles contam que até pouco tempo quando a "Segurança" vinha na área as coisas eram melhores, depois a "segurança sumiu" .

Ao mesmo tempo, vale citar a experiência fantástica e real da Rio Paracatu Mineração, empresa que fica lá no extremo de MG, onde o Sistema de Gestão pode ser constatado em cada um dos empregados e mesmo nos terceiros. Mas com certeza é um exceção.

É preciso que se entenda, primeiro que mesmo que os Sistemas venham a dar certo em certas empresas, entre sua fase de implantação e os primeiros resultados haverá um hiato cultural imenso. Erram os SESMT que se afastam do chão de fábrica, queiram ou não alguns, prevenção no Brasil na maioria dos locais se faz assim mesmo - no corpo a corpo.

Em segundo há de se avaliar previamente se existe de fato terreno propicio a busca deste tipo de trabalho, observando bem se há de fato decisão e compromisso da alta direção e levando em conta que aquilo que pode parecer um santo remédio, pode ser na verdade um amargo veneno, formatando a empresa em moldes que inviabilizem a ação do SESMT. Nada impede que sendo este o caso defina-se uma estratégia - que há muito já deveria existir independente de pretensão relativa a Sistemas - para elevar o padrão das relações e entendimentos e ai sim, buscar a utilidade de uma sistematização mais formal

Em terceiro, cuidado com o "lixo debaixo do tapete ", pois a tendência, para alcançar objetivos e metas e fazer exatamente isso, com que suma no papel o que ainda existe no chão de fábrica. Nossos administradores tem esta cultura de que problema não deve ser levado para os níveis superiores pois podem demonstrar sua ineficiência. Ora, todo Sistema de Gestão tem como parte avaliações e auditorias que conduzem diretamente a forma que os assuntos vem sendo cuidados e tratados. Vale lembrar, que esteja no papel ou não os riscos e perigos continuarão causando danos.

POR ONDE IR ?

A esta altura, depois de tantas idas e vindas, alguns devem estar se perguntando qual é o caminho ? E a resposta talvez seja a parte mais importante deste texto. O caminho começa por um profissional de segurança e saúde atualizado, esclarecido e que por isso seja capaz de ser de fato o assessor da direção nas decisões relativas a sua especialidade. Recomendo que primeiro este profissional leia tudo o que for possível sobre Sistemas de Gestão, lembrando que a informação mais verdadeira vem sempre do juízo entre as diversas correntes e tendências sobre o mesmo assunto aliado ao conhecimento da realidade da empresa onde você atua. Vale muito neste momento, a troca de informações de outros colegas, mas veja bem, seja seletivo ! Tem muita gente que vive ao sabor do vento, não se importando com nada que não seja a sua comodidade e a manutenção do emprego. Procure saber e principalmente conhecer as experiências já existentes e se possível - converse com empregados destas empresas, ouvindo o lado que mais importa nisso tudo.

Tendo em mente todas estas informações, gaste horas do seu tempo numa análise detalhada. Analise principalmente a realidade da empresa, o que existe de sistema, onde estão as dificuldades da gestão, etc.

Diante disso, fortaleça sua conclusões. O primeiro convencimento é o nosso, não conseguimos mesmo vender ou recusar um produto se não temos certeza quanto a sua utilidade. Neste ponto ninguém melhor do que você para saber qual o caminho ou como orientar seus superiores para escolha correta, sendo que aqui a palavra correta significa o que vá dar mais retorno em termos de prevenção.

Na minha opinião, o melhor sistema do mundo é aquele que funciona. Pode parecer estranho, mas as empresas estão repletas de sistemas que não atingem este objetivo. Um sistema superdimensionado, complexo demais para a realidade local, certamente servirá de enfeite e com convicção ao longo do tempo causará problemas. Um sistema subdimensionado, incompleto ou meramente copiado irá pelo mesmo caminho. De tudo isso, ficará como pano de fundo que segurança e saúde no trabalho são coisas que não devem ser levadas a sério e que mais uma vez, só geram despesas. Você estará fazendo um grande de serviço para nossa área !

Penso ainda, que o caminho para os Sistemas de Gestão são irreversiveis, independente do modismo e de ser este na minha forma um momento ainda impróprio para a maioria das empresas brasileiras. Temo que implantados neste contexto e momento percam-se e assim no futuro não tenhamos com reverter a situação.

Formulas ? Com certeza você encontrará a sua e ela será a mais exata possível na medida em que se aplicar e utilizar fatores como "realidade existente, realidade possível, realizações efetivas, etc." e deixar de lado os modismos puros e simples.

Por fim, fique atento para que seu trabalho ou o trabalho que propõe alcance um objetivo: PRESERVAR A INTEGRIDADE FISICA E SAUDE DOS TRABALHADORES. Se isso ocorrer efetivamente, tenha certeza - Você tem um bom Sistema de Gestão.

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ética

ÉTICA: UM CAMINHO DE MUITAS VIASpor Cosmo Palasio de Moraes Junior Técnico de Segurança do Trabalhocpalasio@uol.com.br

Manhã de um dia de plantão. Todo um período para verificar se de fato as frentes de trabalho estão trabalhando dentro das prescrições das respectivas autorizações para execução de serviço. Logo de cara encontramos um trabalho em altura, cujo andaime é precário, com ausência de escadas de acesso, trava quedas para deslocamentos verticais, além dos empregados estarem utilizando EPI com excesso de desgaste.
Interditamos o trabalho e tentamos localizar o profissional de segurança da empresa. Minutos depois o mesmo aparece e vem afirmando que nossa atitude não é ética, afinal de contas, ele também é um profissional de segurança e deveria ser respeitado.

Como tantas outras, a palavra ética é uma destas que muitas pessoas usam apenas quando querem fazer lembrar de que elas devem ser respeitadas. Estranhamente, há sempre de se desconfiar de alguém que precisa exigir respeito, pois via de regra quem o merece de fato jamais menciona tal necessidade, já que por suas atitudes e forma de agir, o respeito ético é mantido na forma implícita.
Vivemos no país da evocação do direito! Algumas pessoas, que fazem questão de desconhecer seus deveres e por conseqüência, insistem em descumpri-los, quando percebem-se diante de alguma situação constrangedora (se é que algo constrange gente deste tipo), oculta-se no campo da discussão do "meu direito" ou mesmo da ética. Dentro das áreas profissionais tal comportamento deveria ser repudiado por todos, afinal de contas profissionais que agem assim em nada colaboram para a imagem e crescimento da área.
Ética é a disciplina que trata do que é bom e mau ou do que é certo ou errado, do dever e do compromisso moral; um grupo de princípios morais ou uma série de valores. No nosso caso especificamente trata-se do conjunto de princípios e conseqüentes condutas que, baseados nas experiências mais corretas definida a partir do compromisso moral, social e técnico, regem a postura dos profissionais tanto em relação a aquilo que fazem como na relação entre si.
Na verdade poderia dizer de forma mais simples, que a ética aplicada a profissão é a regra do jogo definida a partir da postura e ações corretas.
Atuar dentro dos princípios éticos e conduzir suas atitudes de tal forma que tudo ocorra dentro do respeito e cumprimento ao que nos foi definido como tecnicamente correto, aliando-se a isso os demais valores morais e sociais implícitos a vida humana. É respeitar e cumprir os deveres sociais do homem e por extensão as obrigações entre os membros da sociedade.
Apenas pensar de forma ética, não é ser ético. Há necessidade de que o pensamento transforme-se em ações concretas, manifestando-se na forma explicita. E através de ações.
No caso especifico do profissional de segurança, a base de seu comportamento ético está definida no respeito a dignidade humana, a partir e através de ações voltadas a preservação e conservação da vida humana. Dentro destes princípios, atuará de formará eticamente correta quando estiver empenhado na obtenção do bem-estar dos trabalhadores, seja individual ou coletivamente, valendo-se para isso de estudos, descoberta ou aprimoramento de métodos ou mesmo práticas que levem a esta realização. Por força de sua formação e cabedal de conhecimentos, agirá também para que a comunidade e o meio ambiente sejam protegidos e zelará para que dentro de sua responsabilidade profissional seja feito o necessário para que as questões do meio de formação e atuação sejam difundidas e compreendidas em todas as esferas. Em especial, tomará todas as medidas para que seu conhecimento técnico seja compatível com o tipo e natureza de riscos da empresa onde atua, tendo clareza de que só assumirá ou emitirá parecer em atividades para as quais sinta-se tecnicamente capacitado.
Na verdade, pelo breve texto acima, que poderia ser muito maior não fosse aqui apenas uma pequena explanação e referência sobre o assunto, ficam claros alguns dos princípios e limites éticos e há uma pequena demonstração do leque que se abre de observações da ética na atuação do prevencionista. A seguir, sem que a ordem apresentada sejam necessariamente a ordem de importância, citaremos alguns vasos específicos de relação ética.
Profissional - Legislação
A relação do profissional de segurança do trabalho com a legislação vigente sopre o tema deve ser a mais correta possível. Nossa área de atuação tem como base tal referência e mesmo sua existência está atrelada as normas oficiais. Por força de formação somos conhecedores de normas e omitir sua divulgação ou cumprimento pura e simplesmente é agir de forma incorreta. Por quanto profissionais técnicos, compete-nos no entanto, dentro dos mais altos princípios, realizar estudos para sua adequação a realidade da empresa a qual; prestamos serviços, ou mesmo elaborar estudos e apresenta-los informando a quem compete a decisão as implicações e conseqüências do não cumprimento. Portanto, age eticamente aquele profissional que não tendo poder decisão, ao menos informa a quem o detém, a existência e a necessidade de cumprimento de determinada legislação.

Profissional - Empresa
O profissional deve conhecer a filosofia, a política , costumes e padrões da empresa em que atua, respeitando-os e zelando para a preservação e respeito ao nome do seu empregador. Dentro da realidade brasileira, onde há necessidade do emprego e sobrevivência estão associados diretamente a sobrevivência das pessoas e manutenção de suas famílias, dificilmente há possibilidade do profissional abrir mão de sua forma de subsistência em prol da ética pura e simples. Ca a este então, como forma de ação em direta a atuação ética, empenhar-se para que seus conhecimentos e formação sejam utilizados para a transformação dos valores e cultura daquela empresa, sendo que a aceitação deste compromisso e implícito conhecimento da realidade da empresa, jamais permitirá que em momento algum seja direito deste denegrir a imagem da empresa
Profissional - Órgãos de Fiscalização
O profissional tem nesta relação duas vias éticas. A primeira delas diz respeito a questão de sua formação e compromissos com esta. A Segunda diz respeito a relação com a empresa em que trabalha, onde ocupa uma função que também tem suas prescrições. Certamente encontrará o equilíbrio ético para estes momentos quando atuar de forma profissional, dando seqüência a um programa de trabalho que seja nítido a todos os interessados. Encontrará um bom termo, quando com presteza apresentar o solicitado pela fiscalização, sem criar embaraços, sem participar da produção de documentos de origem duvidosa e principalmente sem agir de tal forma que informações que sejam do sue conhecimento pela função que ocupa, sejam repassadas adiante como forma de tentar auxilio externo para resolver questões da esfera interna da empresa. Tanto um lado como o outro, deverão ter ações norteadas pela compreensão da complexidade das relações e especialmente em alguns casos, pelo temor reverencia a que estão expostos os profissionais em algumas empresas.

Profissional - Representações dos Trabalhadores
Na verdade esta relação será mais adequada quanto maior for o compromisso do profissional em zelar meramente por questões técnicas. Há necessidade de que ambos os lados tenham conhecimento nítido do que de fato trata-se tal relação, não agindo os profissionais como se fossem donos da verdade e absolutos no assunto e assim menosprezando as representações dos trabalhadores, legitimas na sua busca por saúde e segurança. Ao mesmo tempo, as representações, especialmente por serem conhecedoras das entranhas da relação capital-trabalho não devem esperar ou exigir que profissionais de prevenção tenham ações que coloquem em risco a sobrevivência de suas funções. Nesta caso quanto maior for o dialogo e maior ainda o respeito e compreensão, maior será a relação ética e mesmo por conseqüência, os benefícios para os trabalhadores.

Profissional - fornecedores de equipamentos e serviços
Temos aqui ainda uma grande problema, não diferente de outras áreas de atuação, mas que com certeza deve ser motivo de muita atenção por ambas as partes. No caso especifico dos EPI a compra de material inadequado, impróprio ou indevido além de ser totalmente contrárias a ética, esbarram também na questão de legislação (falando de uma forma mais leve). O fornecedor de EPI deve ser tratado como um aliado, não como uma cúmplice. Alguém capaz de lhe fornecer meios que auxiliem na finalidade de sua trabalho - ou seja - a preservação da vida. Qualquer coisa diferente disso....deve ser eliminada. No que diz respeito aos fornecedores de serviços, cuidados maiores devem ser tomados. Não é ético comprarmos aquilo que podemos e temos tempo para fazer. Nada justifica o mal uso e desvio de recursos da empresa.

Profissional - Empregados
Eis aqui o ponto x da questão, que aliás será fundamental na definição das demais relações. E essencial o respeito, e isso não quer dizer a forma tradicional e usual da palavra e sim, que respeitar e aplicar o melhor possível e que se espera. Qualquer profissional que não veja cada um dos empregados como um cliente de sua especialidade, não estará agindo dentro da ética, mais ainda, se não fizer por este cliente TUDO QUE FOR POSSÍVEL E ESTEJA AO SEU ALCANCE DE AÇÃO. Lamentavelmente é muito comum visitarmos empresas onde a realidade é diferente disso, onde o SESMT vive distante dos empregados e age por decretos, sem discutir o assunto, sem buscar em conjunto com seus clientes a melhor forma para definir um programa de prevenção de acidentes. Comum também é encontrarmos ainda uso de EPI totalmente desnecessário, indicados e obrigados por SESMT que querem a comodidade da prevenção por atacado e esquecem que o conforto do ser humano está acima de tudo isso Para este caso, a relação será mais ética quanto maior for a busca de soluções visando de fato o homem, deixando para segundo plano outras questões. Leve em conta que ética tem muito de respeito quando respeito significa atender e cumprir o direito alheio.
Relação Profissional - Profissional
Eis aqui uma seara complicada ! Se é difícil manter a ética entre profissionais da mesma formação e nível, imaginem dentro de um grupo meio que multidisciplinar ? Na verdade, o caminho da ética para este caso passa pela legislação, maior será a relação ética quanto maior for o compromisso de todos com a finalidade do grupo. Lamentavelmente a questão do dos feudos e corporativismo não cooperam muito para isso, há preocupações outras - que nem de longe visam a saúde dos trabalhadores - que interferem nestas relações. Com tristeza afirmamos que aquilo que o SESMT poderia ser, quando na verdade é um dos poucos grupos que conta com profissionais de diversas formações e níveis, perde-se na estéril discussão das vaidade e feudos.

Qual o caminho ? Tomar mesmo como referência a finalidade e o objetivo deixando de lado as referência de Ética como mero meio de sobrevivência de alguns que nada fazem por ele. Isso presta-se tanto as relações dentro das empresas como nos grupos informais, onde na verdade os próprios grupos devem ser os agentes primeiros de adequação e depuração da coisa da ética em si. Não há como respeitar quem não respeita o principio básico da coisa e não deve ser um titulo ou um diploma que assegurem a esta ou aquela pessoa o direito de atuar como profissional sem ser chamado a atuação correta e digna e que atenda a relação ética com todos os demais envolvidos.
Uma outra questão importante, diz respeito aos limites de atuação dentro do próprio SESMT. E essencial, a bem da ética e mesmo do das boas relações e da produtividade, que as regras do jogo sejam definidas com clareza a partir de um constante e amplo debate e partir do qual seja possível dar a cada situação o melhor formato para o grupo, para os interesses macros. Conflitos serão evitados quanto maior for a capacidade de decidir situações tendo como referência o objetivo e nada mais.
Enfim, como se pode ver, a questão é muito complexa e não se encerra com algumas linhas, que na verdade servem mais para chamar a atenção para a necessidade de discutirmos muito mais este assunto, seja nos pequenos grupos dentro das empresas, seja num grande debate nacional.
Sendo necessariamente repetitivo, até que isso ocorra, sugere-se tomar como referência na decisões sempre o OBJETIVO e a FINALIDADE de nossa existência. A busca pela padrão de relações éticas, não deve ser apenas uma forma de encontrarmos mais conforto e passividade nas relações, antes, deve ser um meio de garantir que determinada comunidade de profissionais age numa mesma direção em busca do mesmo objetivo.
Vale lembrar, que não há uma só relação em jogo e nem apenas um só momento. Com isso queremos dizer, que em todos os momentos e situações, devemos nortear as decisões e ações a partir dos princípios éticos.

Cosmo Palasio de Moraes JuniorTécnico de Segurança do Trabalhocpalasio@uol.com.br

ASSESORIA E CONSULTORIA

PPRA(PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS),PCMAT(PROGRAMA DE CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO CIVIL )PCMSO(PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO E SAÚDE OCUPACIONAL),APR(ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCOS AMBIENTAIS) MAPA DE RISCOS, TREINAMENTOS PARA COLABORADORES DAS EMPRESAS, ORIENTAÇÃO PARA EMPRESÁRIOS SOBRE SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHADOR.

CONTATO FONE:(69)9902-5261/8125-2874


sábado, 7 de junho de 2008

Construção Civil

Atualmente nós moradores de Porto Velho/RO, estamos observando o grande número de prédios que ora estão sendo erguidos isso é ótimo pois alguns anos atrás era contados nos dedos os prédios existentes, esse desenvolvimento é ótimo principalmente para uma classe de profissionais que é os Técnicos de Segurança do Trabalho, pois o mercado está aquecido com estas obras bem como somos responsáveis por vidas, somos conhecidos como PREVENCIONISTAS e estamos saindo do anônimato poucos empresários sabem da necessidade desse profissional nas organizações, somente só fazem estas contratações desses profissional quando é fiscalizado pela Superitendência Regional do Trabalho e Emprego, aos poucos esses empresários estão se resguardando um trabalhador a menos será produção reduzida no caso de acidentes bem como é mais um que vamos ter arcar com benefício do INSS.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Acidentes e Doenças do Trabalho e Ações Judiciais

Acidentes e Doenças do Trabalho e Ações Judiciais




Evitar os passivos judiciais e administrativos é hoje um desafio para a economia interna das empresas. A adoção de medidas tendentes a evitar demandas e infrações representa significativa preocupação dos gestores, em especial aqueles a que estão afetos os sistemas de Recursos Humanos. Conhecer os riscos, e, atuar proativamente é a alternativa mais segura nesses casos.
O novo Código Civil Brasileiro, em vigor a partir de 11 de janeiro de 2003, não perdeu de vista a responsabilidade a que estão sujeitos agentes que por ação e/ou omissão venham a causar danos a outrem, e que em função dessa responsabilidade assumem o ônus de prover indenização pelo "dano" causado.
Para o sistema de administração de Recursos Humanos, a temática tem importância especial, tanto em termos do contexto empresarial, como para o contexto pessoal, sendo relevante sinalizar que o desconhecimento das Leis, não é motivo para isentar-se ao seu cumprimento, e menos ainda para furtar-se às obrigações e sanções daí decorrentes. As implicações decorrentes de doenças e/ou acidentes ocupacionais, estão a exigir dedicada atenção dos empregadores e tomadores de serviços, em suas variadas modalidades, já que a amplitude dos conceitos de proteção ao trabalho, alcançam com eficácia, quase todas as situações existentes, dando-se acurada atenção ao Capítulo V, título II, da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT e suas Normas Regulamentadoras, (NRs), expedidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego, da qual podem derivar ações de responsabilidade civil por ato ilícito:
Código Civil Brasileiro - LEI N 10.406, DE 10 DE JANEIRO DE 2002
Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes.
A ampliação do ato ilícito, consubstanciada no artigo 187, com redação específica, é um chamamento aos limites que devem regrar os atos jurídicos, devendo merecer as cautelas necessárias antecipatórias, quanto aos problemas que de sua nobservância podem decorrer. Os tribunais entendem, via de regra (com as exceções previstas em Lei), que basta que o acidente de trabalho ocorra, para que se possa buscar o ressarcimento do dano na esfera cível, já que a técnica e o cumprimento das normas legais e/ou administrativas impediriam sua ocorrência, ou seja, a infortunística pode e deve ser controlada pela execução de medidas técnicas, operacionais e administrativas, que visem à não-ocorrência do fato. Prevalece, neste caso o princípio da "ordem pública", superveniente aos interesses econômicos ou financeiros da empresa.
No dia-a-dia da empresa, a ocorrência de um acidente ou constatação de doença, quase sempre leva à busca de um "culpado", o plano emocional suplanta o racional e aí todos querem se livrar da "bomba", já que somente aí descobrem a "encrenca", que a prevenção esquecida, agora vai causar!
Desculpas e justificativas das mais variadas surgem (quase todas deixando a responsabilidade e a culpa do fato sobre a vítima) e só aí então, é que se descobre que as seguidas leniências e o descumprimento constante das normas de proteção ao trabalho, vão causar um grande prejuízo para a organização.
Em que pese todo o esforço para escapar da sanção legal e de suas variadas implicações na atividade empresarial, descobre-se que não há o quê perquirir. O conceito de culpa (negligência/imprudência/imperícia) está no Código Civil:
Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.
Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem - (grifo nosso).
Agregando-se isso ao artigo 157 da CLT; "cumprir e fazer cumprir as normas de segurança", o nível de risco e as medidas que deveriam ser previamente adotadas, bem como as responsabilidades da empresa e de seus prepostos pelo não-cumprimento, fica claro a responsabilidade direta da empresa e de seus gestores e prepostos pelo ressarcimento do dano.
Além disso, outras normas previdenciárias e trabalhistas também possuem especificidade que exigem o acurado estudo e detalhamento para o seu cumprimento, como no caso da NR-17, que trata das condições ergonômicas no ambiente ocupacional, e quase sempre ignoradas, já que ambientes de trabalho do tipo "escritórios" e "lojas" parecem estar livres de acidentes e doenças, bem como do atendimento a normas específicas, gerando, com o descumprimento graves passivos judiciais e/ou cíveis para as organizações. Vale lembrar do caso dos treinamentos obrigatórios de segurança ocupacional em que, não raro, a empresa não possui documentação que comprove treinamento, bem como, que ocorreu as suas expensas...
Mais recentemente pela Medida Provisória nº 83, de 12 de dezembro de 2002, o Poder Público, adotou novas normas quanto à aposentadoria especial no que tange as condições ambientais de trabalho, determinando que até novembro, devam as empresas que possuam empregados, prestadores de serviço e até cooperados, desde que estes exerçam suas atividades expostas a agentes nocivos à saúde ou integridade física, emitir a "Dirben 8030", e a partir de então o "PPP", Perfil Profissiográfico Previdenciário, visando assegurar a percepção dos benefícios previdenciários. Ou seja, existe um controle indireto sobre as condições de trabalho, e que podem ser levadas a juízo para apreciação quando da ocorrência de doenças e/ou acidentes.
Diz o artigo Art. 932 do Código Civil: "São também responsáveis pela reparação civil: ...III - O empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele;"
Na prática, isso significa que, se a empresa é acionada civilmente por ato ilícito nos casos de acidentes ou doenças provocadas pelas condições de trabalho, e ficar provado que os profissionais de Recursos Humanos, gestão e/ou administração de pessoal não adotaram providências que lhes competia em razão de seus cargos ou função, a empresa poderá ingressar com uma ação regressiva contra estes profissionais e cobrar deles, judicialmente, o valor a que a justiça impôs. A razão disso, é que tais profissionais devem orientar a empresa, e executar todas as medidas voltadas para a proteção laboral, que está intimamente ligada ao seu trabalho. Faz-se assim, necessário que os profissionais de gestão de RH e pessoal entendam os riscos inerentes a procedimentos de omissão quanto ao cumprimento do capítulo V, título II da CLT e outras normas prevencionistas, que não poderão ser explicados em juízo com a simples desculpa de excesso de serviço ou de não saber como fazer, já que existem meios e instrumentos que lhes permitem socorrer-se em caso de dúvida.
As ações de responsabilidade civil por ato ilícito passam a ter prescrição em 03 (três) anos - (Código Civil Brasileiro, Art. 206 § 3o Em três anos: V - a pretensão de reparação civil;) sendo conveniente, que os gestores de RH e de administração de pessoal mantenham em seu poder, ainda que por cópia, todos os documentos gerados por eles nas empresas em que trabalham ou trabalharam por 05 anos, para que possam deles se servir de prova em juízo, quanto à sua não-responsabilização pessoal, no que tange a acidentes e doenças ocupacionais. Se a responsabilidade civil alcança os gestores de RH e de administradores de pessoal de forma quase indireta, a responsabilidade criminal é direta. Em caso de morte por acidente de trabalho, tais profissionais poderão vir a ser enquadrados no Código Penal (artigo 121 parágrafo 3º - homicídio culposo), e em caso de ferimentos ou seqüelas, no artigo 129, parágrafo 1º - lesão corporal culposa. Ademais, o artigo 132 do mesmo código trata da exposição ao perigo e pode ser argüido por empregado, sindicato, defensor ou promotor público sempre que as medidas previstas na legislação de segurança e saúde ocupacional não estiverem sendo cumpridas, pondo em perigo a vida ou a saúde de qualquer trabalhador ou prestador de serviço, já que a responsabilidade pela fiscalização do cumprimento das normas legais incide sobre o contratante principal.
Resta assim aos gestores de RH e administração de pessoal dedicar especial atenção ao cumprimento das normas legais de saúde e segurança no trabalho, observando detidamente as prescrições relativas a cada cargo ou função, bem como as condições de trabalho e as normas específicas inerentes, sob pena de serem responsabilizados cível e penalmente pelas conseqüências decorrentes de ação ou omissão, nas formas que a lei define.