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segunda-feira, 30 de abril de 2012


 

 
 Histórico Da Segurança Do Trabalho

As primeiras observações sobre Segurança do Trabalho datam no período da idade média, sendo uma prática – dessa forma – relativamente muito antiga.

A informação mais antiga sobre a preocupação com a segurança do trabalho está registrada num documento egípcio. O papiro Anastacius V fala da preservação da saúde e da vida do trabalhador e descreve as condições de trabalho de um pedreiro. Também no Egito, no ano 2360 a.C., uma insurreição geral dos trabalhadores, deflagrada nas minas de cobre, evidenciou ao faraó a necessidade de melhorar as condições de vida dos escravos.

Não obstante, O Império Romano aprofundou o estudo da proteção médico-legal dos trabalhadores e elaborou leis para sua garantia. Tendo Plínio e Rotário como pioneiros no que diz respeito à medida de prevenção de acidentes. Tema que ganhou importância e se destacou em obras no Renascimento. Concomitante, a França também demonstrara – em meados de 1979 – preocupação quanto à segurança do trabalho, representada nos trabalhos apresentados à Academia de Medicina da França.
Nesse sentido, observa-se que a prática da segurança do trabalho remonta a épocas muito antigas, predominando a prevenção da ocorrência de acidentes. Fato que ganhou mais destaque no século XVIII com a Revolução Industrial. O advento das máquinas trouxe consigo o aumento do número de riscos e acidentes, e também a necessidade de preservar o contingente humano como forma de garantir a produção.
NO BRASIL...


No Brasil não foi diferente, apesar da morosidade, aos trabalhadores foram garantidos “um olhar” para sua segurança do trabalho. Ainda assim, no Brasil, em 10 de novembro de 1944, é revogada pelo Decreto Lei 7.036 que dá às autoridades do Ministério do Trabalho a incumbência de Fiscalizar a Lei dos Acidentes do Trabalho.

HISTÓRIA DO PREVENCIONISMO NO BRASIL

A industrialização do Brasil é lenta e a passagem do artesanato à indústria é demorada. Traçando um pequeno histórico da legislação trabalhista brasileira, destacamos:
Em 15 de janeiro de 1919 é promulgada a primeira Lei nº 3724 sobre Acidente de trabalho, já com o conceito do risco profissional. Esta mesma Lei é alterada em 5 de março do mesmo ano pelo Decreto 13.493 e em 10 de julho de 1934, pelo Decreto 24.637. Em 10 de novembro de 1944, é revogada pelo Decreto Lei 7.036 que dá às autoridades do Ministério do Trabalho a incumbência de Fiscalizar a Lei dos Acidentes do Trabalho.



Em 01 de Maio de 1943 houve a publicação do Decreto Lei 5.452 que aprovou a CLT, Consolidação das Leis do Trabalho, cujo capítulo V refere-se a Segurança e Medicina do Trabalho.
Em 1953 a Portaria 155 regulamenta e organiza as CIPA´s e estabelece normas para seu funcionamento.
A Portaria 319 de 30.12.60 regulamenta a uso dos EPI´s.
Em 28 de Fevereiro de 1967 o Decreto Lei 7036 foi revogado pelo Decreto Lei n.º 293.
A Lei 5.136 – Lei de Acidente de Trabalho – surge em 14 de Setembro de 1967.
Em 1968 a Portaria 32 fixa as condições para organização e funcionamento das CIPA´s nas Empresas.
Em 1972 a Portaria 3.237 determina obrigatoriedade do serviço Especializado de Segurança do Trabalho.
Em 22 de Dezembro de 1977 é aprovada a Lei 6.514 que modifica o Capítulo V da CLT.
Em 08 de Junho de 1978 a Lei 6.514 é regulamentada pela Portaria 3.214.
Em 27 de Novembro de 1985 a Lei 7.140 – dispõe sobre a Especialização de Engenheiros e Arquitetos em Engenheiro de Segurança.
Em 17 de Março de 1985 a Portaria 05 constitui a Comissão Nacional de Representantes de Trabalhadores para Assuntos de Segurança do Trabalho.
Em 1973 a Lei 5.889 e Portaria 3.067 de 12 de Abril de 1988 aprovam as Normas Regulamentadoras Rurais relativas à Segurança do Trabalho.
Em 05 de Outubro de 1988 a Constituição do Brasil nas Disposições Transitórias Art. 10 item II, garante aos membros da CIPA a garantia do emprego.

  




$$$ EMPREENDA & VENDA$$$
CHINELOS DA MAMÃE...


 

CULINÁRIA FÁCIL
MACARRÃO MARINARA!!!
1 PACOTE DE MACARRÃO DE SUA PREFERÊNCIA;
1 SACHE DE MOLHO MARINARA
ATUM, CAMARÃO, PEITO DE FRANGO, OU QUALQUER OUTRO ACOMPANHAMENTO QUE VOCÊ GOSTE!!!
COZINHE A MASSA
AQUEÇA O MOLHO PRONTO COM OS INGREDIENTES ESCOLHIDOS E PRONTOS(O FRANGO DEVE SER COZIDO E PREPARADO ANTES DE ENTRAR NO MOLHO SE FOR FRANGO DEFUMADO NÃO PRECISA!!!)
E BOM APETITE COM MUITO QUEIJO POR CIMA!!!

ESPUMA DE PÊSSEGOS
1 pote de iogurte natural 160 g
1 lata de pêssego picado (separar 3 metades para decorar)
1 lata de leite condensado
1 envelope de gelatina em pó sem sabor
1 xícara de chá da calda do pêssego
1 colher de sopa de suco de limão
3 claras


Hidratar na calda do pêssego a gelatina

Levar ao micro-ondas por 25 segundos
Bater as claras em neve
Juntar o leite condensado,o iogurte, a gelatina levada ao micro-ondas, o suco de limão e o pêssego picado
Colocar em um recipiente de sua preferência
Decorar com pêssego picadinho.
Levar à geladeira até o momento de servir

MENSAGEM...

sexta-feira, 27 de abril de 2012

COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL EM GESTÃO DA CULTURA DE SEGURANÇA NO TRABALHO! AFINAL NO BRASIL CULTURA É ALGO QUE NÃO SE PRATICA EM NENHUM DOS SETORES EMPRESARIAIS SALVO A CÚPULA DE EMPRESAS MULTINACIONAIS, PORQUE AS NACIONAIS NÃO SABEM O QUE É CULTURA ORGANIZACIONAL E SE SABEM NÃO CULTIVAM JUNTO AOS FUNCIONÁRIOS!!! CULTURA EM GESTÃO DE SEGURANÇA NO TRABALHO ENTÃO...DEUS NOS ACUDA!!! É CADA UM POR SI E DEUS POR TODOS!!!












PARTE 2




Cultura e gestão da segurança no trabalho: uma proposta de modelo
Culture e safety management: the proposal of a model

4 Fatores indicativos da maturidade da cultura de segurança

A cultura de segurança é avaliada e mensurada por meio de fatores que a caracterizam ou são indicativos da sua maturidade, no entanto, não existe um grupo comum de fatores definidos como padrões ou mais representativos para esta avaliação e mensuramento. Por isto, muitos estudos sobre cultura de segurança têm o objetivo de identificar quais são aqueles mais representativos que possam ser utilizados na sua avaliação ou caracterização (FLIN et al., 2000). Na ausência da definição dos fatores mais representativos para avaliação da cultura de segurança, as pesquisas com o objetivo avaliar a cultura de segurança buscam estes fatores na literatura ou em grupos de estudos ou em entrevistas individuais.
Zohar (1980), que foi pioneiro no estudo de clima de segurança, realizou uma revisão de literatura para identificar quais os melhores fatores que avaliam e caracterizam uma cultura de segurança e encontrou os seguintes: atitudes da gerência para a segurança; influência do comportamento seguro para promoção no trabalho; influência do comportamento seguro sobre o status social; status dos profissionais de segurança na organização; importância e efetividade dos treinamentos de segurança; nível de risco no ambiente de trabalho; efetividade do esforço vs. a promoção da segurança.
Williamson et al. (1997), após revisão de literatura, acharam pouca coincidência de fatores presentes em pesquisas levantadas, mas dois fatores apareceram consistentemente: a atitude dos gerentes e a atitude dos empregados com relação à segurança do trabalho.
Cooper (1998) relaciona os seguintes fatores que favorecem a evolução da cultura de segurança: forte comprometimento do líder com a segurança do trabalho; contato próximo e melhor comunicação entre todos os níveis da organização; maior controle de riscos; uma madura e estável força de trabalho; boa seleção de pessoal e procedimento de promoção justo e transparente; avanço no sistema de reforçar a importância da segurança do trabalho, incluindo relatos de acidentes.
Além das características acima, Cooper (1998) acrescentou como essenciais os fatores: adotar políticas formais de segurança; priorizar a segurança no mesmo nível dos outros objetivos da organização; investigar todos os acidentes e incidentes; auditar regularmente o sistema de segurança para obter informações para o desenvolvimento de ações de melhorias contínuas.
Flin et al. (2000) fizeram uma revisão de literatura procurando identificar quais são os principais fatores que foram utilizados em pesquisas de cultura de segurança. Segundo estes pesquisadores, existe uma proliferação de fatores sendo utilizadas e que poucas pesquisas são replicadas utilizando o mesmo conjunto de fatores. Outra situação encontrada é a dificuldade de comparação entre os fatores, não só devido às inconsistências metodológicas, mas também devido às diferenças culturais e de linguagem de países e indústria onde são realizadas estas pesquisas. No entanto, eles concluíram que não existe nenhuma evidência a favor ou contra que haja um conjunto comum de fatores para serem utilizadas em pesquisa de avaliação de cultura de segurança, mas acreditam que devido à multiplicidade, há um movimento na direção de classificar um grupo de fatores fundamentais. Após levantamento realizado na revisão de literatura, os pesquisadores englobaram os fatores encontrados em cinco grupos, que são: a) gerenciamento: está relacionado com as atitudes e comportamento da gerência com a segurança; b) sistema de segurança: engloba muitos diferentes aspectos do sistema de gestão de segurança, tais como comitês de segurança, permissão para trabalho, políticas de segurança e equipamento de segurança; c) risco: inclui percepção do risco no local de trabalho e atitudes frente ao risco e à segurança; d) pressão no trabalho: relativo a ritmo e carga de trabalho; e e) competência: refere-se à qualificação, habilidades e conhecimento do empregado para o trabalho.
Guldenumund (2000, 2007) fez uma análise crítica sobre o número de fatores encontrados na literatura para avaliar a cultura de segurança e concluiu que há um número excessivo. Ele observou que fatores relativos aos gerentes aparecem 75% das vezes e os relativos ao Sistema de Gestão de Segurança do Trabalho aparecem em dois terços dos estudos. Outra constatação, semelhante aos achados de Flin et al. (2000), é que muitas pesquisas não conseguem replicar os fatores encontradas em pesquisas anteriores, até mesmo na mesma organização.
Reason (1997) considera que os fatores cruciais para a formação de uma cultura de segurança são: a informação; um clima organizacional de confiança no qual os empregados se sentem encorajados, até recompensados, a prover informações essenciais sobre a segurança no trabalho; a flexibilidade e a aprendizagem organizacional. A interação destes fatores forma uma cultura informada, essencial para a prevenção dos acidentes organizacionais.
Hudson (2001) acrescentou mais um fator à lista de Reason (1997), que chamou de prudência: a organização e seus membros devem está sempre atentos para os inesperados, mantendo alto grau de vigilância contra acidentes.
Choudhry, Fang e Mohamed (2007) realizaram revisão de literatura e acharam cinco fatores que caracterizam uma cultura de segurança: a) comprometimento dos gerentes com a segurança do trabalho; b) mútua confiança entre gerentes e empregados; c) autonomia para os empregados; d) monitoramento contínuo; e) melhoria da segurança do trabalho.
Ek et al. (2007), para avaliar a cultura de segurança em empresa de controle de tráfego aéreo, utilizaram os seguintes fatores: aprendizagem: que significa coletar, monitorar e analisar informações importantes para aumentar o conhecimento sobre como o trabalho e a segurança estão funcionando; informação: que significa a propensão dos empregados em informar os incidentes e as anormalidades observadas no trabalho; justiça: por parte da organização para avaliar as falhas de forma justa e imparcial, o que contribui para a confiança dos empregados para informar os incidentes e as anormalidades; flexibilidade: considera a habilidade para transformar a organização do trabalho para atingir as mudanças necessárias; comunicação: da organização para os empregados de forma clara e precisa sobre temas relativos à segurança do trabalho; comportamento: relativo às ações dos empregados para segurança do trabalho; atitudes: percepção dos empregados relativa à segurança do trabalho e ao interesse da gerência pelo seu bem-estar; situação no trabalho: relativo à cooperação e ao suporte dado pela organização à segurança no trabalho; e a percepção do risco: relativo à maneira como os empregados veem os riscos presentes no ambiente de trabalho.
A AIEA (AGÊNCIA..., 2002b) encontrou os seguintes fatores que são indicativos da maturidade da cultura de segurança em instalações nucleares: atitudes da organização de contínuo melhoramento: a ausência de contínuo melhoramento impedirá a evolução da aprendizagem organizacional e encoraja a complacência que é prejudicial para o desenvolvimento progressivo da cultura de segurança; efetivo canal de comunicação: a organização que pretende desenvolver e melhorar sua cultura de segurança deve assegurar que as informações são efetivamente comunicadas; comprometimento da gerência: uma boa cultura de segurança não se desenvolverá sem o comprometimento da gerência, por isso, é particularmente importante que o corpo gerencial demonstre comprometimento; sistema efetivo de planejamento: um método sistemático é necessário quando do desenvolvimento da cultura de segurança, a ausência deste método demonstra uma fraca cultura de segurança; adequada fontes de recursos: falta de fontes de recursos é sintoma de fraca cultura de segurança; habilidade e competência: o trabalho tem potencial impacto sobre a segurança somente se for realizado por pessoas qualificadas e competentes; influências externas: as influências podem ser sociais, políticas, econômicas ou legais. Muitas organizações frente a pressões externas podem questionar seu futuro, os empregados, por sua vez, podem se sentir sem esperança no futuro e ficar com moral baixo. Neste estado, os empregados estão menos inclinados a mudar e atender as melhorias.
Pela revisão de literatura apresentada, observa-se que não existe um grupo definido de fatores que são utilizados para avaliar, mensurar e caracterizar uma cultura de segurança ou que possa ser indicativo de sua maturidade. No entanto, muitos fatores aparecem frequentemente em diferentes pesquisas, às vezes mudando apenas o nome.
Para selecionar os fatores indicativos da maturidade de cultura de segurança no modelo apresentado neste artigo, foi realizada uma revisão de literatura de 25 estudos, incluindo os apresentados acima, e os cinco fatores mais frequentemente citados foram escolhidos.
A descrição dos cinco fatores selecionados apresentada a seguir foi feita a partir da literatura abaixo mencionada:
·         Informação - é confiança dos indivíduos na organização para relatar os erros, os acidentes e os incidentes ocorridos. Aspecto essencial para construir uma cultura informada (REASON, 1997). Incluem também os indicadores que são gerados pela organização para monitorar o desempenho da segurança do trabalho (HUDSON, 2003; AIEA, 2002b).
·         Aprendizagem organizacional - é a forma como a organização trata as informações, como é feita a análise dos acidentes e dos incidentes, se são propostas ações de melhoria e se são implementadas e se os empregados são informados sobre estas ações, e se há busca contínua de melhorar os processos visando à segurança do trabalho (AIEA, 2002b; REASON, 1997).
·         Envolvimento - é a participação dos empregados nas questões de segurança, como na análise dos acidentes e incidentes que lhe diz respeito, na identificação e análise dos riscos do ambiente de trabalho, nas propostas de ações para melhoria da segurança do trabalho e sua implementação, na elaboração e revisão dos procedimentos relacionados com sua atividade, no planejamento das suas atividades, e a participação em comitês de segurança, encontros de segurança, etc. (CHOUDHRY; FANG; MOHAMED, 2007; GORDON; KIRWAN; PERRIN, 2007).
·         Comunicação - é a forma, a conveniência e a oportunidade que é feita à comunicação sobre os temas relativos à segurança do trabalho, e se há um canal aberto de comunicação entre os empregados e superiores hierárquicos. Inclui também se comunicação chega aos empregados, se é compreendida por eles e se a organização monitora a efetividade da comunicação (COOPER, 1998; GLENDON; STANTON, 2000; OLIVE; O'CONNOR; MANNAN, 2006; MEARNS; WHITAKER; FLIN, 2003; WESTRUM, 2004).
·         Comprometimento - é evidenciado pela proporção de recursos (tempo, dinheiro, pessoas) e suportes alocados para a gestão da segurança do trabalho, pelos status da segurança do trabalho em relação à produção, pela existência de um Sistema de Gestão da Segurança do Trabalho, em que constam a visão e objetivos da organização, definição de responsabilidades, a política de treinamento e qualificação, procedimentos, recompensas, sanções e auditorias. O verdadeiro comprometimento significa mais que políticas escritas e mencionar a importância da segurança do trabalho nos discursos, precisa haver coerência entre as palavras e a realidade (DEJOY et al., 2004; FLIN et al., 2000; AIEA, 2002b; OLIVE, O'CONNOR; MANNAN, 2006).
5 Desenvolvimento do modelo de identificação de estágio de maturidade de cultura de segurança
O modelo desenvolvido nesta pesquisa foi construído tendo como base o modelo proposto por Hudson (2001), apresentado na Figura 3. Foram realizadas pequenas alterações nesse modelo com o objetivo de torná-lo mais aderente à realidade em que foi realizada a pesquisa, como a troca do nome do estágio calculativo para burocrático, como originalmente proposto por Westrum (1993).
O modelo proposto por Fleming (2001) não foi escolhido como base por que o seu uso somente é relevante em organizações que atendam aos seguintes critérios: a) tenha um adequado Sistema de Gestão da Segurança do Trabalho; b) a maioria dos acidentes não é causada por falhas técnicas; c) atenda às leis e normas sobre segurança no trabalho; e d) segurança do trabalho é dirigida para evitar acidentes, o que restringe sua aplicação no contexto brasileiro, no qual a grande maioria das empresas não atende a esses critérios.
O modelo desenvolvido descreve na sua estrutura como cada um dos cinco fatores selecionados e descritos acima (informação, aprendizagem organizacional, envolvimento, comunicação e comprometimento) é tratado em cada um dos cincos estágios de maturidade da cultura de segurança: patológico, reativo, burocrático, proativo e construtivo (ver APÊNDICE A). Esta descrição foi baseada na literatura (PARKER; LAWRIE; HUDSON, 2006) e na experiência deste pesquisador que trabalha há dez anos como engenheiro de segurança no cargo de Auditor-Fiscal do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego e trabalhou durante 11 anos como engenheiro em plataformas de petróleo e refinaria da Petrobrás.
São encontrados no modelo fatores com a mesma descrição em diferentes estágios, como exemplo, o fator aprendizagem organizacional tem alguns itens com a mesma descrição nos estágios proativo e melhoria contínua, isto acontece por não haver uma fronteira definida, na qual termina um estágio e começa o outro.
O estágio de maturidade da cultura de segurança em uma organização será estabelecido pela maneira como ela trata cada um dos cinco fatores, conforme descritos no modelo. Pode ocorrer de um determinado fator estar em diferentes estágios de maturidade de cultura de segurança. Isto está coerente com o conceito de que cultura de segurança não se desenvolve simultaneamente em toda a organização e de que pode levar tempo para as medidas adotadas para melhorá-la possam surtir efeito, ou podem exercer mais efeito em determinadas áreas do que em outras (FLEMING, 2001; COOPER, 2000), situação observada por Hudson e Willekes (2000) na pesquisa realizada em uma companhia de petróleo em Oman na Ásia.
Uma organização somente pode considerar que tem uma cultura de segurança quando atingir integralmente o último estágio de maturidade, no qual a segurança é a mais alta prioridade. Esta concepção desafia a visão de que toda organização tem uma cultura de segurança, mas varia em efetividade. Nesta visão, a organização tem uma cultura de segurança forte quando tem a segurança como alta prioridade e uma cultura de segurança fraca quando não existe prioridade para segurança no trabalho (HOPKINS, 2005; HUDSON et al., 2000).
6 Conclusão
Atualmente, os fatores organizacionais, como a cultura de segurança, apontam como principais os fatores relacionados aos acidentes de trabalho. Um Sistema de Gestão da Segurança do Trabalho, que gerencie os riscos e enfatize a cultura de segurança, é um instrumento essencial para melhorar as condições no ambiente de trabalho e reduzir acidentes e doenças ocupacionais. Para ter um Sistema de Gestão da Segurança do Trabalho bem sucedido, é necessário que a organização tenha uma cultura de segurança estabelecida. Assim, o conhecimento do estágio de maturidade da cultura de segurança é condição essencial para adotar as medidas necessárias para o sucesso deste sistema.
Na revisão de literatura apresentada, observa-se que existem modelos de estágios de maturidade de cultura de segurança, mas existe ausência de um modelo que possibilite identificar em que estágio de maturidade se encontra a cultura de segurança de uma organização. O presente trabalho teve o objetivo de desenvolver um modelo que identifique o estágio de maturidade de cultura de segurança, preenchendo esta lacuna existente na literatura e que poderá ser utilizado na gestão de segurança do trabalho das organizações.
O modelo desenvolvido define os seguintes estágios de uma cultura de segurança numa organização: patológico, reativo, burocrático, proativo e melhoria contínua. O estágio é definido pelo modo como a organização trata os seguintes fatores, considerados como essenciais para a cultura de segurança: informação, aprendizagem organizacional, envolvimento, comunicação e comprometimento.
Considera-se que este trabalho contribui não só para o estudo da segurança do trabalho, mas também para o diagnóstico e intervenção nessa área, especificamente pela utilização do modelo desenvolvido para identificar o estágio de maturidade da cultura de segurança, com aplicações para a prevenção de acidentes de trabalho, assim como para enfrentar seus novos desafios e novos contextos.
Os resultados obtidos neste trabalho apresentam algumas consequências para os estudos da segurança do trabalho, especificamente pela utilização do modelo desenvolvido que identifica o estágio de maturidade da cultura de segurança em organizações.
O modelo desenvolvido viabiliza os gerentes e pesquisadores diagnosticarem a cultura de segurança de uma grande empresa ou um conjunto de empresas simultaneamente, quando não há recursos e tempo disponíveis para estudá-las de forma mais aprofundada, pois o modelo é de fácil e rápida aplicação. Com base nesse diagnóstico, eles poderão definir qual a estratégia de intervenção mais adequada para melhorar sua cultura de segurança.
O sucesso de uma intervenção na segurança do trabalho nas organizações depende da capacidade de realizar um bom diagnóstico da sua situação. Assim, recomenda-se que o modelo desenvolvido neste estudo seja validado em trabalhos futuros, para fortalecer suas bases teóricas, e posteriormente ser utilizado como uma importante ferramenta de gestão de segurança nas empresas, contribuindo para o sucesso e o bom desempenho do SGST, que, por sua vez, impactará na segurança das operações, dos trabalhadores e na prevenção de acidentes do trabalho.

Anastacio Pinto Gonçalves FilhoI; José Célio Silveira AndradeII; Marcia Mara de Oliveira MarinhoIII
ISuperintendência Regional do Trabalho e Emprego/BA, Setor de Saúde e Segurança no Trabalho, Av. Sete de Setembro, 698, Mercês, CEP 40.060-001, Salvador, Bahia, Brasil, E-mail: anastaciofilho@ufba.br
IIEscola de Administração, Universidade Federal da Bahia, Av. Reitor Miguel Camon, s/n, Vale do Canela, CEP 40.110-100 Salvador, Bahia, Brasil
IIIDepartamento de Engenharia Ambiental, Rua Aristides Novis, 2, Federação, CEP 40.110-100 Salvador, Bahia, Brasil

Referências

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GIFTS DIA DAS MÃES...



 
PORTA FÓSFORA E GUARDANAPO DE COZINHA
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FEIJOADA!!!HUMMMMMM
Receita de Feijoada para 6 pessoas.



  • 200g carne seca bovina (lagarto, coxão duro)
  • 200g costela de porco
  • 200g pé de porco salgado
  • 100g rabo suína salgado
  • 100g orelha de porco salgada
  • 150g lombo de porco defumado ou salgado
  • 100g língua bovina defumada
  • 100g paio fatiado
  • 100g lingüiça portuguesa fatiada
  • 50g bacon em cubos
  • 1 kg feijão preto
  • 2 cebolas picadinhas
  • 100g alho picado
  • 6 folhas louro
  • 2 laranjas com casca cortadas ao meio
  • Como fazer:
    Limpe bem as carnes salgadas, tirando o excesso de gorduras e nervuras, limpando os pêlos e colocando-as de molho em água por 24 horas, trocando-se a água três a quatro vezes durante este período.

    Ferva as carnes salgadas em peças inteiras, durante mais ou menos 20 minutos em fogo forte, e jogue a água fora, pois nela está todo o excesso de gordura. Coloque então as carnes para cozinhar de forma definitiva, já com o feijão, as folhas de louro e as laranjas cortadas em metades, na seguinte ordem: carne seca, pé e orelha. Meia hora depois coloque a língua, o rabo e a costela, e após meia hora, coloque o lombo, a lingüiça, o paio e o bacon, cuidando para tirar e jogar  fora, durante todo o cozimento, a gordura que for subindo à superfície.

    Em uma frigideira, doure bem a cebola e o alho em duas xícaras de óleo previamente aquecido, colocando na panela do cozimento, junto com as últimas carnes para cozinhar, retirando antes as metades das laranjas, que já cumpriram a sua missão de ajudar a cortar a gordura das carnes.

    Após duas horas comece a testar o grau de cozimento da carnes com o garfo, pois nem todas chegam ao grau de maciez ao mesmo tempo, retirando e reservando as que já estiverem no ponto.

    Quando todas as carnes e o feijão estiverem no ponto, retire e corte as carnes em pedaços pequenos para servir, voltando para a panela com o feijão e cozinhando por mais 10 a 15 minutos em fogo brando.

    Sirva com arroz branco e couve refogada no azeite e alho, e uma bela farofa de mandioca.
    PÃO DOCE DE LARANJA


    Ingredientes para a massa:
    900g de farinha de trigo
    200g açúcar
    120g margarina sem sal
    3 ovos
    5g raspa de laranja -
    1 colher de sopa 10g sal -
    2 gemas
    120ml suco de laranja
    60g fermento fresco
    250ml água - Morna - aproximadamente
    Cobertura:
    misture todos os ingredientes e reserve250g açúcar de confeiteiro 50ml suco de Laranja
    Modo de Preparo:

    Dissolva os tabletes de fermento em uma parte da água morna.Adicione os demais ingredientes e sove até obter uma massa lisa e enxuta.
    Deixe a massa descansar coberta por 30 minutos.

    Divida a massa bolas pequenas, coloque em fôrma redonda untada, dando distância entre elas. Deixe crescer por aproximadamente 40 minutos.

    Pincele a gema e asse em forno pré-aquecido (180ºC) por cerca de 25 minutos.

    Após resfriar, cubra com a cobertura já preparada.

    MENSAGEM...