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segunda-feira, 20 de outubro de 2014


A INFLUÊNCIA DO CALOR NO TRABALHO:

Mecanismos de regulação calórica

Os mecanismos de regulação calórica interna do corpo humano tratam de manter no corpo uma temperatura constante de 37°C. A pele e os tecidos subcutâneos são mantidos em uma temperatura constante pelo sangue circulante. A temperatura do sangue se deve ao calor proveniente da energia liberada pelas células quando estas queimam o alimento (um processo que requer um suprimento constante de alimento e oxigênio). O excesso é eliminado, sendo normal que o corpo perca constantemente calor através dos pulmões e da pele.

No caso de exposição ao calor ambiental excessivo, o organismo produz mais calor e utiliza esses mecanismos de regulação para perder mais calor e manter constante a sua temperatura. Em primeiro lugar, se produz dilatação dos vasos sanguíneos da pele e dos tecido subcutâneos e se desvia parte importante do fluxo sanguíneo para essas regiões superficiais. Há um aumento concomitante do volume sanguíneo circulante devido a contração do baço e diluição do sangue circulante com líquidos extraídos de outros tecidos. Esses ajustes circulatórios favorecem o transporte de calor do centro do organismo até a superfície. Simultaneamente, se ativam as glândulas sudoríporas, derramando líquido sobre a pele (suor) para eliminar calor por evaporação.

 Exposição Ocupacional

Os efeitos da sobrecarga térmica (ou estresse térmico), que um trabalhador está submetido em uma área de trabalho quente, dependem de fatores ambientais e de características individuais do trabalhador, tais como idade, peso e, condicionamento físico, especialmente do aparelho cárdio-circulatório. Entre os fatores ambientais devem ser considerados a temperatura, a umidade, o calor radiante (sol, fornos) e a velocidade do ar.

As ocupações com maior risco de exposição ao calor incluem os cozinheiros, padeiros, fundidores de metais, fabricantes de vidros, mineiros, entre outros. Os riscos aumentam com a umidade elevada, que diminui o efeito refrescante da sudorese, e com o esforço físico prolongado, que aumenta a quantidade de calor produzido pelos músculos.

A exposição prolongada ao calor excessivo pode causar um aumento da irritabilidade, fraqueza, depressão, ansiedade e incapacidade para concentrar-se. Nos casos mais graves, pode ocorrer alterações físicas tais como desidratação, erupção (vesículas roxas na área afetada da pele) e câimbras (espasmos e dor nos músculos do abdômen e das extremidades).

 Esgotamento por calor

Ocorre quando a perda contínua de fluidos, através da transpiração, não é compensada pela ingestão de líquidos e sais. O trabalhador continua transpirando em profusão mas apresenta palidez, fraqueza, dor de cabeça, tonturas e náuseas. A temperatura corporal se apresenta normal ou ligeiramente elevada e a pele torna-se úmida, fria e pálida ou avermelhada.

Intermação ou hipertermia

A intermação ou hipertermia é a ocorrência mais grave na exposição ocupacional ao calor e decorre da falha do mecanismo interno do organismo para regular sua temperatura interna. A transpiração cessa e o organismo perde a capacidade de liberar o excesso de calor. A temperatura corporal aumenta para 41°C ou mais e a pele torna-se seca, quente e vermelha ou azulada. Os sintomas incluem dor de cabeça, náuseas, confusão mental, delírio, perda da consciência, convulsões, coma e, se não tratada oportunamente, pode até levar a morte.

Limites de tolerância ao calor

No caso de exposição excessiva ao calor, os limites são aqueles constantes do Anexo nº 3 da NR-15 da Portaria 3214/78. Em geral, é necessário a implementação de procedimentos para uma adequada rehidratação e reposição salina, através da ingestão de sal e água. Vestimentas adequadas devem ser utilizadas. A reposição de líquido e sais perdidos pelo suor pode ser realizada pela ingestão de bebidas e alimentos levemente salgados. A pele deve ser refrescada com água fria.
O calor excessivo pode ser considerado como um inimigo no nosso trabalho. Ele influi diretamente no nosso desempenho, fazendo com que o cansaço apareça precocemente, deixando-nos muito das vezes até irritado.

Nosso organismo tem mecanismos de defesa contra o calor que são mecanismos termorreguladores. Eles fazem com que a pessoa comece a suar. A pele mantendo-se molhada pelo suor faz com que as pessoas sentem a sensação de frescor. 

O ambiente térmico pode ser descrito por meio de quatro parâmetros: 

temperatura, umidade, movimentação do ar e o calor radiante, podendo ser natural (sol) ou artificial (forno). A medição destes fatores ambientais serve para avaliar se um indivíduo está próximo ou não de sua capacidade de existência.

Estas avaliações são realizadas pelos Técnicos e o resultado é comparado com dados previstos na legislação. A condição homeotermica (mesma temperatura) do corpo humano possibilita através de mecanismos fisiológicos a manutenção da temperatura interna ideal mesmo diante de agressões ambientais que variam de 50 graus negativos a 100 graus celsius quando devidamente protegidos. 

Sem proteção essa variação é de l0 graus a 60 graus celsius. A principal forma de proteção ao calor, como já dito è através do suor. Outro mecanismo é a evaporação do próprio suor, pelas vias 
respiratórias e pelas vias urinárias. Portanto a perda de água e sais minerais é intensa em ambientes quentes, sendo necessária a reposição sempre. O desequilíbrio crônico entre as perdas e a reposição ocasiona os seguintes sintomas: desidratação, cãibras, fadiga prematura, esgotamento, lesões da pele, baixa produtividade, intermação (temperatura do corpo superior a 40 graus C.).

Para minimizar efeitos do calor sobre nosso organismo é importante adorar alguns cuidados na exposição contínua, devendo observar as seguintes recomendações:

- Após algum tempo de trabalho em ambientes com incidência solar ou em ambientes confinados sem ventilação em épocas de muito calor, procurar descansar alguns minutos em locais mais ventilados e frescos.

- Evite bebidas alcoólicas nas noites que antecedem uma jornada de trabalho em locais quentes. O álcool ingerido faz com que aumente ainda mais a necessidade de ingestão de água já deficiente nestes casos.

- Procure beber água o suficiente apenas para suprir suas necessidades fisiológicas.

- Procure ingerir algumas pitadas de sal de cozinha, contudo sem excesso, pois o sal provoca mais sede.

- Procure ir para o trabalho com as roupas limpas. As roupas sujas são menos ventiladas em função do suor, sujeira e outros produtos presentes.

- Não fique sem camisa sob um sol intenso. As radiações ultravioletas provenientes do sol provocam lesões na pele no período de 9 horas da manhã as 16 horas da tarde, podendo estas lesões provocarem o câncer de pele.


O Calor também exige cuidados redobrados em 

sua casa com as crianças trabalhadores!!!


As crianças com o aumento da temperatura exigem mais cuidados dos pais. As ocorrências de diarréias, vômitos, desidratação e doenças respiratórias, por causa do calor já representam um aumento nos casos atendidos pelos Centros de Saúde. 

Nesta época do ano as crianças precisam estar muito bem hidratadas. Mesmo as mais saudáveis, a indicação “é fazer uso de muito líquido, água e sucos principalmente, sucos naturais de frutas da época”, ressaltou o especialista em pneumologia, Dr. Leonardo Vieira Fernandes. 

A água também é motivo de preocupação e deve sempre ser filtrada. Na falta de um filtro, a água deve ser fervida e acondicionada em local apropriado para evitar qualquer contaminação.

As frutas frescas e da época devem ser consumidas. Nas feiras e nos mercados podem-se encontrar frutas da estação que estão sendo vendidas por preços mais baratos. A sugestão é fazer muito uso do mamão, laranja e maçã.

Os cuidados com a alimentação são fundamentais e a recomendação é fazer uso de refeições bem leves. Para os bebês, a sugestão é uma sopinha de legumes. Já as outras crianças, o cardápio carne de frango magra, legumes e verduras é o ideal. É bom evitar as comidas pesadas e gordurosas, pratos combinados com farinha de mandioca, que não colaboram para uma boa digestão.

Cuidados que se deve ter com o calor

Entre eles, estão: hidratação permanente, sem esperar a sede para beber água; evitar lugares onde haja exposição direta ao sol, excesso de sal na alimentação e atividades físicas intensas entre 10h e 16h.

Se a pessoa sentir sintomas como tonteira, dor de cabeça, palidez ou vermelhidão da pele, suor em excesso, calafrios ou pulso fraco, pode estar sofrendo acidente térmico. 

“Quando uma pessoa sente um destes sintomas é momento de repousar, beber muita água e evitar exageros caso os sintomas não cessem, deve ser levada imediatamente a um serviço médico”, salientou Dr. Leonardo. Cansaço, estresse, alimentação errada e excesso de trabalho facilitam a baixa imunidade, tornando a pessoa mais suscetível a esses sintomas.



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