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sábado, 24 de março de 2012

fim de semana - Recados e Imagens (3510)


 
A CULTURA DO NÃO!!!

Tal como os demais grandes problemas nacionais - onde com certeza a questão prevencionista está inserida - a questão da segurança e saúde no trabalho encontra-se neste momento em uma das encruzilhadas do processo histórico. Há necessidade de buscarmos novas formas de atuação, as quais apenas serão  validas se houver uma ampla e consciente discussão sobre o tema com a participação ativa de todos aqueles que de fato conhecem o assunto. Mais do que isso, para que este momento conduza a um futuro melhor é preciso rever muito mais do que técnicas e normas  as questões culturas relativas ao assunto.

Por toda parte vemos o ressurgimento de velhos debates revestidos com a roupa do novo. Lamentavelmente notamos que a grande maioria deles passam distantes da verdadeira realidade e prestam-se na maioria das vezes apenas reformulação do modelo vigente com tendências a flexibilização das responsabilidades. Há como sempre houve o desconhecimento do obvio: Apenas leis não bastam ! 

Culturalmente vivemos no país onde leis prestam-se apenas a poucas situações e que as relações - na sua forma sólida e respeitosa - precisam ser construídas passo a passo. Em todo o processo e ao longo dos anos a presença do SESMT foi de grande valia para este enfoque, trazendo para o debate entre as partes a luz do conhecimento técnico - que nestes casos - é essencial a consecução dos objetivos - e de certa forma faz frente aos descalabros com que se trata assunto de tamanha importância.

O primeiro passo para que esta discussão e busca tenham alguma validade passa pela coragem de questionar quais são as reais causas do problema. Obviamente para que encontremos algumas respostas válidas e que possa assim ser base para planos de correção realistas é preciso que ocorra rápida e grande evolução nos conceitos que muitos ainda adotam e difundem. Enquanto nos mantivermos presos aos paradigmas com certeza nada irá ocorrer de novo e capaz de alterar a realidade que conhecemos.

Enquanto permitirmos que os temas sejam tratados mais com o enfoque político do que técnico, com certeza estaremos perpetuando o estado de coisas tão bem conhecido. Na minha forma de ver, o primeiro passo a ser dado para modificar estado de coisas e a mudança de postura dos profissionais do SESMT, que necessitam urgentemente deixar de ser o especialista apenas dentro dos locais de trabalho e assumir de vez por todas seu papel como interlocutor do assunto, como especialista e conhecedor, trazendo a tona subsídios para uma tratativa mais realística dos temas.

Ao longo dos anos, temos sido omissos nesta forma de atuação, em certos momentos parece que não há no pais um segmento tão grande com capacidade e conhecimento para fazer chegar a comunidade em geral seus preceitos e conhecimentos que com certeza são por demais úteis a vida de cada um. Reside ai um grande erro. Talvez pela nossa omissão, outros se sintam no direito de dizerem - e na forma equivocada - qual o molde adequado para a questão prevencionista.
Não se trata aqui - e todos sabem como sou contrário ao corporativismo doentio - de gerar e defender nichos de trabalho, antes, trata-se de assumir dentro do contexto social um espaço de suma importância e muito mais do que isso, uma espaço necessário a ordem das relações gerais. Nós somos os especialistas no assunto e como tal devemos nos fazer representar.

Ao contrário disso, ocorre talvez por nem mesmo entendermos a dimensão daquilo que fazemos e podemos fazer, o verdadeiro horror e descaso que passa por detrás da questão dos acidentes, ocorram eles em qualquer lugar que seja.

A partir da ocupação do espaço dentro da sociedade, cabe-nos também a busca - como especialistas e cidadãos - no debate político da regulamentação das coisas de nossa área.  Ao longo dos anos, insistimos - talvez ate pelo volume de necessidades e urgência das ações - em pautarmos nossos trabalhos limitados aos nossos segmentos. Conheço inúmeros bons profissionais que trazem em si a qualidade de experiências e conhecimentos que seriam por demais úteis se  fossem formalizados como referencias comuns.

No entanto, pecam quando se ausentam da macro discussão, deixando este fórum aberto para outros que nem sempre trazem em si conhecimentos e vivência necessárias ao desenvolvimento de referencias ao menos aplicáveis a realidade brasileira. Portanto, ou começamos a adotar posturas de cidadania com relação ao que fazemos, ou de vez por todas, abandonamos a prática das reclamações.

Como se pode ver, apenas neste primeiro momento encontramos dois problemas relativos a cultura que o próprio SESMT tem em relação ao assunto. Por mais distantes que pareçam, são problemas como estes que inibem o crescimento da causa prevencionista. Já passou longe a hora é a vez de assumirmos nosso lugar dentro da sociedade como um todo.

COLECIONANDO EQUIVOCOS

Para muitos de nossos colegas de área, atuar na Área de Prevenção de Acidentes é pura e simplesmente aplicar as técnicas e normas ao local de trabalho. Tais pessoas não conseguem ainda visualizar a riqueza de uma área técnica e suas possibilidades. Muitas delas orgulham-se de viver em eterno conflito com as demais áreas e talvez por isso sintam-se verdadeiros xerifes para a causa, como se tivessem a capacidade ou mesmo a atribuição de serem os donos do tema. Trabalham no varejo e passam a vida toda resmungando e atribuindo a terceiros o insucesso de nossas atividades.

É preciso que entendam qual é na verdade o real papel de uma especialista. Talvez a partir deste momento de compreensão, passem nos primeiros dias por uma verdadeira crise de identidade, sentindo-se talvez ainda menos importantes. No entanto, se estiverem atentos, com o passar do tempo poderão vislumbrar que também para nós há um lugar ao sol. Deve ficar claro, que mesmo a NR 4  - na sua definição de quadro para o SESMT, demonstra que o número definido de profissionais - em muitos casos na proporção de 1 Técnico para 500 empregados, inviabiliza este tipo de atuação. Portanto, devemos buscar formas de atuação mais sistematizadas ou em português mais claro, mais inteligente.

O rol de equívocos é muito grande. Há também aqueles que sentem-se os arautos da lei, parecendo mesmo esquecer que as demais pessoas são alfabetizadas e que sua utilidade está assegurada não por saber ler ou informar, mas por saber transformar itens de lei em práticas de gerenciamento, ao invés de mero arauto, cabe melhor ser interprete, profissional capaz de transferir as letras da lei em situações e fatos aplicáveis, traduzir necessidades em propostas, ser para o Executivo um verdadeiro Assessor e não um lastimável fiscal. Ter condições de sentar numa mesa de decisões e contribuir ali como o homem da prevenção, de igual para igual com os demais especialistas.

Ao longo dos anos, a imagem do Técnico de Segurança tornou-se tão distante do que ele deve e pode ser, que de fato sua utilidade - nestes moldes - passa a ser questionável. Pagar alguém para tomar conta se os outros usam ou não EPI - já paga-se aos Supervisores. Pagar alguém para ficar distribuindo copias de leis e normas - muitas empresas já assinam bons informativos. O diferencial certamente está em alguém capaz de resolver problemas ou propor meios e estratégias para tanto. Se você está for a deste foco, tenha certeza que contribui muito para que a prevenção de acidentes não saia do lugar onde se encontra. Se quiser entender melhor o assunto, por algum instante que seja, coloque-se no lugar de quem paga seu salário.

A CULTURA DA ARROGÃNCIA DESPREPARADA - "NÃO USO/FAÇO POR QUE NÃO QUERO"
Eis aqui um ponto que muito me preocupa. Depois de todos estes anos atuando na área, passei a chamar de Cultura do Não a postura que a grande maioria de empresas e seus chefes tem com relação a questão de segurança e saúde. Parece algo impalpável, mas na verdade tenho certeza que a grande maioria de nós já presenciou ou ao menos ouviu falar sobre fatos desta natureza.  A cultura do não manifesta-se e é comprovavel até mesmo nas ações oficiais. Basta prestar atenção.

Recentemente, lendo um belíssimo livro que um Sindicato aqui da Grande São Paulo organizou e vem publicando nos últimos anos, chamou-me a atenção quando em dado capitulo apresentam uma serie de relatos sobre acidentes ocorridos.

Como Técnico, encontrei nestes acidentes uma série de informações interessantes, no entanto o que mais chamou a atenção e que em quase todos os casos descritos - todos tendo incapacidade permanentes ou mesmo morte como conseqüência - a correção da causa se deu logo em seguida ao ocorrido, seja através da instalação de um pequeno pedaço de chapa, de uma grade, enfim de coisas absurdamente simples e com custo irrisório.

Isso quer dizer, que se houvesse de fato algum tipo de preocupação com as normas ou mesmo com a vida, tais acidentes e suas conseqüências seriam plenamente evitáveis, sem que para que isso houvesse necessidade de qualquer recurso maior.

Porque isso não ocorre : Pela cultura do não, pela forma absurda de não querer fazer pura e simplesmente.

Observem com mais detalhes e verão isso em muitos locais de trabalho. Notarão que ao longo dos anos, sabe-se lá porque, muitas pessoas desenvolveram um alto grau de rejeição com a questão da prevenção. Superficialmente talvez isso diga respeito a sensação de poder - ou seja - eu mando ! e Se não fui eu quem mandou fazer, ninguém vai fazer porque não quero. Ou numa forma variável - Na minha área mando eu ! Pode parecer estranho, mas isso existe e a quantidade não é pequena.

Para dar vida a este tipo de cultura, simultaneamente vemos dia após dia a impunidade. Vivemos ainda encobertos pela mística do termo acidente - do qual muitos se servem para encobrir verdadeiros homicídios.

Precisamos educar nossas autoridades - e  também sobre isso que falamos lá no inicio deste texto - fazer ver que acidente é algo imprevisível, que surge de uma conjuntura de fatos e ações que não foi possível precisar e ao mesmo tempo, que deixar uma engrenagem sem proteção nada tem haver com acidente, tudo tem haver com omissão seja em relação as leis - claras para este tema - seja em relação ao respeito a vida - assunto ainda meio obscuro em nossos dias.

Em certo ponto do processo das relações sociais, a questão da segurança e saúde se confunde com todas as demais questões que dizem respeito a preservação da vida humana. Enquanto existir possibilidade de justificar o injustificável - mesmo que diante da mais evidente prática da cultura do não - caminharemos assim, vendo que o trabalho matar, não naquilo que tem de sofisticado e por isso merece mais estudos e interpretações - mas nos rudimentos do conhecido, nos rudimentos do normalizado que jamais se cumpre pela certeza de que ocorra o que ocorrer  - a impunidade falará mais alto.

E diante desta cultura que devemos fazer frente. São estes os fatos que nos levam a crer que apenas a atuação rotineira da prevenção jamais será capaz de mudar a situação atual. Precisamos interpretar todo o contexto histórico do assunto e se desejamos mudanças verdadeiras, atuar em todas as frentes - seja como profissional seja como cidadão - ou na condição ideal de profissional-cidadão.

Acima de tudo, precisamos romper com nossa participação dentro da cultura do não, deixando de dizer não a prevenção como todo e enfiando a cara no buraco como avestruz que acha fazer o bastante mas limita-se apenas a fazer o mínimo, olhando e tendo consciência de que quando um trabalhador morre, morre também ali um cidadão.

Enfim, ou despertamos para o todo do assunto, ou continuamos apenas sendo os arautos das leis que outros fazem e os fiscais daqueles que poucos cumprem.

FONTE: AREASEG - por Cosmo Palasio de Moraes Jr


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CULINÁRIA FÁCIL...
RABADA NA PRESSÃO....
 




  • 6 cebolas cortadas em rodelas finas
  • 2 kg de rabo de boi bem limpo cortado nas juntas
  • 1 kg de linguiça de porco

  • Preparo
    Numa panela de pressão (7,5 litros) faça uma cama com a cebola, depois coloque o rabo de boi e termine com a lingüiça de porco.
    OBS: Fure as linguiças com um garfo.
    Tampe a panela e leve em fogo médio. Assim que pegar pressão deixe cozinhar por EXATAMENTE 1 hora.
    Retire a pressão, abra a panela e retire as carnes.
    OBS: Se utilizar lingüiça com pouca gordura, o caldo que se formará será bem ralo.


    PAVÊ DE BOMBOM


    Ingredientes

    • quanto baste de leite
    • quanto baste de achocolatado em pó
    • 1 pacote de biscoito champagne
    • Creme:
    • 1 lata de leite condensado
    • 1 1/2 lata de leite
    • 6 gemas de ovo
    • 1 colher (sopa) de amido de milho
    • quanto baste de bombom picado(s)
    • Cobertura:
    • 6 claras em neve
    • 1 lata de creme de leite
    • 3 colheres (sopa) de açúcar
    • Calda de chocolate

    Modo de preparo

    Em um recipiente, misture o leite com bastante achocolatado e coloque biscoitos Champagne até ficarem bem úmidos e os arrume no fundo de um refratário.

    Creme:
    Leve ao fogo o leite condensado, as gemas e o leite com o amido de milho dissolvido.
    Mexa até engrossar e coloque sobre a camada de biscoitos Champagne.
    Pique os bombons em pedaços pequenos e espalhe sobre a camada de creme (espere o creme esfriar um pouco, para o chocolate não derreter).

    Cobertura:
    Bata as claras e o açúcar até formar um suspiro bem firme.
    Misture delicadamente a lata de creme de leite às claras batidas e coloque sobre a camada de bombons
    Cubra o pavê com filme plástico e deixe na geladeira até o momento de servir.

    MENSAGEM...

    SEJA O TEU FALAR: "Sim, sim... Não... Não!" - JESUS
    Mateus 5:37

    Conta certa lenda que um homem doou uma moeda de prata a quatro pessoas.

    Uma delas, um persa, disse: - Com esta moeda, quero comprar angur.

    O segundo, um árabe, exclamou: - Que insensato, não vamos comprar angur. Vamos comprar inab.

    O terceiro era turco e disse: - Esta moeda é minha também e não quero nem inab, nem angur. Quero uzum.

    O quarto, um grego, não se conformou: - Calem-se todos. Com esta moeda compraremos isratil.
    Começaram a brigar entre eles porque ignoravam o verdadeiro sentido das palavras.

    Esbofetearam-se, insultaram-se, até que chegou ali um homem culto e que conhecia muitas línguas.

    Ele lhes disse:
    - Dêem-me esta moeda e confiem em mim. Com ela comprarei algo que satisfará a todos vocês.

    Sem opção melhor, eles lhe entregaram a moeda.

    O homem culto foi ao mercado. Com a moeda comprou uma boa porção de uvas que entregou aos quatro briguentos.

    Todos ficaram satisfeitos vendo seu próprio desejo realizado.

    Ignorantes, eles não sabiam que todos desejavam a mesma coisa, angur, inab, isratil e uzum. Todos queriam uva.

    Tantas vezes, na vida, estabelecemos disputas por não entender corretamente o que o outro diz, em vez de tornarmos a perguntar para melhor compreender, reagimos de imediato, criando desentendimentos.

    A palavra é instrumento da vida para vestir as idéias e as exteriorizar com clareza, nem sempre, contudo, somos felizes na sua utilização.

    Por isso, a palavra tem sido, ao longo dos séculos fomentadora de desacordos, desavenças, guerras, intrigas e morte.
    Dentro do lar, pensemos quantas vezes a utilizamos de forma indevida.

    No trato com companheiros de trabalho, quanta vez nos temos servido dela para fomentar intrigas...

    O que deveria ser aplicado de forma edificante, para levantar o mundo, enriquecer a vida com belezas, é criador de mal-estares.
    Não foi por outra razão que Jesus nos prescreveu: “seja o teu falar sim, sim, não, não” ...e o sábio Codificador da Doutrina Espírita, Allan Kardec, prescreveu que nos deveríamos entender a respeito do real significado das palavras.

    No trato com o semelhante, pois, sejamos mais pacientes, ouvindo melhor e falando de forma adequada.

    Utilizemos palavras sem duplo sentido, que possam ensejar maus entendimentos.

    Não utilizemos palavras grotescas para denominar situações e coisas, se outras existem, que melhor expressem o que desejamos dizer.

    Cuidemos da palavra ao nos expressar com relação aos outros. Da forma como nos referimos aos outros. Vejamos se gostaríamos de ser tratados da mesma forma.
    A palavra também carrega a vibração dos sentimentos com que a pronunciamos e atinge de forma feliz ou infeliz, o nosso interlocutor. Pode destruir ou levantar o outro, mas irrevogalmente, atingirá primeiro quem as proferiu, seja para o bem ou para o mal.

    Pensemos neste imenso tesouro que se chama palavra e nos sirvamos dela com sabedoria.

    Entendamo-nos a respeito do verdadeiro significado das palavras.

    Enriqueçamos os nossos clichês mentais com palavras edificantes.
    Não sejamos impacientes se preciso for repetir as nossas afirmações, mais de uma vez.

    Carreguemos de otimismo todas nossas expressões verbais, criando sempre uma psicosfera de bem-estar a quem nos ouve.

    Ao transmitir ordens, façamo-lo de forma clara.

    Ao expressar nossos pensamentos, quando algo deva ser decidido, ofereçamos a lucidez do verbo.

    Lembremos que somos responsáveis por toda palavra que saia de nossa boca, e que a nossa vida será aquilo que falamos.
    Pense nisso!

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