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segunda-feira, 5 de março de 2012

ACIDENTE DE TRABALHO - PREVENÇÃO E MANUTENÇÃO - PROANTAR BRASILEIRO

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ACIDENTES E MANUTENÇÃO
Prevenção que Salva Vidas

Este post revisa alguns grandes acidentes ocorridos recentemente, inclusive o da Estação brasileira na Antártida, considerando dois elementos comuns e essenciais: falta de manutenção e incêndio, ou seja, um tratamento insuficiente dos riscos previsto basicamente nas NRs 5 e 9.
Em seguida, apresentamos aos leitores uma tradução de Artigo da Agência Européia em SST (AESST) sobre aspectos práticos a respeito de Manutenção
MANUTENÇÃO EM SST


De acordo com parâmetros internacionais, MANUTENÇÃO pode ser definida como a “combinação de todas as ações técnicas, administrativas e de gerenciamento durante um ciclo de vida de algum item, direcionado para mantê-lo ou restaurá-lo para um estado no qual ele possa realizar a função requerida”. Esses itens podem ser ambientes de trabalho, equipamento de trabalho ou meios de transporte.

Manutenção é um termo genérico para uma variedade de atividades em todos os setores e em todos os tipos de ambientes de trabalho. Isto inclui atividades como inspeção, testagem, medidas, ajustes, reparos, deteção de falhas, reposição de partes, revisão, lubrificação e limpeza.

Atividades de manutenção recebem pouca atenção e poucos estudos em prevenção são efetivamente dedicados a essas atividades. Segundo um Estudo da Agência Européia para SST, todas as investigações de acidentes deveriam começar por avaliar a política de manutenção da empresa.
A Manutenção é uma atividade crítica para assegurar produtividade contínua e assim gerar bens e serviços de alta qualidade e sobretudo para manter as companhias competitivas. Existem vários exemplos de acidentes, como os mencionados aqui, em que a ausência ou manutenção inadequada pode levar a situações de alto risco, acidentes e problemas de saúde, e mesmo, de acidentes maiores.

Segundo a AESST, a própria atividade de manutenção não é considerada apenas um setor, mas uma atividade de alto risco, desenvolvida em todos os setores e em todos os ambientes de trabalho.

Além da importância da Manutenção como atividade essencial de prevenção, estatísticas apontam que mesmo assim, 10 a 15 % de acidentes fatais e 15 a 20% de todos os acidentes estão associados a manutenção.

Portanto, mesmo prevenindo riscos, a Manutenção é também uma atividade de alto risco.

ACIDENTES DEVIDOS A FALHAS DE MANUTENÇÃO

O acidente da Estação Antártida Comandante Ferraz pegou fogo destruindo 70% das instalações. Dois militares morreram durante o incêndio, tentando debelar as chamas sem EPI adequado e sem consiguirem instalar dispositivos de bombeamento de água para combate do fogo. O número de pessoas na estação era de 60 no total, quando o número máximo deveria ser 40.

O aumento e confinamento de pessoal sem dúvida aumentava o nível de stress. A Estação tem como ação como sendo 7210-0 (Pesquisa e Desenvolvimento experimental em ciências físicas e naturais). Utilizando as ferramentas de dimensionamento das NRs 4 e 5, havia necessidade de 1 CIPA com 2 representantes, mesmo não sendo necessária a presença de um Técnico de Segurança.

Há seis anos, em 2006, o almirante Antonio Cesar Sepulveda alertou, em artigo, para graves problemas na Base Comandante Ferraz, na Antártida. Culpou instalações corroídas pela ferrugem, falta de prevenção contra incêndio e de manutenção dos tanques de reabastecimento, tudo funcionando “na base do jeitinho”, além de laboratórios e alojamento precários.

De acordo com as informações obtidas do acidente, a reconstrução da Estação Comandante Ferraz demorará, pelo menos, dois anos, sendo a logística muito difícil.

Como um indicador do descaso com a gestão de riscos, no último mês de dezembro uma embarcação rebocada pela Marinha brasileira afundou no mar antártico, carregando 10 mil litros de óleo combustível. A embarcação estava estacionada a 900 metros da praia onde fica a estação incendiada no último sábado, e até
hoje não foi resgatada.

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O ACIDENTE DA PLATAFORMA BP
Outro acidente devido a falhas graves de manutenção foi o da Plataforma de Petróleo do Golfo do Mexico, ocorrido em abril de 2010, que matou 11 trabalhadores e provocou um vazamento de petróleo com alcance devastador para o meio ambiente da região, tendo sido controlado somente em Julho. 

Auditorias revelaram que um dos principais problemas era a precariedade da manutenção. Foi constatado que haviam 390 reparos pendentes, incluindo vários considerados de alta prioridade e que iriam requerer mais de 3.500 horas de trabalho. Observaram-se equipamentos de segurança com data de inspeção vencida, os registros de manutenção eram defasados com ausência de informações e qualidade pobre de relatórios que deixavam de registrar detalhes suficientes para convencer o leitor que a tarefa teria sido cumprida de acordo com o procedimento previsto.

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O ACIDENTE DA PLATAFORMA DA PETROBRÁS

Em fevereiro de 2011, Fiscais do Ministério do Trabalho interditaram uma plataforma da Petrobras, que já havia parado um mês antes, após um incêndio sem vítimas.

Entre os problemas encontrados pelo fiscais, destacam-se a precariedade do sistema de combate a incêndio, falta de iluminação de emergência, insuficiência do ar condicionado, falta de inspeções nos separadores atingidos pelo incêndio e falta de barreiras de contenção nas áreas do incêndio.
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ASPECTOS PRÁTICOS DE MANUTENÇÃO EM SST
Traduzido de um Relatório da Agência Européia para SST


Além dos riscos associados em qualquer ambiente de trabalho, operações de manutenção envolvem alguns riscos específicos.

O principal é trabalhar ao lado de outros processos em andamento e em estreito contato com máquinas e equipamentos. Durante uma operação normal, a automação tipicamente diminui a probabilidade de erro humano que possa levar a acidentes. Em atividades de manutenção, ao contrário da operação normal, o contato direto entre o trabalhador e a máquina não pode ser reduzido de forma significativa – manutenção é uma atividade onde trabalhadores precisam estar em íntimo contato com processos.

A Manutenção geralmente envolve trabalho não usual e tarefas fora da rotina e desenvolvidas em condições excepcionais, como o trabalho em espaços confinados.

Operações de manutenção de forma típica incluem ambos, montagem e desmontagem, geralmente envolvendo maquinário complicado. Isto pode estar associado a um grande risco de erro humano, aumentando o risco de acidente. Manutenção envolve tarefas em constante mudança, em um ambiente de trabalho ativo. Isto é especialmente verdadeiro no caso de trabalhadores contratados.

Subcontratação é um fator agravante em termos de segurança e saúde – numerosos acidentes e incidentes estão relacionados a manutenção subcontratada.

Trabalhar sob pressão do tempo é outro aspecto típico de operações de manutenção, especialmente quando é preciso parar produção ou reparos de alta prioridade estão envolvidos. Parece óbvio que atenção ao gerenciamento de riscos associados ao trabalho de manutenção é muito importante para a prevenção de agravos à segurança e saúde dos trabalhadores.

Uma das melhores maneiras de prevenir e controlar riscos ocupacionais relativos à manutenção é antecipá-los antes de desenhar os processos de construção e de estruturas, ambientes de trabalho, materiais e a planta de maquinário bem como o equipamento. (tarefas previstas na NR-9).

Como a Manutenção implica em uma variedade de atividades ela não está restrita a uma única ocupação. O tipo de manutenção depende do setor em que a manutenção está sendo desenvolvida. Assim, os riscos a que os trabalhadores de manutenção estão expostos pode ser tambem muito diferente, dependendo da tarefa e do setor onde se está trabalhando. Alguns exemplos abaixo:

MANUTENÇÃO, RISCOS E CONSEQUÊNCIAS
RISCOS
ATIVIDADES E CONSEQUÊNCIAS

RUÍDO
Manutenção em rodovias, ferrovias, túneis, pontes, metalurgia, fabricação de carros e aviões, etc., ocasionando perda auditiva, dificuldade de concentração, distúrbios de sono, úlceras e hipertensão;
VIBRAÇÕES
Manutenção em ambientes com excessiva ou vibração contínua. As vibrações localizadas são transmitidas aos membros superiores (e menos comumente aos membros inferiores) através, principalmente, do uso de ferramentas manuais, portáteis ou não, tais como motoserras, furadeiras, serras, politrizes, britadeiras e martelos pneumáticos.
Por seu turno, as vibrações de corpo inteiro são características em plataformas industriais, veículos pesados, tratores, retroescavadeiras e até mesmo no trabalho em embarcações marítimas e fluviais e trens;
Os sintomas iniciais da síndrome da vibração de mãos e braços incluem: branqueamento local, em um ou mais dedos de quaisquer ou ambas as mãos expostas à vibração, dor, paralisia, formigamento, perda da coordenação, falta de delicadeza e inabilidade para realizar tarefas intrincadas;
DESCONFORTO
E SITUAÇÕES
EXTREMAS
Manutenção em ambientes sob temperatura excessiva, umidade, ventilação insuficiente ou exposição a radiação ou fontes radiantes de calor;
QUÍMICOS
Manutenção de prédios, piscinas, rodovias, trabalhos de infraestrutura ou instalações industriais que utilizam substâncias químicas podem liberar susbtâncias químicas, além de asbestos em atividades de demolição e indústria naval.

BIOLÓGICOS
Atividades de manutenção em máquinas e equipamentos ligados à produção de alimentos, agricultura, cuidados de saúde, tratamento de resíduos; o risco aumenta quando os EPIs não são utilizados;
ERGONÔMICOS
Atividades de manutenção envolve algumas vezes elevação e transporte de cargas, movimentos repetitivos, esforço estático; alguns componentes podem ser de difícil acesso além de espaços reduzidos para movimentar o corpo e as ferramentas; pisos podem ser escorregadios, cabos podem atrapalhar a movimentação; alguns trabalhos são feitos sob desníveis, trabalho de joelhos ou apoiados nos braços, sem mecanismos de suspensão;

PSICOSSOCIAIS
Manutenção sob pressão do tempo, dificuldades de comunicação, trabalhar sozinho ou isolado, horário irregular de trabalho, turnos alternantes, trabalhos noturnos, conhecimento insuficiente ou falta de treinamento;
ACIDENTES
10-15% de acidentes fatais no trabalho e 15-20% de todos os acidentes estão associados à MANUTENÇÃO.
Fonte: Agência Européia para SST

CONCLUÍNDO...
Recentes acidentes maiores, como os da Estação brasileira da Antártida, demonstraram que o fator comum tem sido sempre a falta de manutenção ou manutenção inadequada. Com isso, há um superaquecimento dos dispositivos, máquinas, equipamentos e dos ambientes de trabalho. O resultado é invariavelmente a eclosão de incêndios de grandes proporções difíceis de conter, visto que os próprios equipamentos para combate a incêndios estão defasados, sem manutenção ou inoperantes. Instala-se o pânico, refratário a qualquer treinamento prévio e que afeta mesmo o mais especializado dos profissionais. Perdem-se vidas, muitas vezes de trabalhadores altamente qualificados.

Essas falhas tem sido comprovadas nas auditorias independentes e por ocasião de auditorias fiscais. E aí, quando ocorre o acidente, há uma tendência a se minimizar as falhas de manutenção atribuindo “fatalidade” ou “erro humano” como a causa do acidente. E isso voltou a se repetir no acidente da Antártida em que os próprios familiares dos trabalhadores mortos atribuem o acidente à fatalidade, visto que os profissionais eram altamente capacitados. Mas nenhuma capacitação supera um ambiente de trabalho com dispositivos obsoletos ou sem adequada manutenção.

Os profissionais de SST devem estar atentos à questão da manutenção como um dos itens prioritários na Gestão de Riscos, principalmente os equipamentos e procedimentos de combate a incêndios.

Ressalte-se que a palavra MANUTENÇÃO aparece em cerca 70% de todas as NRs, demonstrando o caráter prioritário dessa atividade na prevenção de doenças e acidentes nos ambientes de trabalho. A NR-6 já prevê medidas de manutenção dos EPIs. A NR-5 está toda calcada em cima da prevenção. E na NR-9 estão estabelecidos os mecanismos de antecipação, reconhecimento e controle de riscos.

Uma das NRs que mais fala de manutenção (cerca de 20 ocorrências em uma busca por palavras) é a NR-12 (MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS).

FONTE: NR FÀCIL


FUNERAL DOS MILITARES MORTOS NO PROJETO ANTAR - PROANTAR BRASILEIRO

CULINÁRIA FÁCIL

ARROZ VIRADO
  • 3 colheres (sopa) de óleo
  • 1/2 xícara (chá) de bacon picado
  • 1 cebola picada
  • 2 dentes de alho amassados
  • 2 gomos de linguiça calabresa fatiada
  • 2 xícaras (chá) de arroz branco cozido
  • 1 maço pequeno de couve rasgada
  • 1 xícara (chá) de farinha de mandioca
  • Sal a gosto
Modo de preparo
  • Em uma panela, aqueça o óleo em fogo médio, doure o bacon, a cebola, o alho e a linguiça por 5 minutos.
  • Adicione o arroz, a couve e misture.
  • Polvilhe com farinha, sal, misture e sirva em seguida.
Rendimento: 6 porções

BRIGADEIRO DE COLHER
INGREDIENTES
  • 1 lata de Leite MOÇA® Tradicional
  • meio tablete deNESTLÉ CLASSIC® Meio Amargo picado (85G)
  • 1 caixinha de Creme de Leite NESTLÉ® - Caixinha

  • Modo de Preparo
    Em uma panela, leve ao fogo baixo o Leite MOÇA® com o Chocolate. Cozinhe mexendo sempre até obter consistência de brigadeiro mole (que corresponde a cerca de 8 minutos). Retire do fogo, acrescente o Creme de Leite e misture bem. Distribua em pequenos copos descartáveis (30ml de capacidade). Espere esfriar e conserve em geladeira até o momento de servir.
                   
    Dicas:- Para fazer o Brigadeiro Branco, prepare a receita sem acrescentar o Chocolate NESTLÉ CLASSIC® Meio Amargo.
    - Decore com confeitos coloridos ou de chocolate, encontrados em supermercados ou lojas especializadas em artigos para festas.
    - O Brigadeiro pode ser conservado, em recipiente fechado na geladeira , por até 5 dias.

    MENSAGEM:

    ÊXITOS E INSUCESSOS

    "Sei viver em penúria e sei também viver em
    abundância." - Paulo. (Filipenses,4:12.)
    Em cada comunidade social, existem pessoas numerosas, demasiadamente preocupadas quanto aos sucessos particularistas, afirmando-se ansiosas pelo ensejo de evidência. São justamente as que menos se fixam nas posições de destaque, quando convidadas aos postos mais altos do mundo, estragando desastradamente, as oportunidades de elevação que a vida lhes confere.
    Quase sempre, os que aprenderam a suportar a pobreza é que sabem administrar, com mais propriedade os recursos materiais.
    Por esta razão, um tesouro amontoado para quem não trabalhou em sua posse é, muitas vezes, causa de crime, separatividade e perturbação.
    Pais trabalhadores e honestos formarão nos filhos a mentalidade do esforço próprio e da cooperação afetiva, ao passo que os progenitores egoístas e descuidados favorecerão nos descendentes a inutilidade e a preguiça.
    Paulo de Tarso, na lição à igreja de Filipos refere-se ao precioso imperativo do caminho no que se reporta ao equilíbrio, demonstrando a necessidade do discípulo, quanto à valorização da pobreza e da fortuna, da escassez e da abundância.
    O êxito e o insucesso são duas taças guardando elementos diversos que, contudo, se adaptam às mesmas finalidades sublimes. A ignorância humana, entretanto, encontra no primeiro o licor da embriaguez e no segundo identifica o fel para a desesperação. Nisto reside o erro profundo, porque o sábio extrairá da alegria e da dor, da fartura ou da escassez, o conteúdo divino.
    (De “Pão Nosso”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)



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