Total de visualizações de página

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Segurança do Trabalho - LEGISLAÇÃO APLICADA À SAÚDE OCUPACIONAL -


A insuficiência da saúde ocupacional e o surgimento da saúde do trabalhador.

A insuficiência do modelo da saúde ocupacional não constitui fenômeno pontual e isolado. Antes, foi e continua sendo um processo que, embora guarde uma certa especificidade do campo das relações entre trabalho e saúde, tem sua origem e desenvolvimento determinados por cenários políticos e sociais mais amplos e complexos.

Além disto, ainda que este processo tenha traços comuns que lhe conferem uma certa universalidade, ele ocorre em ritmo e natureza próprios, refletindo a diversidade dos mundos políticos e sociais, e as distintas maneiras de os setores trabalho e saúde se organizarem.

Em que cenário a insuficiência deste modelo se evidencia?

Um movimento social renovado, revigorado e redirecionado surge nos países industrializados do mundo ocidental - notadamente Alemanha, França, Inglaterra, Estados Unidos e Itália - mas que se espraia mundo afora. São os anos da segunda metade da década de 60, (maio de 1968 tipifica a exteriorização deste fenômeno) marcados pelo questionamento do sentido da vida, o valor da liberdade, o significado do trabalho na vida, o uso do corpo, e a denúncia do obsoletismo de valores já sem significado para a nova geração. Estes questionamentos abalaram a confiança no Estado e puseram em xeque o lado "sagrado" e "místico" do trabalho - cultivado no pensamento cristão e necessário na sociedade capitalista.

Este processo leva, em alguns países, à exigência da participação dos trabalhadores nas questões de saúde e segurança. Elas, mais que quaisquer outras, tipificavam situações concretas do cotidiano dos trabalhadores, expressas em sofrimento, doença e morte5,53.

Como resposta ao movimento social e dos trabalhadores, novas políticas sociais tomam a roupagem de lei, introduzindo significativas mudanças na legislação do trabalho e, em especial, nos aspectos de saúde e segurança do trabalhador. Assim, por exemplo, na Itália, a Lei 300, de 20 de maio de 1970 ("Norme per la libertá e la dignitá dei lavoratori, della libertá sindicale e dell'attivitá sindicale nei luoghi di lavoro"), mais conhecida como "Estatuto dos Trabalhadores", incorpora princípios fundamentais da agenda do movimento de trabalhadores, tais como a não delegação da vigilância da saúde ao Estado, a não monetização do risco, a validação do saber dos trabalhadores e a realização de estudos e investigações independentes, o acompanhamento da fiscalização, e o melhoramento das condições e dos ambientes de trabalho1,4,36,46,51.

Conquistas básicas de natureza semelhante, com algumas peculiaridades próprias de contextos político-sociais distintos, foram também sendo alcançados pelos trabalhadores norte-americanos (a partir da nova lei de 1970), ingleses (a partir de 1974), suecos (a partir de 1974), franceses (a partir de 1976), noruegueses (1977), canadenses (1978), entre outros36,46,55.

Toda esta nova legislação tem como pilares comuns o reconhecimento do exercício de direitos fundamentais dos trabalhadores, entre eles, o direito à informação (sobre a natureza dos riscos, as medidas de controle que estão sendo adotadas pelo empregador, os resultados de exames médicos e de avaliações ambientais, e outros; odireito à recusa ao trabalho em condições de risco grave para a saúde ou a vida; o direito à consulta prévia aos trabalhadores, pelos empregadores, antes de mudanças de tecnologia, métodos, processos e formas de organização do trabalho: e o estabelecimento de mecanismos de participação, desde a escolha de tecnologias, até, em alguns países, a escolha dos profissionais que irão atuar nos serviços de saúde no trabalho1,3,5,43,46,51,55

A década de 70 testemunha profundas mudanças nos processos de trabalho. Num sentido mais "macro", observa-se uma forte tendência de "terciarização" da economia dos países desenvolvidos, isto é, o início de declínio do setor secundário (indústria), e o crescimento acentuado do setor terciário (serviços), com óbvia mudança do perfil da força de trabalho empregada10,50.

Ocorre um processo de transferência de indústrias para o Terceiro Mundo, - uma verdadeira transnacionalizaçãoda economia - principalmente daquelas que provocam poluição ambiental ou risco para a saúde (ex.: asbesto, chumbo, agrotóxicos, e outros), e das que requerem muita mão-de-obra, com baixa tecnologia, como é o caso típico das "maquiladoras", que rapidamente se instalam nas "zonas livres" ou "francas", mundo afora. Os países do Terceiro Mundo, afligidos pela elevação dos preços do petróleo e pressionados pela recessão que se instala universalmente, buscam o desenvolvimento econômico a qualquer custo, aceitando e estimulando esta transferência, supostamente capaz de amenizar o desemprego e gerar divisas8,31,37.

Num nível "micro", observa-se a rápida implantação de novas tecnologias, entre as quais podem ser destacadas duas vertentes que se completam: a automação (máquinas de controle numérico, robots, e outros) e a informatização50,60.

Apesar de a automação e a informatização virem cercadas de uma certa aura mítica de se constituirem na "última palavra da ciência a serviço do homem", elas introduziram, na verdade, profundas modificações na organização do trabalho. Por exemplo, permitiram ao capital diminuir sua dependência dos trabalhadores, ao mesmo tempo em que aumentaram a possibilidade de controle. Ressurge, com vigor redobrado, o taylorismo,através de dois de seus princípios básicos: o da primazia da gerência (via apropriação do conhecimento operário e pela interferência direta nos métodos e processos), e o da importância do planejamento e controle do trabalho17, 60.

Contudo, se de um lado o capital busca reeditar as bases da "administração científica do trabalho", agora mais sofisticada, de outro, abre espaço a formas de "resistência" desenvolvidas pelos trabalhadores. Como conseqüência, são desenvolvidas, nos países escandinavos, experiências dos "grupos semi-autônomos", na Volvo e Saab, numa perspectiva de ampliar a participação dos trabalhadores, diminuindo os enfrentamentos.

No campo das idéias sobre saúde, predominava, até os anos'70, a concepção positivista de que a Medicina teria ampla autonomia e estaria no mesmo nível que outros subsistemas - como o econômico, o político, o educacional - e a suposição de que seria possível transformar a sociedade a partir de qualquer desses setores20.

Esta visão de mundo sustenta a teoria da multicausalidade do processo saúde-doença, onde os fatores de risco do adoecer e morrer são considerados com o mesmo valor ou potencial de agressão ao homem, visto este como "hospedeiro". A prática da saúde ocupacional assenta-se sobre esta concepção.

Entretanto, a partir do final dos anos'60, começam a aparecer críticas a esta concepção e a denúncia dos efeitos negativos da medicalização e do caráter ideológico e reprodutor das instituições médicas, com a proposta de desmedicalização da sociedade18,20,42.

No campo da prática médica, surgem programas alternativos de auto-cuidado de saúde, de assistência primária, de extensão de cobertura, de revitalização da medicina tradicional, uso de tecnologia simplificada, e ênfase na participação comunitária20.

Apesar da "apropriação" pelo Estado de algumas destas alternativas, surgidas da crítica às instituições médicas, e do fracasso relativo dessas medidas, elas revitalizam a discussão teórica sobre a articulação da saúde na sociedade20,42.

Nesse intenso processo social de discussões teóricas e de práticas alternativas, ganha corpo a teoria da determinação social do processo saúde-doença, cuja centralidade colocada no trabalho - enquanto organizador da vida social - contribui para aumentar os questionamentos à medicina do trabalho e à saúde ocupacional15,30,58.

As críticas tornam-se mais contundentes, à medida que surgem, em nível da rede pública de serviços de saúde, programas de assistência aos trabalhadores, com ativa participação destes, e das suas organizações. Os programas contribuem para desvelar o impacto do trabalho sobre a saúde, questionam as práticas dos serviços de medicina do trabalho nas empresas e instrumentalizam os trabalhadores nas suas reivindicações por melhores condições de saúde13,15,19,32,33,41,47,58.

Neste processo de questionamento da prática médica e gestação de uma nova prática, alguns pensadores tiveram papel de destaque. Entre eles, Polack48 com suas idéias radicais, de que "a medicina no modo de produção capitalista é a medicina do capital"; Berlinguer5, que trabalhou ativamente a questão da saúde do trabalhador no movimento da Reforma Sanitária italiana; e Foucault18,20, ao dissecar questões nevrálgicas da prática médica, desnudando o poder e o controle, tão bem representados na medicina do trabalho.

Quais as conseqüências deste intenso processo social de mudanças sobre a aparente hegemonia do "modelo da saúde ocupacional"?

É possível identificar, entre outras:
- Os trabalhadores explicitam sua desconfiança nos procedimentos técnicos e éticos dos profissionais dos serviços de saúde ocupacional (segurança, higiene e medicina do trabalho); estes têm uma enorme dificuldade em lidar com o "novo", mormente naquilo que significou perda de poder e hegemonia5,16,39,51.
- O exercício da participação do trabalhador em questões de saúde pôs em xeque, em muitos casos, conceitos e procedimentos amplamente consagrados pela saúde ocupacional, como por exemplo, o valor e a ética de exames médicos pré-admissionais e periódicos, utilizados, segundo a denúncia dos trabalhadores, para práticas altamente discriminatórias28.
- Desmorona o mito dos "limites de tolerância" que fundamentou a lógica da saúde ocupacional (principalmente higiene e toxicologia) por mais de 50 anos. A fundamentação científica é questionada (para não dizer desmoralizada); o conceito de "exposição segura" é abalado; e os estudos de efeitos comportamentais provocados pela exposição a baixas doses de chumbo e de solventes orgânicos, põem em xeque os critérios de "proteção de saúde" que vigiram nos países industrializados ocidentais até há pouco6,9,14,21,29,54.
- À medida em que a organização do trabalho amplia sua importância na relação trabalho/saúde, requerem-se novas estratégias para a modificação de condições de trabalho, que "atropelam" a Saúde Ocupacional (até então trabalhando na lógica "ambiental")23.
- A utilização de novas tecnologias - em especial as que introduzem a automação e a informatização nos processos de trabalho - embora possa contribuir para o melhoramento das condições de trabalho. acabam introduzindo novos riscos à saúde, quase sempre decorrentes da organização do trabalho, e portanto, de difícil "medicalização"
- As modificações dos processos de trabalho em nível "macro" (terciarização da economia), e "micro" (automação e informatização), acrescentados à eliminação dos riscos nas antigas condições de trabalho, provocam um deslocamento do perfil de morbidade causada pelo trabalho: as doenças profissionais clássicas tendem a desaparecer, e a preocupação desloca-se para as outras "doenças relacionadas com o trabalho" (work related diseases). Passam a ser valorizadas as doenças cardiovasculares (hipertensão arterial e doença coronariana), os distúrbios mentais, o estresse e o câncer, entre outras. Desloca-se, assim, a vocação da saúde ocupacional, passando esta a se ocupar da "promoção de saúde", cuja estratégia principal é a de, através de um processo de educação, modificar o comportamento das pessoas e seu "estilo de vida"10,22,34,35.
- Na verdade, esta nova exigência colocada à saúde ocupacional nos países desenvolvidos e nas grandes corporações no Terceiro Mundo, se superpõe àquelas existentes na imensa maioria dos estabelecimentos de trabalho (pequenos e médios) e na economia informal, onde permanecem as condições de risco para a saúde dos trabalhadores, com os problemas clássicos e graves, até hoje não solucionados pelos modelos utilizados.

Características da saúde do trabalhador

Do intenso processo social de mudança, ocorrido no mundo ocidental nos últimos vinte anos, foram mencionados, anteriormente, alguns aspectos que, no âmbito das relações trabalho x saúde, conformaram a saúde do trabalhador.

Como característica básica desta nova prática, destaca-se a de ser um campo em construção no espaço da saúde pública. Assim, sua descrição constitui, antes, uma tentativa de aproximação de um objeto e de uma prática, com vistas a contribuir para sua consolidação enquanto área19,58.

O objeto da saúde do trabalhador pode ser definido como o processo saúde e doença dos grupos humanos, em sua relação com o trabalho. Representa um esforço de compreensão deste processo - como e porque ocorre - e do desenvolvimento de alternativas de intervenção que levem à transformação em direção à apropriação pelos trabalhadores, da dimensão humana do trabalho, numa perspectiva teleológica.

Nessa trajetória, a saúde do trabalhador rompe com a concepção hegemônica que estabelece um vínculo causai entre a doença e um agente específico, ou a um grupo de fatores de risco presentes no ambiente de trabalho e tenta superar o enfoque que situa sua determinação no social, reduzido ao processo produtivo, desconsiderando a subjetividade15,30,58.

Apesar das dificuldades teórico-metodológicas enfrentadas, a saúde do trabalhador busca a explicação sobre o adoecer e o morrer das pessoas, dos trabalhadores em particular, através do estudo dos processos de trabalho, de forma articulada com o conjunto de valores, crenças e idéias, as representações sociais, e a possibilidade de consumo de bens e serviços, na "moderna" civilização urbano-industrial15.

Nessa perspectiva, e com as limitações assinaladas, a saúde do trabalhador considera o trabalho, enquanto organizador da vida social, como o espaço de dominação e submissão do trabalhador pelo capital, mas, igualmente, de resistência, de constituição, e do fazer histórico. Nesta história os trabalhadores assumem o papel de atores, de sujeitos capazes de pensar e de se pensarem, produzindo uma experiência própria, no conjunto das representações da sociedade15,53.

No âmbito das relações saúde x trabalho, os trabalhadores buscam o controle sobre as condições e os ambientes de trabalho, para torná-los mais "saudáveis". É um processo lento, contraditório, desigual no conjunto da classe trabalhadora, dependente de sua inserção no processo produtivo e do contexto sócio-político de uma determinada sociedade43,53.

Assim, a saúde do trabalhador apresenta expressões diferentes segundo a época e o país, e diferenciada dentro do próprio país, como pode ser observado na Itália, na Escandinávia, no Canadá, ou no Brasil. Porém, apesar das diferenças, mantém os mesmos princípios - trabalhadores buscam ser reconhecidos em seu saber, questionam as alterações nos processos de trabalho, particularmente a adoção de novas tecnologias, exercitam o direitto à informação e a recusa ao trabalho perigoso ou arriscado à Saúde 1,4,5,43,46

Na implementação deste "novo" modo de lidar com as questões de saúde relacionadas ao trabalho, os trabalhadores contam com dois apoios importantes: uma assessoria técnica especializada e o suporte, ainda que limitado, dos serviços públicos estatais de saúde.

No Brasil surge a assessoria sindical feita por profissionais comprometidos com a luta dos trabalhadores, que individualmente ou através de organizações como o Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho (DIESAT) e o Instituto Nacional de Saúde no Trabalho (INST), no caso do Brasil, estudando os ambientes e condições de trabalho, levantando riscos e constatando danos para a saúde; decodificando o saber acumulado, num processo contínuo de socialização da informação; resgatando e sistematizando o saber operário, vivenciando, na essência, a relação pedagógica educador-educando16,27,52.

Também pode ser constatada a contribuição ao desenvolvimento da área de saúde do trabalhador, trazida pelos técnicos que em nível das instituições públicas - as Universidades e Institutos de Pesquisa, a rede de Serviços de Saúde e fiscalização do trabalho - somam esforços na luta por melhores condições de saúde e trabalho, através da capacitação profissional, da produção do conhecimento, da prestação de serviços e da fiscalização das exigências legais13,19,47,58.

Como características desta "nova prática" cabe ainda mencionar o esforço que vem sendo empreendido no campo da saúde do trabalhador para integrar as dimensões do individual x coletivo, do biológico x social, do técnico x político, do particular x geral. E um exercício fascinante, ao qual têm se dedicado os profissionais de saúde e os trabalhadores, que parece apontar uma saída para a grave crise da "ciência médica" ou das "ciências da saúde", neste final de século. Os cânones clássicos colocados a partir de formas fragmentadas de ver e estudar o mundo, se contribuiram para o aprofundamento do conhecimento em níveis inimagináveis, estão a necessitar de uma nova abordagem que consiga reuní-los, articulá-los, colocando-os a serviço dos homens.

No Brasil, a emergência da saúde do trabalhador pode ser identificada no início dos anos'80, no contexto da transição democrática, em sintonia com o que ocorre no mundo ocidental.

Entre suas características básicas, destacam-se:
- Ganha corpo um novo pensar sobre o processo saúde-doença, e o papel exercido pelo trabalho na sua determinação2,15,49,58.
- Há o desvelamento circunscrito, porém inquestionável, de um adoecer e morrer dos trabalhadores, caracterizado por verdadeiras "epidemias", tanto de doenças profissionais clássicas (intoxicação por chumbo, mercúrio, benzeno, e a silicose), quanto de "novas" doenças relacionadas ao trabalho, como a LER (lesões por esforços repetitivos), por exemplo16,47,52.
- São denunciadas as políticas públicas e o sistema de saúde, incapazes de dar respostas às necessidades de saúde da população, e dos trabalhadores, em especial12,49.
- Surgem novas práticas sindicais em saúde, traduzidas em reivindicações de melhores condições de trabalho, através da ampliação do debate, circulação de informações, inclusão de, pautas específicas nas negociações coletivas, da reformulação do trabalho das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPAs), no bojo da emergência do novo sindicalismo16,27.
Este processo social se desdobrou em uma série de iniciativas e se expressou nas discussões da VIII Conferência Nacional de Saúde, na realização da I Conferência Nacional de Saúde dos Trabalhadores, e foi decisivo para a mudança de enfoque estabelecida na nova Constituição Federal de 1988. Mais recentemente, a denominação "saúde do trabalhador" aparece, também, incorporada na nova Lei Orgânica de Saúde, que estabelece sua conceituação e define as competências do Sistema Único de Saúde neste campo7,11,12,38.

A caminhada da medicina do trabalho à saúde do trabalhador encontra-se em processo. Sua história pode ser contada em diferentes versões, porém com a certeza de que é construída por homens que buscam viver. Livres.


Referências Bibliográficas
1. ASSENATO, G. & NAVARRO, V. Workers participation and control in Italy: the case of occupational medicine.Int. J. Hlth Serv., 10: 217-21, 1980.       
2. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA (ABRASCO). Saúde e trabalho: desafios para uma política. Rio de Janeiro, 1990.       
3. BAETJER, A.M. The early days of Industrial Hygiene - their contribution to the current problems. Amer. industr. Hyg. Ass. J., 41:773-77, 1980.       
4. BAGNARA, S. et al. Trends in occupational health and safety in Italy. Int. J. Hlth Serv., 11: 431-50, 1981.       
5. BERLINGUER, G. A saúde nas fábricas. São Paulo, Hucitec, 1978.    
6. BLEECKER, M.L. et al. Dose-related subclinical neurobehavioral effects of chronic exposure to low levels of organic solvents. Amer. J. industr. Med., 19: 715-28, 1991.      
7. BRASIL, Leis, etc. Lei no 8.080 de 19 de setembro de 1990: dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 20 set. 1990. Seção I, p. 18055-60.       
8. CASTLEMAN, B.I. The export of hazardous factories to developing nations. Int. J. Hlth Serv., 9: 569-606, 1979.        
9. CASTLEMAN, B.I. & ZIEM, G.E. Corporate influence on threshold limit values. Amer. J. industr. Med., 13: 531-59, 1988.       
10. CESANA, G. et al. Sorveglianza sanitaria e prevenzione nel terziario problematiche e prospettive. Med. Lav.,81: 262-72, 1990.      
11. CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE, 8a, Brasília, 1986. Anais. Brasília, Centro de Documentação do Ministério da Saúde, 1987.     
12. CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE DOS TRABALHADORES, 1a, Brasília, 1986. Relatório final. Brasília, 1986.      
13. COSTA, D.F. et al. Programa de saúde dos trabalhadores; a experiência da zona norte: uma alternativa em saúde pública. São Paulo, Oboré, 1989.   
14. CRANMER, J.M. & GOLDBERG, L. Neurobehavioral effects of solvents Neurotoxicology, 7: 1-95, 1986.        
15. DIAS, E.C. Fotografando os anos 80. In: Buschinelli, J. et al., eds. Isto é trabalho de gente? Vidas. Trabalho e Saúde no Brasil. São Paulo, Cortez, 1991. [no prelo].       
16. DEPARTAMENTO INTERSINDICAL DE ESTUDOS E PESQUISAS DE SAÚDE E DOS AMBIENTES DE TRABALHO (DIESAT). Insalubridade: morte lenta no trabalho. São Paulo, Oboré, 1989.     
17. FLEURY, A.C.C. & VARGAS, N., org. Organização do trabalho. São Paulo, Atlas, 1987.    
18. FOUCAUT, M. História de la medicalización. Educ. med. Salud., 11: 1-25, 1977.    
19. FREITAS, C.U. et al. Saúde pública e ações de saúde do trabalhador: uma análise conceitual e perspectivas de operacionalização programática na rede básica da Secretaria de Estado da Saúde. Temas IMESC. Soc. Dir. Saúde, 2 (1): 3-10, 1985.        
20. GARCIA, J.C. Medicina & sociedad: las corrientes de pensamiento en el campo de la salud. Educ. med. Salud, 17: 363-97, 1983.        
21. GOLDSMITH, J.B. Perspective on what we formerly called threshold limit values. Amer. J. industr. Med., 19: 805-12, 1991.        
22. GREEN, I.W. & KREUTER, L.W. Health promotion as a public health strategy for the 1990s. Ann. Rev. publ. Hlth, 11: 319-34, 1990.        
23. GUSTAVSEN, B. Mejoras del medio ambiente de trabajo: una nueva estrategia? Rev. Int. Trab., 99 (2): 173-88, 1980.        
24. HAMILTON, A. Exploring the dangerous trades. 2nd ed. Boston, Northeastern University Press, 1985.     
25. HAMILTON, A. Forty years in the poisonous trades. Amer. J. Med., 7 :3-18, 1985.      
26. HUSSEY, B. Engineering in industrial health education (Discussion). Occup. Med., 4: 204, 1947.  
27. INSTITUTO NACIONAL DE SAÚDE NO TRABALHO. CUT avança na luta pela saúde no trabalho. Informat. INST,1(1): 1, 1990.       
28. KENNEDY, S.M. Medical screening for occupational disease risk is not a control measure. Amer. J. industr. Med., 20: 271-2, 1991.       
29. LANDRIGAN, P.J. et al. Neuropsychological dysfunction in children with chronic low-level lead absorption.Lancet, 1:708-12, 1975.        
30. LAURELL, A.C. & NORIEGA, M. Processo de produção e saúde: trabalho e desgaste operário. São Paulo, Hucitec, 1989.        
31. MEDICI, A.C. Saúde e crise na América Latina (Impactos sociais e políticas de ajuste). Rev. Adm. públ., 23(3): 7-98, 1989.        
32. MENDES, R. Doutrina e prática da integração da saúde ocupacional no setor saúde: contribuição para a definição de uma política. São Paulo, 1986. [Tese de Livre Docência - Faculdade de Saúde Pública da USP1       
33. MENDES, R. Subsídios para um debate em torno da revisão do atual modelo de organização da saúde ocupacional no Brasil. Rev. bras. Saúde ocup., 16 (64): 7-25, 1988.       
34. MENDES, R. O impacto dos efeitos da ocupação sobre a saúde de trabalhadores. I - Morbidade. Rev. Saúde públ., S. Paulo, 22: 311-26, 1988.       
35. MENDES. R. O impacto dos efeitos da ocupação sobre a saúde de trabalhadores. II - Mortalidade. Rev. Saúde públ., S. Paulo, 22: 441-57, 1988.        
36. MENDES, R. A prática da integração da saúde ocupacional no setor saúde: análise de alguns modelos estngeiros. Rev. bras. Saúde ocup., 17 (65): 7-15, 1988.       
37. MICHAELS, D. et al. O desenvolvimento econômico e a saúde na América Latina: novas tendências para a saúde pública em países subdesenvolvidos. Rev. bras. Saúde ocup., 13 (51): 7-14, 1985.       
38. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Saúde do trabalhador: diretrizes de ação para o SUS. Brasília, 1991. [Mimeografado].        
39. MIRANDA, C.R. Medicina do trabalho: sua prática e seu mercado de trabalho no Estado da Bahia. Salvador, 1990. [Dissertação de Mestrado - Faculdade de Medicina da UFBA].        
40. NOGUEIRA, D.P. A saúde dos trabalhadores e a empresa. São Paulo, s.d. [Mimeografado].       
41. NOGUEIRA, D.P. Incorporação da saúde ocupacional à rede primária de saúde. Rev. Saúde públ., S. Paulo,18: 495-509, 1984.        
42. NUNES, E.D., org. As ciências sociais em saúde na América Latina: tendências e perspectivas. Brasília, Organização Panamericana da Saúde. 1985.       
43. ODDONE, I. et al. Ambiente de trabalho: a luta dos trabalhadores pela saúde. São Paulo, Hucitec, 1986.       
44. OLIVEIRA, J.A.A. & TEIXEIRA, S.M.F. (Im) Previdência Social; 60 anos de história da previdência no Brasil.Petrópolis, Vozes, 1986.        
45. ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO. Recomendación sobre los servicios de Medicina del Trabajo en los lugares de empleo (Recomendación no 112 de la OIT adoptada en 24 de junio de 1959). In: Convenios y recomendaciones (1919-1966). Genebra, 1966. p. 1054-8.        
46. PARMEGGIANI, L. A nova legislação de segurança e saúde dos trabalhadores. Rev. bras. Saúde ocup., 15(50): 19-27, 1985.       
47. PIMENTA, A.L. & CAPISTRANO FILHO, D., org. Saúde do trabalhador. São Paulo, Hucitec, 1988.      
48. POLACK, J.C. La medicine du Capital. Paris, Francois Maspero, 1971.    
49. POSSAS, C.A. Epidemiologia e sociedade: heterogeneidade estrutural e saúde no Brasil. São Paulo, Hucitec, 1989.   
50. PROGRAMA REGIONAL DE EMPREGO PARA AMÉRICA LATINA E CARIBE (PREALC) Cambio tecnológico: empleo y trabajo. Santiago, PREALC, 1989. [Documentos de trabajo, 333].  
51. REICH, M.R. & GOLDMAN, R.H. Italian occupational health: concepts, conflicts', implications. Amer. J. publ. Hlth, 74: 1031-41,1984.      
52. RIBEIRO, H.P. & LACAZ, F.A.C., org. De que adoecem e morrem os trabalhadores. São Paulo, DIESAT, 1984.        
53. RIGOTTO, R.M. A saúde do trabalhador como campo de luta. Belo Horizonte, 1990. [Mimeografado].        
54. ROACH, S.A. & RAPPAPORT, S.M. But they are not thresholds: a critical analysis of the documentation of threshold limit values. Amer. J. industr. Med., 17: 727-53, 1990.    
55. ROUSTANG, G. Os trabalhadores e a higiene e segurança na França. Rev. bras. Saúde ocup., 13 (5): 40-6, 1985.        
56. SCHILLING, R.S.F. Developments in occupational health. In: Schilling, R.S.F., ed. Occupational health practice. 2nd ed. London, Butherworths, 1981. p. 3-26.        
57. SELBY, C.D. Scope and organization of health service in industry. In: Lanza, A.J. & Goldberg, J.A, eds.Industrial higiene. New York, Oxford University Press, 1939. p. 4.    
58. TAMBELLINI, A.T. Da medicina do trabalho à saúde dos trabalhadores. In: Congresso da Associação Nacional de Medicina do Trabalho, 5o, Florianópolis, 1987. Anais. Florianópolis. ANAMT, 1987. p. 39-60.        
59. TOWNSEND, J.G. The problem of industrial hygiene. New Orleans Med. Surg. J., 95: 505-12, 1943.        
60. ZIDAN, L.N. Repercussões da introdução de novas tecnologias e automação nas condições de trabalho no Brasil. São Paulo, s.d. [Mimeografado].     

AOS BANCOS & EMPRESAS QUE ESTÃO RENOVANDO SEUS PROJETOS OU QUERENDO IMPLANTÁ-LOS NESTE FIM DE ANO CONTATE-NOS NOS E-MAIL'S PARA MAIORES INFORMAÇÕES SOBRE PRAZO  E ORÇAMENTOS!!!
DISPONIBILIDADE PARA DESLOCAMENTOS E VIAGENS!!!

PARA NOSSAS: 
MEDIÇÕES E PROJETOS,  
DDS, PALESTRAS,
 WORKSHOP'S, TREINAMENTOS, 

INSTITUIÇÃO E CURSO 

DE CIPA, NR's, 

CURSOS DE ORATÓRIA, 5 'S', 

SEUS DIREITOS TRABALHADOR 

 EMPRESA, HIGIENE 

 COMPORTAMENTO 

ORGANIZACIONAL,

CONTATE-NOS PELOS E-MAIL'S: 

ecs559@hotmail.com   &   liliansat9@hotmail.com 


TEMOS FISIOTERAPEUTA DO TRABAHO 

PARA APLICAR DDS EM ERGONOMIA  E 

GINÁSTICA LABORAL EM BANCOS E 

EMPRESAS!!! CONTATE-NOS NOS 

E-MAIL'S: ecs559@hotmail.com & 

liliansat9@hotmail.com PARA MAIORES 

INFORMAÇÕES E ORÇAMENTOS!!!


PARABÉNS TST'S ANIVERSARIANTES!!!

$$EMPREENDA, FAÇA E VENDA$$$




CULINÁRIA FÁCIL:

PENNE CACHORRO QUENTE

Ingredientes

- 500 g de macarrão penne

- 750 de salsicha fina (Sadia®)

- 1 cebola grande picada
- 1 cebola média picada
- 3 tomates sem pele e sem sementes, picados
- 8 dentes de alho amassados
- 150 g de molho Pomarola® Tradicional
- manjerona, manjericão e tomilho in natura, a gosto
- 1 folha de louro desidratada
- 3 colheres (sopa) de catchup
- 1 tablete de caldo de carne
- 1 colher (sopa) de farinha de trigo, dissolvida em ½ xícara (chá) 

de água

- pimenta do reino a gosto.
- 3 colheres (sopa) azeite de oliva
- 200 g de queijo mussarela picado
- orégano desidratado a gosto

Modo de Preparo
Cozinhar o macarrão al dente. Reservar.
Lavar as salsichas, cortá-las em rodelas, colocar em uma panela, 

colocar água até cobri-las e levar ao fogo até cozinhá-las. Reservar
Em uma panela colocar o azeite, quando quente acrescentar a 

cebola grande e 4 dentes de alho, deixar dourar. Adicionar os 

tomates, a cebola média, as ervas finas, o louro e os 4 dentes de 

alho restante, deixar refogando até desmanchar os tomates. 

Acrescentar o Pomarola, ir refogando até escurecer um pouco. 

Despeje as salsichas, com o caldo do cozimento. Acrescente o 

caldo de carne, o catchup, sal e pimenta, deixe cozinhar por mais 

alguns minutos e adicione a farinha de trigo dissolvida em água. 

Cozinhe até engrossar o caldo.

Em um refratário coloque o penne, cubra com o molho de salsicha, 

cubra com o queijo mussarela e finalize com o orégano. Cubra com 

papel alumínio e leve ao forno para assar até que o queijo derreta.


MENSAGEM:


Nenhum comentário: