terça-feira, 27 de dezembro de 2011

A Ressaca Dentro do Corpo

Saiba o que é e quando acontece a ressaca e a duração dos efeitos do álcool no seu corpo...

Overdose é o termo que usamos quando referimos a doses excessivas de determinada substância no corpo, causando intoxicação no indivíduo. No caso do álcool, se você bebeu muito, provavelmente sentirá tonturas, vômitos, se sentirá eufórico – ou deprimido, dentre outras características.

Tontura, dor de cabeça, sensação de boca seca, desânimo, sentidos no dia seguinte são sintomas da famosa "ressaca": uma reação do seu corpo a essa ingestão demasiada. 40 miligramas de etanol por 100 mililitros são suficientes para gerar o quadro de euforia, causando esse desconforto no dia posterior.

O coma alcoólico seria um próximo passo, necessitando de internação e aplicações de insulina, lavagens estomacais e outros tratamentos, de acordo com a intoxicação. 300 mg de etanol por 100 mL de sangue, aproximadamente, levam o indivíduo a esse quadro. Uma intoxicação mais severa (aproximadamente 500 mg por 100 mL), pode causar a morte por overdose.

O uso excessivo e prolongado do álcool pode irritar a mucosa estomacal, causando a gastrite. Essa confere muito desconforto ao portador, uma vez que causa ardência, queimação, dores de cabeça, etc. Outras conseqüências, e ainda mais graves, são: o aumento da pressão arterial, problemas no coração e pâncreas, hepatite e cirrose. Distúrbios do sistema nervoso, como desatenção e tremedeira, também podem fazer parte do quadro.

O fígado é um dos principais órgãos afetados, uma vez que é ele quem armazena o glicogênio - a nossa reserva de glicose, que oferece energia aos animais, inclusive o humano – e o libera aos poucos para a corrente sanguínea.

Quando o indivíduo está sem se alimentar por um tempo razoável, suas reservas se esgotam, fazendo com que este órgão sintetize a glicose a partir das nossas proteínas musculares. Essa síntese é dificultada na presença do álcool, visto que o etanol bloqueia essa ação. Assim sendo, é compreensível o porquê das pessoas que estão bebendo em jejum se afetam mais rapidamente e o porquê do álcool em excesso, ao longo do tempo, pode causar a cirrose hepática.

Dessa forma, caso deseje mesmo beber, procure se alimentar antes e durante, priorizando alimentos ricos em amido. Evite beber excessivamente, procurando revezar, entre um copo e outro de bebida, um copo de água, para evitar a desidratação dos neurônios, responsável pela ressaca.
SINTOMAS:

Os sintomas da ressaca variam, mas incluem um ou mais dos seguintes:

Desidratação:
na manhã seguinte, sua boca está completamente seca. A desidratação é a culpada por isto, e em parte, também pelas dores de cabeça, náuseas e enjoos. O álcool é um diurético, isto significa que ele impede o organismo de liberar um hormônio que retém água. Sudorese, diarreia e vômitos, que podem
acompanhar a ressaca, também são fatores associados à desidratação. Os sintomas de desidratação são tontura, mal estar, sede e fraqueza.

Cansaço: no dia posterior ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas, você provavelmente estará com muita fadiga. Isto é devido ao efeito negativo do álcool sobre o sono. Apesar de o álcool ser um sedativo, a qualidade do sono é grandemente prejudicada. Pessoas que consomem bebidas alcoólicas
tendem a ter dificuldade na manutenção do sono, com despertar frequente e menor quantidade de sono.

Dor de cabeça: geralmente são dores de cabeça como um tambor batendo dentro do crânio. A intoxicação por álcool parece provocar a dilatação dos vasos sanguíneos do cérebro, que pode contribuir para essa forte dor em algumas pessoas. O álcool também tem efeito em alguns neurotransmissores, podendo desencadear dores de cabeça.

DICAS PARA EVITAR A RESSACA:


Antes da farra...




Alimente-se com qualidade:
uma boa refeição antes de começar a farra desacelera os efeitos da bebida alcoólica. Com o estômago cheio, o álcool permanece lá por mais tempo e é processado mais lentamente. Os alimentos também protegem a mucosa do estômago e em consequência reduz a acidez.

Use o azeite, ele é um grande aliado:
alimentos que possuem gordura poliinsaturada, como azeite de oliva extra virgem, protegem o fígado dos efeitos do álcool. A melhor opção é o uso de saladas, risoto ou peixe e usar bastante azeite.

Evite refluxos:
quem sofre de problemas gástricos como refluxo ou úlcera precisa de cuidados redobrados antes de encarar as festas regadas a drinques e comidas pesadas. O ideal é conversar antes com o médico, que poderá receitar medicamentos para proteger o estômago.

Na hora de encher o copo...

Beba líquidos não-alcoólicos:
faça uma pausa entre as rodadas para beber água ou suco. Você vai evitar – ou pelo menos retardar – a desidratação. Para quem prefere uísque ou vodca uma boa pedida é misturar as doses com água ou muito gelo. As caipifrutas são uma opção mais leve para quem quer beber sem sofrer tanto. Além de hidratar, as frutas usadas nessas bebidas contêm um açúcar natural que ajuda a compensar a glicose perdida. O exagero é prejudicial mesmo com essas dicas.

Coma algo doce: seu corpo sofre uma baixa nos níveis de glicose quando você exagera no álcool. Por isso a saída é devorar balas e chocolates? Errado! “Os doces não previnem a ressaca”, alerta a nutricionista Vanessa Schmidt. “Mesmo assim eles podem equilibrar um pouco a quantidade de açúcar no sangue”, diz ela.

No dia seguinte...









Invista na água-de-coco: rica em potássio, triglicérides e frutose, a água-de-coco é um poderoso isotônico natural e compensa as perdas de sais minerais causadas por suor, diarreia e vômitos, três grandes reflexos da ressaca. Beber meio litro antes e meio litro depois é o ideal.

Use bebidas isotônicas:
álcool em excesso pode causar vômitos e diarreia, que por sua vez levam embora os sais minerais tão importantes ao corpo. Os isotônicos hidratam e compensam essa perda.

Evite o uso de sais:
eles aliviam alguns problemas, mas não curam totalmente o mal. Os sais de frutas podem causar uma sensação de conforto, mas podem irritá-lo ainda mais o estômago.

Exercícios físicos dificilmente são capazes de curar a ressaca:
praticar esportes quando se está de ressaca deixa o corpo ainda mais desidratado. O correto é fazer uma pausa e, em vez de suar, repor a água perdida. Para praticar exercícios físicos é preciso estar com o organismo equilibrado.


E, claro: se beber, não dirija!!!

FONTE:  Mariana Araguaia - Bióloga



ALCOOLISMO...
O alcoolismo ainda constitui um dos grandes flagelos que assolam a Humanidade, desequilibrando as normas da vida, provocando tragédias contínuas e contínuos desassossegos e enchendo os manicômios com uma percentagem aterradora.

Se, para a Humanidade, ele constitui esse mal avassalador, penetrando em todas as camadas e nela deixando a sua marca de tragédia com conseqüentes desesperos e lágrimas, para a ciência humana, constitui, também, um mal que não tem encontrado barreiras no seu ímpeto assolador e, pior do que isso – não tem permitido que se lhe anteponha uma terapêutica criteriosa, capaz se não de anular os seus efeitos, pelo menos, atenuar os seus males.

Ainda uma vez, a ciência dos homens entra com o seu contingente de culpa, deixando as células e os neurônios intoxicados sem possibilidade para um tratamento eficiente.

O materialismo da ciência humana continua sendo mesmo neste setor – vícios – o precipício à borda do qual pára, com os seus apetrechos, temerosa de sondar a voragem onde suas vistas não penetram, e através de cujas trevas não vislumbra um raio de luz ou um raio de esperança...

ALCOOLISMO – espectro horrendo que paira sobre os lares e as sociedades para deles arrancar, com as garras aduncas, os filhos, os esposos, os noivos, fazendo com que venham participar da sua cruzada imensa que segue para o país da desgraça, por entre lamentações lúgubres, levando pela estrada do desespero, os despojos da alegria e da felicidade...

E a ciência dos homens, incapaz de um auxílio direto, continua presenciando esse cortejo lúgubre, condoída e desesperada por não encontrar um recurso capaz de deter essa marcha ou atenuar as lamentações que se tornam mais sentidas e mais plangentes, quanto maior o número daqueles que reforçam as fileiras dos infelizes...

Materialidade! Materialidade!
Filtro que estimula o orgulho do saber, anuviando a razão e entorpecendo o raciocínio, não lhes permitindo acompanhar, pari-passu, a evolução que segue, indiferente, aos desentendimentos humanos.

Apegados aos males físicos, esquecem-se dos males psíquicos, ignorando a questão da sensibilidade mediúnica dos indivíduos e indiferentes a ação quase avassaladora de entidades desencarnadas e inteligentes.

Apoiados na hereditariedade orgânica com as suas conseqüências naturais ou patológicas, se esquecem da hereditariedade psíquica – acervo de vícios e intoxicações que o espírito traz de existências passadas...

Atribuem ao meio ambiente atual e aos arrastamentos dos amigos de agora, e não se lembram da possibilidade e da realidade dos meios e dos arrastamentos produzidos em vidas passadas!



Por vezes, apesar de não encontrar uma base sólida em todas essas conjeturas, digamos mesmo, leis, para a maioria, nem assim se desviam da velha rotina, procurando outras bases para melhor se firmarem nos diagnósticos e prognósticos.

E uma dessas leis e bases principais às quais se agarram para tudo explicar, mesmo compreendendo a fraqueza dos argumentos, é a hereditariedade patológica. No entanto, o papel da hereditariedade psíquica é muito mais importante, porquanto a sua ação se faz sentir em todo o terreno da patologia.

Em referência ao caso de que nos ocupamos, todos os médicos que trataram do enfermo, menos um, atribuíram ao arrastamento do meio, aliado às condições de vida social, dando o caso como perdido, devido à intoxicação das células e dos neurônios.
  

Longe de nós querermos negar o legado dos pais e antepassados, através de cujas gerações o mal persiste e os vícios se patenteiam. Todavia, só esse apoio é bastante frágil ante aquele que arrasta os indivíduos pela intoxicação, pela hereditariedade psíquica, sem o conhecimento da qual é difícil, impossível, mesmo, o saneamento e a luta contra o vício da embriaguez, vício que se impregna muito mais no psiquismo do que no terreno material, orgânico.

O alcoólatra leva consigo a herança mórbida – pois no laboratório da natureza, com a morte, o corpo apodrece e se consome, dispensando-se os elementos com a decomposição.

A lepra, a tuberculose, o câncer, males que se estabelecem no corpo e usufruem os seus elementos químicos, se dispersam com a transformação, mas os vícios, como o álcool e os entorpecentes, são conservados pelo perispírito, sofrendo a intoxicação do seu ego, a intoxicação psíquica.

Os primeiros males desaparecem com o corpo; os segundos persistem, pois o espírito não morre – continua a sua vida como repositório dos sentimentos, dos desejos.

Morto o alcoólatra, o seu espírito continua intoxicado e enfermo – tanto que se em vida humana o seu vício o levou ao manicômio, nos manicômios do espaço continuará para desintoxicação perispirital.

O medicamento, a vacina propícia para extirpar a tara psíquica da embriaguez é a noção da responsabilidade, a compreensão do dever, o desejo controlado, a boa vontade, escudos que todas as atuações psíquicas são impotentes para dominar.

Desejar e repelir são vontades inerentes ao espírito – são desejos psíquicos que se devem manter em equilíbrio para atração e repulsão dos fluidos, que convergem para si próprios.

Os médicos precisam pensar um pouco nesses fatores psíquicos e, principalmente, nas suas origens e nas suas causas, porque pode-riam fazer muito mais, ainda, aliviando dores e curando enfermos, aliando este tratamento psíquico baseado ao tratamento orgânico.

No maior número de vezes, esses dois males se reúnem, porque grande percentagem das criaturas são sensitivas e nos seus leitos de dor atraem entidades que vão aumentar a sua moléstia orgânica.

A assimilação fluídica entre encarnados e desencarnados é um fato, e os sensitivos os atraem pelo pensamento, exteriorizando os seus males, pensamento e exteriorização que, abrangendo zonas psíquicas, provocam a aproximação de entidades que, junto aos seus leitos, ora aumentam essas dores, ora lhes fazem sentir outros males, ora, ainda, lhes aguçam os vícios para usufruírem dos seus resultados.

Essa assimilação fluídica – agente invisível – não depende das pesquisas de laboratórios e análises – sim, dos trabalhos de investigação, estudando as mediunidades e a alma.

Várias observações enriquecem o nosso arquivo, observações que provam o prolongamento ou atenuação dos padecimentos de um enfermo, de conformidade com a aproximação ou afastamento das entidades cuja ação se faz sentir ou não, mormente para os casos de entorpecentes, quando essas entidades atuam mais, ainda, provocando oportunidades para a aplicação desses medicamentos, dos quais lançam mão os médicos que visam o sintoma dor.

Agem para que a dor seja mais intensa, obrigando o médico a dar novos entorpecentes, porque o espírito que atua é viciado e sente, também, o efeito do entorpecente...

O espírito sobrevive ao corpo, levando todos os sentimentos e todos os desejos – e almas atormentadas pelo vício são verdadeiros tóxicos que se deixam levar para fora da estrada dos bons sentimentos, arrastando também os seus irmãos encarnados, de cujas taras psíquicas se aproveitam em benefício próprio.

A verdadeira essência da vida está na vida psíquica.

Para que a medicina não se veja entravada na sua sublime missão, ela precisa ampliar o seu combate às causas orgânicas, atacando, também, as causas psíquicas. Para isso, precisa estudar e investigar com os ensinamentos que lhe oferece o Espiritismo, com as Leis da Imortalidade e da Reencarnação, a fim de que a sublimidade da sua missão seja ainda mais eficiente.
Fonte:(Dr. Inácio Ferreira, “A PSIQUIATRIA EM FACE DA REENCARNAÇÃO”, 1ª edição EDICEL).

Link da Página: http://www.grupoandreluiz.org.br/ler_materia.php?id=43

 




 

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