segunda-feira, 31 de maio de 2010

PORQUE PREVENIR ACIDENTES NO TRABALHO?!?!?!?

Acidente zero!
 Essa é uma meta que deve ser alcançada em toda empresa!!!

Com a redução dos acidentes poderão ser eliminados problemas que afetam
o homem e a produção.

Para que isso aconteça, é necessário que tanto os empresários (que têm por obrigação fornecer um local de trabalho com boas condições de segurança e higiene, maquinaria segura e equipamentos adequados)
como os trabalhadores (aos quais cabe a responsabilidade de desempenhar o seu dever com menor perigo possível para si e para os companheiros) estejam comprometidos com uma mentalidade preventiva.

CONCEITUANDO: Prevenir
Quer dizer ver antecipadamente; chegar antes do acidente; tomar
todas as providências para que o acidente não tenha possibilidade de ocorrer.

Para atingir essa mentalidade prevencionista é necessário saber ouvir, orientar e estar ciente de que...

Prevenir é mais econômico e sensato que corrigir.

Neste artigo serão analisadas as principais medidas preventivas, de alcance individual e coletivo, que visam à proteção do trabalhador.

O efeito dominó e os acidentes de trabalho...

Há muito tempo, especialistas vêm se dedicando ao estudo dos acidentes e de suas causas. Um dos fatos já comprovados é que, quando um acidente acontece, vários fatores entraram em ação antes.

Você já observou o que acontece quando enfileiramos pedras de um dominó e depois damos um empurrãozinho em uma delas?
Todas as demais, na seqüência, acabam caindo, até a derrubada da última pedra. Podemos imaginar que algo semelhante acontece quando um acidente ocorre. Baptista (1974), afirma que Heinrich, em seu livro Industrial Accident Prevention,  que em português quer dizer "Prevenção do Acidente Industrial", sugere que a lesão sofrida por um trabalhador, no exercício de suas atividades profissionais, obedece a uma seqüência de cinco fatores:

· hereditariedade e ambiente social



· causa pessoal



· causa mecânica



· acidente



· lesão

A hereditariedade refere-se ao conjunto de características genéticas, ou seja, transmitidas pelos genes, que passam de uma geração para outra. A cor dos olhos ou o tipo de sangue são exemplos de características físicas herdadas geneticamente.

Da mesma forma, certas características psicológicas também são transmitidas dos pais para os filhos, influenciando o modo de ser de cada um.
Você já notou com que facilidade uma nova moda se espalha e pega?
Ora a onda é usar cabelos longos, ora usar a cabeça raspada. Já houve a época da minissaia, das roupas hippies e hoje impera a moda do "cada um na sua". 

Esses exemplos servem para ilustrar quanto o ambiente social, formado pelos grupos de pessoas com os quais cada um se relaciona, direta e indiretamente, afeta o comportamento das pessoas.

A causa pessoal está relacionada com a bagagem de conhecimentos e habilidades e com as condições de momento que cada um está atravessando. A probabilidade de envolvimento em acidentes aumenta quando estamos tristes ou deprimidos, ou quando vamos desempenhar uma tarefa para a qual não temos o preparo adequado.

causa mecânica diz respeito às falhas materiais existentes no ambiente de trabalho. Quando o equipamento não apresenta proteção para o trabalhador, quando a iluminação do ambiente de trabalho é deficiente ou quando não há boa manutenção do maquinário, os riscos de acidente aumentam consideravelmente.

Quando um ou mais dos fatores anteriores se manifestam, ocorre o acidente que pode provocar ou não lesão no trabalhador.

O que podemos fazer para evitar que os acidentes ocorram?
 Exercite sua atenção. Observe os dominós. Uma maneira é controlar os fatores que antecedem o acidente é agução sua percepção diante destes 5 fatores abaixo:

1.Ambiente Social   2.Causa Pessoal    3.Causa mecânica   4. Acidente   5.Lesão

Impossível interferir nas características genéticas de uma pessoa, mas é possível influenciar sua conduta proporcionando um ambiente social rico em exemplos positivos. A educação e o treinamento do trabalhador para o exercício de suas funções são recursos importantíssimos para reduzir o risco de acidentes.

Um trabalhador que conhece bem o seu trabalho e o desempenha com seriedade, atento às normas de segurança, está muito menos sujeito a um acidente do que um trabalhador desleixado, que não mostra preocupação com a qualidade de seu trabalho.

As causas pessoais também podem ser neutralizadas, observando-se a adaptação do trabalhador ao seu trabalho, e proporcionando-lhe cuidados médicos e assistenciais adequados.

Mas o fator central, mais próximo do acidente, é a causa mecânica!

A remoção da causa mecânica é o fator que mais reduz a probabilidade de um acidente ocorrer.

A prevenção começa pela eliminação ou neutralização das causas dos acidentes.

Atividades prevencionistas na empresa

Em se tratando de responsabilidade pela segurança na empresa, quem
deveria assumi-la? Será que um setor daria conta de tudo que acontece numa
empresa?

Não. Seria um absurdo!!!
A prevenção de acidentes precisa da colaboração de todos.

          Não basta ser trabalhador. É necessário participar! ! !
Você sabe quem são os membros da CIPA da sua empresa? Você sabe o que a CIPA anda
fazendo? Informe-se sobre as atividades da CIPA. Verifique de que
forma você também pode colaborar. Não perca tempo!

Quem procura acha!!!

Quando falamos das atividades prevencionistas, não podemos deixar de destacar as inspeções de segurança.

Você já observou que alguns colegas de trabalho andam pela fábrica, anotando tudo? São os cipeiros (membros da CIPA), fazendo levantamento dos perigos existentes, para impedi-los de virem a se tornar causas de acidentes.

Toda inspeção segue um ciclo de procedimentos básicos que contribui para a elaboração do mapeamento de riscos, ou seja, uma metodologia de inspeção dos locais de trabalho tornada obrigatória a partir da publicação da Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho NR-9, de 17/8/92.

Como já vimos, os acidentes são evitados com a aplicação de medidas específicas de segurança, selecionadas de forma a estabelecer maior eficácia na prática.

As prioridades são:

· Eliminação do risco - significa torná-lo definitivamente inexistente. 
Exemplo: uma escada com piso escorregadio apresenta um sério risco de acidente. Esse risco poderá ser eliminado com a troca do material do piso por outro, emborrachado e antiderrapante.

· Neutralização do risco - o risco existe, mas está controlado. Essa alternativa é utilizada na impossibilidade temporária ou definitiva da eliminação de um risco.
Por exemplo: as partes móveis de uma máquina -  polias, engrenagens, correias etc. - devem ser neutralizadas com anteparos protetores, uma vez que essas partes das máquinas não podem ser simplesmente eliminadas.

· Sinalização do risco - é a medida que deve ser tomada quando não for possível eliminar ou isolar o risco. Por exemplo: máquinas em manutenção devem ser sinalizadas com placas de advertência; locais onde é proibido fumar devem ser devidamente sinalizados.
EM MANUTENÇÃO!!!  NÃO FUME!!!  PISO MOLHADO!!!


Proteção coletiva X proteção individual

As medidas de proteção coletiva, isto é, que beneficiam a todos os trabalhadores,
indistintamente, devem ter prioridade, conforme determina a legislação
que dispõe sobre Segurança e Medicina do Trabalho.

Os equipamentos de proteção coletiva são conhecidos pela sigla EPC.

Os EPCs devem ser mantidos nas condições que os especialistas em segurança estabelecerem, devendo ser reparados sempre que apresentarem qualquer deficiência.

Aplicação de EPCs:

 1. Sistema de exaustão que elimina gases, vapores ou poeiras contaminantes do local de trabalho;
 2. Enclausuramento, isto é, fechamento de máquina barulhenta para livrar o ambiente do ruído excessivo;
 3. Comando Bimanual, que mantém as mãos ocupadas, fora da zona de perigo, durante o ciclo de uma máquina;
 4. Cabo de Segurança para conter equipamentos suspensos sujeitos a esforços, caso venham a se desprender.

Quando não for possível adotar medidas de segurança de ordem geral, para garantir a proteção contra os riscos de acidentes e doenças profissionais, deve-se utilizar os equipamentos de proteção individual, conhecidos pela sigla EPI.

São considerados equipamentos de proteção individual todos os dispositivos de uso pessoal destinados a proteger a integridade física e a saúde do trabalhador.

Os EPIs não evitam os acidentes, como acontece de forma eficaz com a proteção coletiva. Apenas diminuem ou evitam lesões que podem decorrer de acidentes.
1 Exemplo: Luís ia derramar metal fundido dentro de um molde, com uma concha.
Ele não percebeu que havia um pouco de água no fundo do molde. Ao derramar o metal, este reagiu com a água, causando uma explosão que atingiu o rosto de Luís.
Felizmente Luís estava usando protetor facial. Isso impediu que seu rosto e seus olhos fossem atingidos. Graças ao uso correto do EPI, Luís saiu dessa sem qualquer lesão.

Existem EPIs praticamente para todas as partes do corpo.
Cabeça e crânio: capacete de segurança contra impactos, perfurações, ação dos agentes meteorológicos etc.

Olhos: óculos contra impactos, que evita a cegueira total ou parcial e a conjuntivite. É utilizado em trabalhos onde existe o risco de impacto de estilhaços e cavacos.

Vias respiratórias: protetor respiratório, que previne problemas pulmonares e das vias respiratórias, e deve ser utilizado em ambientes com poeiras, gases, vapores ou fumos nocivos.

Face: máscara de solda, que protege contra impactos de partículas, respingos de produtos químicos, radiação (infravermelha e ultravioleta) e ofuscamento. Deve ser utilizada nas operações de solda.

Ouvidos: concha, que previne contra a surdez, o cansaço, a irritação e outros problemas psicológicos. Deve ser usada sempre que o ambiente apresentar níveis de ruído superiores aos aceitáveis, de acordo com a norma regulamentadora.

Mãos e braços: luvas, que evitam problemas de pele, choque elétrico, queimaduras, cortes e raspões e devem ser usadas em trabalhos com solda elétrica, produtos químicos, materiais cortantes, ásperos, pesados e quentes.

Pernas e pés: botas de borracha, que proporcionam isolamento contra letricidade e umidade. Devem ser utilizadas em ambientes úmidos e em trabalhos que exigem contato com produtos químicos.

Tronco: aventais de couro, que protegem de impactos, respingos de produtos químicos, choque elétrico, queimaduras e cortes. Devem ser usados em trabalhos de soldagem elétrica, oxiacetilênica, corte a quente etc.

A lei determina que os EPIs sejam aprovados pelo Ministério do Trabalho, mediante certificados de aprovação (CA). As empresas devem fornecer os EPIs gratuitamente aos trabalhadores que deles necessitarem. A lei estabelece também que é obrigação dos empregados usar os equipamentos de proteção individual onde houver risco, assim como os demais meios destinados a sua segurança.

É tarefa do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) e da CIPA ou, na falta desses, do empregador, determinar o tipo adequado de EPI em face do risco que irá neutralizar e quais as pessoas na empresa que deverão utilizá-los.

Treinamento é uma fase importante no processo de utilização dos EPIs.

Quando o trabalhador recebe instruções sobre a maneira correta de usar o EPI, aceita-o melhor. Sendo assim, quando tiver dúvidas sobre a utilização de um EPI, peça esclarecimentos ao setor de segurança de sua empresa.

É por isso que toda empresa deve ter uma
 CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes.

Controle e conservação dos equipamentos de proteção

Cabe ao setor de segurança da empresa, juntamente com outros setores competentes, estabelecer o sistema de controle adequado.

A conservação dos equipamentos é outro fator que contribui para a segurança do trabalhador. Cada profissional deve ter os seus próprios equipamentos e deve ser responsável pela sua conservação.

O objetivo fundamental da CIPA é a prevenção de acidentes. Sua composição e atuação estão definidas por legislação específica - a Norma Regulamentadora NR-5, da Portaria nº 33 (27/10/83) do Ministério do Trabalho.

A CIPA tem papel importantíssimo porque possibilita a união de empresários e empregados para estudar problemas sérios da empresa e descobrir meios e processos capazes de cercar o local de trabalho da maior segurança possível.

A CIPA pode contribuir para a solução de problemas, com campanhas e observações cuidadosas do ambiente de trabalho, ou seja, as inspeções de segurança. As campanhas da CIPA têm por objetivo desenvolver uma mentalidade prevencionista entre os trabalhadores.
Lembre-se: se cada um de nós pensar e atuar com segurança, os acidentes
praticamente poderão ser eliminados.

Faça sua parte. Comece refletindo sobre os assuntos apresentados neste artigo!!! 

Não é qualquer EPI que atende a legislação e protege o trabalhador.

Apenas aqueles que têm o número do CA e a marca do fabricante gravada
no produto é que oferecem proteção efetiva. 

Cabe ao trabalhador zelar pela própria segurança, recusando os EPIs que não tenham o
CA e a identificação clara do fabricante!

 
 Exercícios Para Fixação do Assunto:

 1 - Na música: Para não dizer que não falei de flores, um verso diz:
"Quem sabe faz a hora, não espera acontecer."
Que associação você faz desse verso com os assuntos tratados neste artigo?


2 - As estatísticas mostram que a maior parte dos acidentes ocorre por falhas humanas. Por que, então, segundo Heinrich, removendo-se a causa mecânica elimina-se a causa principal dos acidentes?


3 - Qual o objetivo da CIPA?


4 - O seu trabalho requer o uso de EPCs ou EPIs? Como você os utiliza?

sábado, 29 de maio de 2010

DICAS PARA SEU FINAL DE SEMANA ESPETACULAR!!!



PARA O CAFÉ DA MANHÃ COM PASSEIO GARANTIDO:
PARA SEU ALMOÇO OS MELHORES PEIXES E ACOMPANHAMENTOS REGIONAIS:

PRA VOCÊ QUE NÃO GOSTA DE SAIR DE CASA:
DELIVERY DE FRANGO RECHEADO ASSADO E SOBREMESA INCLUSA!!!
LIGUE: 9963-0188

MENSAGEM PARA REFLETIR...
CAMINHOS...
São muitos os caminhos... Caminhos tranquilos, plenos de flores, transitados sem problemas nem esforço.


Caminhos tortuosos, difíceis, cheios de pedregulhos, de aspereza e dificuldades.

Caminhos fáceis que conduzem a abismos profundos, como gargantas abertas no verde da selva.

Caminhos desconhecidos, que conduzem a alturas imensuráveis, margeando a montanha.

Caminhos de lama, após a chuva torrencial. Caminhos áridos, na terra castigada pelo sol ardente.

Caminhos ásperos, cheios de ervas daninhas e espinheiros. Caminhos curtos. Caminhos longos.

Em verdade, todos os caminhos têm algo em comum: o de permitirem ao viajante chegar a algum lugar.

Assim, o mais importante não é escolhe-lo por sua beleza, facilidade ou comprimento. O mais importante é saber onde se pretende chegar.

Na Terra, todos andamos por várias vias: as da comodidade, dos prazeres, das facilidades. São os caminhos curtos, fáceis e que conduzem o ser às bocas escancaradas dos abismos das paixões.

Existem aqueles que, de forma egoísta, preferem caminhar solitários e se perturbam após exaustiva marcha.

Os maus seguem trilhas suspeitas e se perdem em sombras.

Os que se afeiçoam ao bem seguem os caminhos da esperança e se iluminam. São vias de dificuldades, de tormentos e de dissabores. Caminhos espinhosos e difíceis, mas que dão acesso a portos de paz.

São eles que permitem ao homem alcançar as paragens superiores do bem que nunca morre e do amor que sempre dura.

Os servidores da caridade escolhem roteiros de ação constante pelo bem ao próximo e alcançam lugares de ventura.

A opção é individual e cada um a realiza de acordo com os sonhos e ideais acalentados na alma e os valores que carregue em sua intimidade.

Alcançar a felicidade breve e fugaz ou conquistar a alegria perene é decisão pessoal.

Na diversidade de tantos rumos, os homens se perturbam ou se tornam livres.

Contudo, não há ninguém que siga pelos caminhos de Jesus e que não deixe de alcançar o fim que almeja: a felicidade integral.

Hoje como ontem, Jesus, o Mestre incomparável, prossegue convidando o Seu rebanho, desejando atrair todos para Si.

O Seu convite perene é para que nos acerquemos Dele usufruindo de paz, alcançando a esperança e trabalhando sempre.
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Ante a falta de tempo de que tanto reclamamos, face aos inúmeros quefazeres do dia-a-dia, é necessário parar para revisar e repensar Jesus.

Retornar aos Seus caminhos e percorrê-los com ternura é tarefa inadiável ao ser humano.

Assim procedendo, com certeza haveremos de experimentar o calor da Sua presença e a presença do Seu amor.

Ninguém há que possa prescindir de Jesus, escolher outros caminhos e ser feliz.

Redação do Momento Espírita com base no prefácio do livro
Pelos caminhos de Jesus, pelo Espírito Amélia Rodrigues,
psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 20.05.2010



EXCELENTE FINAL DE SEMANA!!!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

1.Inclusão Social!!! 2. Perfil Profissional Técnico em Segurança e Saúde no Trabalho!!!

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1. O que é e o que faz o Ministério Público do Trabalho???
 O Ministério Público do Trabalho, segundo a Constituição da República, art. 127, é o guardião da ordem jurídica, do regime democrático de direito e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.

A pessoa portadora de deficiência e o Ministério Público do Trabalho...
 
O Ministério Público do Trabalho atua visando a integração do portador de deficiência no mercado de trabalho, porém, assume o papel de agente político na promoção e na implementação da inclusão social deste grupo de pessoas que historicamente sofre, além dos limites do próprio corpo, as barreiras sociais de um processo contínuo de exclusão.

Mercado de trabalho & Inclusão Social

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, cerca de 10% da população do mundo possui algum tipo de deficiência e no Brasil, esse índice chega a 14,5% da nossa população, que corresponde a mais de 24 milhões de portadores de algum tipo de deficiência.

De acordo com o censo do IBGE 2000, Sergipe possui 264,6 mil pessoas portadoras de deficiência. Muito se discute sobre os direitos das pessoas portadoras de algum tipo de deficiência, ainda longe de serem respeitados em sua integridade, mas pouco se fala sobre os sonhos e desejos desses cidadãos. Para minimizar esta situação, o Governo Federal já promulgou diversos dispositivos legais voltados para rechaçar a discriminação, o desemprego e a sua inclusão social.

Segundo a pesquisa coordenada pela Secretaria de Trabalho de São Paulo, somente 9 milhões de portadores de deficiência física estão empregados. De acordo com legislação federal, as empresas com mais de cem funcionários são obrigados a destinar de 2% a 5% de suas vagas a pessoas portadoras de algum tipo de deficiência, mas os empregadores alegam que a grande maioria desses cidadãos apresenta baixa qualificação, dificultando o cumprimento da lei prescrita e a inserção dos mesmos no mercado de trabalho.

De acordo com a referida pesquisa, podemos ainda observar que 29,2% dos portadores de deficiência cursaram ensino fundamental da 5ª à 8ª série, e 33,5%, da 1ª à 4ª. O levantamento também apontou que estas pessoas estão tentando melhorar o nível de escolaridade para conseguir emprego.

*** INCLUSÃO SOCIAL É O CAMINHO PARA REDUÇÃO DA POBREZA E DEVOLVER A DIGNIDADE DA CIDADANIA PERDIDA Á MILHÕES DE BRASILEIROS EM SITUAÇÃO DE RISCO SOCIAL EXCLUDENTE!!!***
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2. O QUE É SER UM TÉCNICO EM SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO?!?!?

Perfil do profissional...


O Técnico em Segurança do Trabalho é um profissional da área de Saúde cuja missão é zelar pela saúde e segurança do trabalhador em suas atividades laborais, elaborando projetos e executando programas de prevenção para a redução do número de acidentes de trabalho e riscos para a integridade física e psicológica dos funcionários.

Porque empresas contratam este profissional?!?!?

Antigamente apenas as indústrias de grande porte eram obrigadas a contratar técnicos em segurança do trabalho. Com a nova legislação, as empresas são classificadas em graus de risco e, até mesmo pequenos estabelecimentos, dependendo da natureza de suas atividades, são obrigados a manter um ou mais técnicos em saúde e segurança do trabalho. A Norma Regulamentadora NR-4 estabelece claramente uma relação entre grau de risco, número de trabalhadores e número de técnicos em SST necessários. Consulte a NR-4 em: http://www.espacosaude.net/documentos/QUADRO%20II%20NR4.pdf

Objetivo do curso:

Habilitar o técnico em Segurança do Trabalho para atuar nos níveis pertinentes de atenção à saúde, com ênfase na promoção da saúde ocupacional, prevenção de acidentes, combate a incêndios e procedimentos de emergência, buscando a inclusão social, sem discriminação e garantindo os princípios de cidadania baseando suas ações em princípios éticos e legais.

                      Competências Aplicadas Aos Técnicos em
Segurança e Saúde no Trabalho:

1.Compreender a história da área de Saúde e Segurança do Trabalho no Brasil e no mundo, visando à compreensão de sua importância para as empresas e do papel de seus profissionais.


2.Prestar assessoria técnica no contexto da gestão de segurança do trabalho;


3.Analisar métodos e processos de trabalho e identificar os fatores de risco, propondo sua eliminação ou controle;


4.Executar e fazer cumprir procedimentos de segurança e higiene do trabalho e avaliar os resultados;


5.Desenvolver ações educativas, para evitar acidentes e doença do trabalho;


6.Indicar, solicitar e inspecionar equipamentos de proteção coletiva e individual dos trabalhadores;


7.Levantar dados estatísticos de acidente e doenças para ajustes nas ações preventivas;


8.Operar instrumentos de avaliação ambiental;


9.Utilizar recursos e ferramentas de informática aplicando-os às atividades inerentes à área de saúde e segurança do trabalho;


10.Identificar atividades insalubres, perigosas e penosas, alertando o empregador e os trabalhadores sobre os riscos e propondo-lhes medidas preventivas ou neutralizadoras;


11.Acompanhar auditorias e inspeções diversas dos órgãos fiscalizadores competentes;


12.Conhecer e identificar os elementos de um plano de emergência;


13.Elaborar processo de sinalização para identificação da proteção ativa;


14.Elaborar simulações e vivências práticas de combate a incêndio;


15.Desenvolver avaliação ergonômica nos ambientes de trabalho;


16.Assessorar organização da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes;


17.Estabelecer critérios para escolha dos equipamentos de proteção individual, os de higiene ocupacional e os de combate a incêndios;


18.Emitir e encaminhar documentos de SST da empresa para a os órgãos fiscalizadores, previdenciários, reguladores e de classe, conforme legislação em vigor no país;


19.Participar do controle de resíduos industriais e sua destinação responsável;


20.Registrar, investigar e propor medidas corretivas e preventivas das ocorrências de acidentes com ou sem vítima;


21.Manter controle e guarda de documentos inerentes à segurança e saúde do trabalho da empresa, conforme recomendações técnicas legais previstas nas NR’s.

FONTES:
O.M.S. - Organização Mundial da Saúde
Ministério do Trabalho
Maria Aparecida Gugel -

Coordenadora da Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público do Trabalho

###  O TÉCNICO EM SEGURANÇA NO TRABALHO É PROFISSIONAL INDISPENSÁVEL EM QUALQUER EMPRESA QUE PREZE SUA PRODUTIVIDADE E DIMINUIÇÃO DO ABSENTEÍSMO E ROTATIVIDADE DE FUNCIONÁRIOS, SEJAM ELES NORMAIS OU PORTADORES DE DEFICIÊNCIA COM INCLUSÃO SOCIAL NESTAS EMPRESAS!!!###

quinta-feira, 27 de maio de 2010

ATIVAÇÃO DOS CHACRAS E PLEXOS PARA PERFEITA HARMONIA ENTRE CORPO E ESPÍRITO!!!

MEDITAÇÃO
A palavra meditação vem do latim, meditare, que significa voltar-se para o centro no sentido de desligar-se do mundo exterior e voltar a atenção para dentro de si. Em sânscrito, é chamada dhyana, obtida pelas técnicas de dharana (concentração), no chinês dhyana torna-se Ch'anna e sofre uma contração tornando-se Ch'an e Zen em japonês, em páli é Jhana.

A meditação encontra-se no meio de dois pólos; a concentração e a contemplação. É comumente associada a religiões orientais. Há dados históricos comprovando que ela é tão antiga quanto a humanidade. Não sendo exatamente originária de um povo ou região, desenvolveu-se em várias culturas diferentes e recebeu vários nomes, floresceu no Egito (o mais antigo relato), Índia, entre o povo Maia, etc. Apesar da associação entre as questões tradicionalmente relacionadas à espiritualidade e essa prática, a meditação pode também ser praticada como um instrumento para o desenvolvimento pessoal em um contexto não religioso.
A meditação costuma ser definida das seguintes maneiras:


 
  • Um estado que é vivenciado quando a mente se torna vazia e sem pensamentos;
  • Prática de focar a mente em um único objeto (por exemplo: em uma estátua religiosa, na própria respiração, em um mantra);
  • Uma abertura mental para o divino, invocando a orientação de um poder mais alto;
  • Análise racional de ensinamentos religiosos (como a impermanência, para os Budistas)
PRÁTICA... VAMOS AGIR?!?!?
Vinte a trinta minutos
É provavelmente a duração típica de uma sessão de meditação. Praticantes experientes frequentemente observam que o tempo de suas sessões de meditação se prolongam com o tempo

É fácil se observar que nossas mentes encontram-se continuamente pensando no passado (memórias) e no futuro (expectativas). Com a devida atenção, é possível diminuir a velocidade dos pensamentos, para se observar um silêncio mental em que o momento presente é vivenciado. Através da meditação, é possível separar os pensamentos da parte de nossa consciência que realiza a percepção.


É possível obter total descanso numa posição sentada e por conseguinte atingir maior profundidade na meditação assim dissolver preocupações e problemas que bloqueiam sua mente.

Uma posição possível é a posição de lótus completo, o pé esquerdo apoiado sobre a coxa direita e o pé direito apoiado sobre a coxa esquerda. Outros podem sentar em meio lótus, o pé esquerdo apoiado sobre a coxa direita ou o pé direito sobre a coxa esquerda. Há pessoas que não conseguem sentar em nenhuma dessas posições e por isso podem sentar a maneira japonesa, ou seja, com os joelhos dobrados e o tronco apoiado sobre ambas as pernas. Pondo alguma espécie de acolchoado sob os pés, a pessoa pode facilmente permanecer nessa posição por hora ou hora e meia.

Mas na verdade qualquer pessoa pode aprender a sentar em meio lótus, ainda que no início possa causar alguma dor. Gradualmente, após algumas semanas de treino, a posição se tornará confortável. No início, enquanto a dor ainda causar muito desconforto, a pessoa, deve alterar a posição das pernas ou a posição de sentar. Para as posturas de lótus completo e meio lótus convém sentar-se sobre uma almofada, de forma a que os dois joelhos se apóiem contra o chão. Os três pontos de apoio dessa posição proporcionam uma grande estabilidade.

Mantenha as costas eretas. Isso é muito importante. O pescoço e a cabeça devem ficar em alinhamento com a coluna. A postura deve ser reta mas não rígida. Mantenha os olhos semi-abertos, focalizados a uns dois metros à sua frente. Mantenha leve sorriso. Agora comece a seguir sua respiração e a relaxar todos os músculos. Concentre-se em manter sua coluna ereta e em seguir sua respiração. Solte-se quanto a tudo mais. Abandone-se inteiramente. Se quiser relaxar os músculos de seu rosto, contraídos pelas preocupações, medo e tristeza, deixe um leve sorriso aflorar em sua face. Quando o leve sorriso surge, todos os músculos faciais começam a relaxar. Quanto mais tempo o leve sorriso for mantido, melhor.

À altura do ventre, pouse sua mão esquerda com a palma voltada para cima sobre a palma da mão direita. Solte todos os músculos dos dedos, braços e pernas. Solte-se todo como as plantas aquáticas que flutuam na corrente, enquanto sob a superfície das águas o leito do rio permanece imóvel. Não se prenda a nada a não ser à respiração e ao leve sorriso.

ESCOLHENDO SEUS OBJETIVOS...

Os objetivos podem variar, assim como as técnicas de execução. Ela pode servir simplesmente como um meio de relaxamento da rotina diária, como uma técnica para cultivar a disciplina mental, além de ser um meio de se obter insights sobre a real natureza ou a comunicação com Deus. Muitos praticantes da meditação têm relatado melhora na concentração, consciência, auto-disciplina e equanimidade.

VARIANTES...
Existem métodos que vem conquistando grande aceitação no ocidente, como a meditação feita em pé conhecida o zhan zhuang, devido a sua simplicidade e eficiência é muito praticada na China e Europa. É facilmente executada por pessoas com pouca flexibilidade e dificuldades nos joelhos e coluna, melhorando inclusive a postura. Facilmente praticada em qualquer local é um excelente método procurado por muitos praticantes de artes marciais experientes ou mesmo iniciantes. Esta prática é muito efetiva na redução do estresse.

Cura do Corpo Físico através do Espírito
CHACRAS E /OU PLEXOS ATIVADOS


 
Embasado na doutrina espírita, decodificada por Allan Kardec, sabemos da existência de fenômenos, mundos e curas, que estão além do nosso poder de compreensão e sensibilidade de detecção. Segundo o espiritismo existem três grandes divisões:
  • Deus - o ser supremo e causa primitiva de tudo;
  • Espírito - princípio inteligente e eterno;
  •  Corpo Material - formado pelas mais diversas variações do Fluído Cósmico Universal e animado pelo espírito.

Para nós encarnados, vivendo no plano da crosta terrestre e necessitados de um corpo material para a plena adaptação, as curas de doenças estão ligadas ao corpo espiritual através da aplicação de passes magnéticos e energias eletromagnéticas geradas pelas ondas mentais induzidas pelo pensamento positivo e otimista. Este artigo visa demonstrar a constituição, relação e a influência do espírito sobre o corpo físico de nós seres humanos, atuando de maneira decisiva na fisiologia e homeostase do organismo biológico.

Introdução

 
Analisando a vida através da doutrina espírita é possível entender as razões de doenças e males do corpo material (biológico). As curas estão fundamentadas nos passes magnéticos, emanações energéticas do bem, doadas pelo plano espiritual, que acabam por alinhar os Chakras (espírito) e plexos (corpo físico), na maioria das vezes com o auxílio dos seres encarnados, chamados Médiuns. Para entendermos como funcionam essas curas, é preciso ter bem claro os conceitos de fluído cósmico universal, corpo físico, perispírito, corpo espiritual, matéria mental, onda mental e passes magnéticos.

Principais Entidades

 
Segundo o espiritismo, tudo o que conhecemos na Terra, reino animal, vegetal e mineral, foram criados por um ser supremo chamado DEUS, sendo este o controlador e a grande inteligência do universo, administrador de tudo e de todos. Abaixo do supremo estão os Espíritos, seres fluídicos, etéreos e dotados de inteligência, capazes de se adaptar ao plano espiritual e ao plano terreno. Por último temos a chamada matéria bruta, constituída por diversos átomos, como por exemplo, H, C, O, N, entre outros, provenientes de um único princípio material conhecido por Fluído Cósmico Universal.

 
Para o melhor entendimento, um esquema pode ser visualizado na Figura 1:

Figura 1: Esquema da divisão das principais entidades.


 

 

 
Fluído Cósmico Universal - Toda a matéria que conhecemos e convivemos são variações deste fluído. Os átomos estudados pela física e química são condensações do FCU, sendo os responsáveis pela formação dos seres animados e inanimados. O corpo físico é formado pela união destes átomos, desde as mais simples ligações, como por exemplo, uma molécula de água, até as mais complexas, como uma cadeia de DNA. Toda a formação do corpo físico começa na organização atômica, gerando as moléculas, células, tecidos e por fim os órgãos, responsáveis pelo funcionamento biológico e conservação do organismo.

  
Corpo Físico

 
O corpo físico ou material é a constituição atômica responsável pelo revestimento do espírito, quando este se encontra encarnado no plano terrestre. O espírito não consegue se adaptar e viver na crosta terrestre sem o auxílio do corpo físico, sem a presença de matéria grosseira, bruta. De acordo com a doutrina espírita o corpo material apenas apresenta utilidade no plano terrestre, sendo decomposto após a morte ou desencarne do ser. Todas as ações e funções biológicas do corpo material provem da vontade do espírito, princípio inteligente. No corpo físico, nas regiões dos órgãos primordiais, se localizam os plexos, centros absorvedores e distribuidores de energia espirituais.

Perispírito

 
Durante o tempo de vida no plano carnal ou terrestre o espírito precisa de um agente ligante, envoltório, que possibilite a sua união ao corpo material. Esta entidade semi-material, cópia do corpo material, é conhecida como perispírito, sendo constituído por uma matéria mais densa que o espírito, mas ainda imperceptível a muitos médiuns. O perispírito é responsável pela transmissão das informações e vontades do espírito, ao corpo material. Nele ficam marcados todos os males e doenças produzidas ao corpo físico, durante o período de reencarnação do espírito, aqui na Terra. É uma entidade moldável, que apresenta características bem diferenciadas em relação à matéria bruta, como por exemplo, penetrabilidade, elasticidade, plasticidade, etc.

Corpo Espiritual

 
Sem dúvida é a entidade mais importante, eterna, imortal, abaixo de DEUS, podendo ser secular ou até mesmo milenar, muitos com inúmeras passagens pelo plano carnal (pluralidade de existências). Apresenta um aspecto fluídico, etéreo, também formado de fluído cósmico, mas com organizações e características muito mais complexas e incompreensíveis para o grau de desenvolvimento da humanidade atual. Este consegue viver no plano espiritual, invisível à maioria dos seres humanos, e também se adaptar ao plano carnal, para que possa corrigir os erros cometidos em vidas passadas, atingindo desta maneira, a perfeição e cumprindo com o papel crucial da reencarnação. É uma entidade que não precisa de descanso, reposição energética, ao contrário do corpo físico. Para uma melhor visualização, abaixo na Figura 2 é mostrado um esquema da organização espírito-perispírito-corpo material.
                           Figura 2: Divisão do ser encarnado segundo o espiritismo:
                                   1 Corpo Material, 2 Perispírito e 3 Espírito ou alma.


Matéria Mental

A mente humana está cheia de fluídos eletromagnéticos, embasados por corpúsculos base da matéria, os elétrons. A matéria mental se expressa através do pensamento humano, tendo como resultado a geração de fótons, desde os mais curtos comprimentos de onda, imperceptíveis a visão humana, mas perceptíveis à visão espiritual e de alguns médiuns, com a mediunidade mais desenvolvida. O direcionamento da matéria mental através da força do pensamento, da força do querer, gera energia eletromagnética, expressa na forma de ondas mentais.

Onda Mental

 
Energia eletromagnética expressa devido ao direcionamento e excitação da matéria mental. Estas ondas podem ter alcances infinitos e influenciar qualquer ser encarnado ou espiritual que se encontre no mesmo padrão energético ou vibratório. Podem se expressar com diferentes intensidades energéticas, benéficas ou maléficas, dependendo do pensamento que as gerou.

Passes Magnéticos

 
Os passes magnéticos são tratamentos realizados nos centros espíritas, para a cura de males do corpo físico e espiritual de pacientes, usufruindo da energia espiritual transmitida ao médium, provenientes de espíritos de luz desencarnados, para que o mediador possa emanar e distribuir essa energia de cura para os chakras e plexos debilitados e desordenados do paciente em tratamento.

Curas do Corpo Físico

 
Tendo em vista todos os conceitos abordados, entramos agora na contribuição para a medicina alternativa, buscada atualmente para a cura de doenças e males do corpo. O processo de cura está baseado na reposição energética e eliminação de energias maléficas de baixo padrão vibratório, que se localizam sobre os chakras e plexos do ser humano, prejudicando o funcionamento do aparelho biológico, devido ao comprometimento dos órgãos do corpo físico e perispírito.

 
Na Figura 3, podem ser visualizados todos os plexos, centros de energia, do corpo material.


 
Figura 3: Plexos do Corpo Material.


O passe deve ser um processo realizado, com muita concentração, força de vontade e pensamentos benéficos, para a ocorrência de uma perfeita simbiose entre o espírito desencarnado, o médium e o paciente. Durante o tratamento, o mundo espiritual atua com o auxílio de espíritos desencarnados e trabalhadores do centro espírita em questão, no fornecimento e transferência ao médium, de toda a energia necessária para a cura. O médium tem o papel de receber toda a energia, através do plexo coronário e transferi-la aos chakras e plexos debilitados do paciente, com a imposição das mãos, por onde a energia é direcionada.

 
A descrição minuciosa de como o processo se realiza, ainda não é conhecida plenamente por nós seres humanos, devido a falta de sensibilidade para o entendimento de fatos muito além do nosso poder de compreensão. O que sabemos é que a matéria, o corpo, é constituída por diferentes átomos, portadores de partículas elementares (elétrons), geradores de campos eletromagnéticos, os quais alteram seus padrões vibratórios e consequentemente a emissão energética, de acordo com a força do pensamento e com a geração de ondas mentais. É importante dizer que esses tratamentos devem ser realizados, somente em centros espíritas, no qual ocorre toda uma preparação fluídica e espiritual anteriormente aos passes magnéticos, evitando a interferência de espíritos ainda não evoluídos, que procuram fazer o mal.

Considerações...

 
O tratamento espiritual é de suma importância, pois ao mesmo tempo em que a cura se dá no perispírito e espírito, está sendo curando o corpo físico, uma vez que este é uma cópia do perispírito, apenas com uma densidade maior e aspecto material mais grosseiro. Indica-se que os pacientes procurem, primeiramente, a ajuda de médicos e especialistas do plano terreno. Quando os médicos não conseguem solucionar as doenças somente com cirurgias ou medicações, é indicado que o paciente procure um auxílio espiritual, em centros espíritas sérios, comprometidos com a caridade, que possuam trabalhos de passes magnéticos, cromoterapia, fluidoterapia, voltados para a cura perispiritual e carnal. Muitos médicos carnais, estudantes e praticantes da doutrina espírita, buscam hoje em seus procedimentos cirúrgicos, a ajuda e apoio de juntas médicas espirituais, desenvolvendo desta maneira um trabalho excelente e amoroso de ambos os planos.

Referências/Fontes:

 
Allan Kardec: O Livro dos Espíritos, IDE, 122a edição, 1999.

 
Bragdon Emma: Spiritist Healing Centers in Brazil, Seminars in Integrative Medicine, 2005.

 
Xavier F., Vieira W: Mecanismos da Mediunidade.

 
Xavier F., Nosso Lar.

Wikipèdia
 
Espiritismo:  Alexandre Cunha, Físico, Livro: O PASSE, EVOLUÇÂO EM DOIS MUNDOS.
PREPARADO(A)?!?!? AGORA É SÓ COMEÇAR!!!
EXCELENTE QUINTA-FEIRA!!!

DICA DE EVANGELIZAÇÃO INFANTIL NESTA QUINTA-FEIRA
HORÁRIO:19:30h
CENTRO ESPÍRITA CHICO XAVIER
RUA AÇAÍ POR TRÁS DO COLÉGIO JOÃO BENTO DA COSTA-JD.ELDORADO
GEFA-GRUPO ESPÍRITA FRANCISCO DE ASSIS
RUA: SÃO JOSÉ,  9515- MARIANA


 

terça-feira, 25 de maio de 2010

O EFEITO POSITIVO DO EXERCÍCIO FÍSICO EM NOSSO COTIDIANO!!!

*Exercício físico é qualquer atividade física que mantém ou aumenta a aptidão física em geral e tem o objetivo de alcançar a saúde e também a recreação.
*A razão da prática de exercícios inclui: o reforço da musculatura e do sistema cardiovascular; o aperfeiçoamento das habilidades atléticas; a perda de peso e/ou a manutenção de alguma parte do corpo.

 Para muitos médicos e especialistas, exercícios físicos realizados de forma regular ou frequente estimulam o sistema imunológico, ajudam a prevenir doenças (como cardiopatia, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, etc.) moderam o colesterol, ajudam a prevenir a obesidade, e outras coisas. Além disso, melhoram a saúde mental e ajudam a prevenir a depressão.

Todo exercício físico deve ser sempre realizado sob a orientação de um profissional ou centro esportivo qualificado, pois a prática de esportes somente nos permite atingir os objetivos esperados quando é devidamente orientada.

O BENEFÍCIO DO EXERCÍCIO FÍSICO...

O exercício físico é um componente do moderno estilo de vida que nas suas distintas modalidades tais como ginástica, esporte e educação física constituem atividades vitais para a saúde, a educação, a recreação e o bem-estar do ser humano, a prática do esporte e os exercícios físicos podem fazer pelos homens o que não poderiam fazer milhões de médicos. A prolongação da vida e a terapia contra numerosas enfermidades são os principais benefícios do exercício físico.
O ideal para a saúde é que a atividade física se torne um hábito na infância ou na adolescência, para não haver dificuldades de integrá-la à vida adulta.


O EXERCÍCIO FÍSICO NA FASE ADULTA...
Um dos principais problemas relacionados a essa adaptação é a falta de tempo, que cria os "atletas de final de semana". Praticar atividade física somente aos finais de semana pode não ser bom à própria saúde. É necessário um ritmo correto entre exercício e descanso. O recomendado é que, para cada dia de exercício, seja dado um dia de descanso, principalmente para as pessoas que se iniciam.

As conseqüências do sedentarismo para a saúde do homem são nefastas e bem conhecidas: maior risco de aterosclerose e suas conseqüências (angina, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral), aumento da obesidade, aparição de problemas como: hipertensão arterial, diabetes, osteoporose, dislipidemia, doença pulmonar obstrutiva crônica, asma, depressão, ansiedade, além de aumento do risco de afecções osteomusculares e de alguns tipos de câncer (cólon e de mama).

PARTICIPE DESTE ATO FRATERNO!!!
NESTA QUARTA-FEIRA EM FRENTE Á PREFEITURA!!!

DIA DO DESAFIO- 31/05/2010
"AGITA PORTO VELHO!!!"
 
Crianças, estudantes, operários, donas-de-casa, profissionais liberais, todos se mobilizaram no Dia do Desafio para repetir o desempenho no evento do ano passado, quando Porto Velho venceu a competição disputando com a cidade peruana de Santiago Del Sur.


Desde o começo da manhã, a primeira-dama Lucilene Peixoto percorreu vários pontos onde havia atividades do evento que este ano trouxe como tema o "Intercâmbio Cultural". Desta vez Porto Velho competiu com a cidade cubana de Camaguey.
"O importante é que o maior número de pessoas entendam o espírito do evento que é, antes de tudo, o de despertar o interesse por atividades desportivas, culturais e, o que é mais importante ainda, o sentimento de solidariedade humana", ressaltou.

A expectativa de um bom resultado da capital é grande, se for levado em conta a adesão em massa de empresas e instituições públicas ao evento. O Sesc abriu as portas logo cedo para os colégios participarem de atividades de lazer. Os idosos também participaram do Dia do Desafio, com aulas de hidroginástica. A solidariedade também tomou conta dos moradores do bairro Feliz Cidade, onde a comunidade se reuniu para a construção da sede da Associação.

O abraço à Maternidade Municipal, organizado pela Coordenadoria de Mulheres, foi marcado pela emoção. "Esta é uma forma de participarmos do Dia do Desafio, mostrando o quanto esta obra é importante para as mulheres"," afirmou a coordenadora, Mara Regina. A Coordenadoria organizou ainda a plantação de mudas de ipê.

A Secretaria Municipal de Obras (Semob) aproveitou a data para fazer uma confraternização entre os 182 funcionários. Houve também atividades física com a participação de mecânicos, borracheiros, operadores de máquinas, cozinheiras, zeladores, pessoal de apoio administrativo, engenheiros e arquitetos.

O prefeito Roberto Sobrinho também esteve pessoalmente envolvido nas atividades do Dia do Desafio. Trata-se de um evento mundial realizado desde 1995 com o aval da Unesco, organizado no Brasil pelo Serviço Social do Comércio (Sesc) e realizado pelas prefeituras em parceria com a Rede Globo de Televisão.

Em Porto Velho o evento é coordenado pela primeira-dama do município, Lucilene Peixoto, e tem como parceira a Brasil Telecom. Neste ano, a capital vai competir com o município cubano de Camaguey e tenta repetir a performance do ano passado quando venceu a competição concorrendo com a cidade peruana de Santiago Del Sur.

Gabinete do prefeito

Dezenas de servidores municipais lotados no gabinete do prefeito Roberto Sobrinho aceitaram o desafio e participaram do "Dia Mundial do Desafio".

Os professores de Educação Física do Sesc, Walacy de Lima, Paola Cavalcanti, Keila Alves e Ana Claudia Souza fizeram uma aula de ginástica laboral e preventiva com os funcionários do executivo. Durante 15 minutos, que era a proposta do Dia do Desafio, os servidores fizeram exercícios físicos voltados para a necessidade de quem fica muito tempo parado por força do trabalho. Quem fica no computador, ou sentado o dia todo teve oportunidade de movimentar o corpo com atividades direcionadas.

MANICURES & CABELEREIROS DIA DO DESAFIO!!!

Cerca de trinta profissionais entre manicures e cabeleireiros participaram do Dia do Desafio, desenvolvendo uma manhã de atividades no pátio da Prefeitura Municipal.

As cabeleireiras que fazem parte do Curso de Cabeleireiros da Semdes, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Socioeconômico presentearam o público com cortes de cabelos de graça. As manicures que fazem parte da Federação Rondoniense de Mulheres apresentaram toda a habilidade profissional fazendo unhas gratuitamente para o público.

O evento do ano passado encerrou às 21 horas, e até às 17 horas a Central 3221-7777 registrava mais de 100 mil participações no Dia do Desafio.

Fonte: Wikipédia;
Portal da Prefeitura de Porto Velho

E VOCÊ??? MOTIVADO E DESAFIADO?!?!? ENTÃO VAMOS LÁ!!!
***Leve sua máquina de filmar ou fotografar e registre-se em AÇÃO!!!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

FAP E O NTEP




O QUE É FAP E O NTEP?



A novidade que vem da Previdência Social , e traz mais complexidade para a gestão da saúde ocupacional no momento da renovação da Lei 10.666/03 e as resoluções do INSS 1236/04 e 1269/06 introduziram duas novas práticas na rotina de saúde ocupacional das empresas: o FAP e o NTEP.O FAP - Fator Acidentário Previdenciário é um coeficiente que varia de forma contínua no intervalo de 0,5 a 2,0 que deverá ser fornecido ainda neste ano pelo INSS para as empresas multiplicarem às suas alíquotas atuais de recolhimento de SAT - Seguro Acidente de Trabalho e assim conhecerem a nova alíquota a ser recolhida aos cofres da União. A nova alíquota assim definida poderá ser menor ou maior que a anterior dependendo da performance da empresa no campo dos afastamentos de trabalhadores para o INSS por todas as causas (e não apenas por acidentes de trabalho). Quem afastar mais empregados para o INSS pagará mais, quem afastar menos pagará menos o valor do SAT. O FAP de cada empresa deverá ter o mesmo valor por todo o período de um ano.O fundamento do FAP está na teoria do “bonus et malus” muito utilizada nos sistemas de seguro de automóveis: quem bate mais o carro paga mais seguro. É mais ou menos assim. O FAP será calculado com base na integração da freqüência dos afastamentos, na gravidade dos afastamentos e no custo dos afastamentos representado pelo montante de que o INSS gastou com pagamentos de benefícios.Já o NTEP - Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário, outra novidade do INSS para este ano, surge para modificar o atual NTP - Nexo Técnico Previdenciário. Em que consiste o NTEP?O NTEP é uma nova metodologia de reconhecimento de doenças relacionadas ao trabalho e de certa forma também de emissão automática de CAT - Comunicação de Acidente de Trabalho. Como funcionará?O INSS já possui de forma organizada um banco de dados sobre as causas médicas em forma de CID - Código Internacional de Doenças para todos os afastamentos de empregados doentes de uma empresa. As causas médicas dos afastamentos de uma dada empresa com um determinado CNAE - Código Nacional de Atividade Econômica serão epidemiológicamente confrontadas com as causas médicas de afastamentos encontrados na população geral.Se o INSS detectar que o fato de se trabalhar numa determinada empresa (de um determinado CNAE restrito) aumenta epidemiologicamente o risco de se contrair uma determinada doença (identificada pelo perito através do CID) e dela se afastar pelo INSS, então até que se prove o contrário (contra-prova a cargo da empresa) esta doença será tratada como sendo relacionada ao trabalho. Em conseqüência, o afastamento previdenciário também será tratado como objeto de emissão de CAT - Comunicação de Acidente de Trabalho. Caberá à empresa, através de contra-provas consistentes demonstrar a inexistência do suposto vínculo entre o afastamento e o trabalho, se for o caso. dos postos de trabalho com as tarefas pertinentes a cada função, incluindo a descrição das ferramentas e ciclos do trabalho, tomando por base o Código Brasileiro de Ocupações (CBO), e informar os responsáveis, lembrando do perfil epidemiológico da doença e sobretudo no disposto na NR7 (PCMSO),O NR 9 (PPRA) e NR 15;O INSS ao propor uma nova metodologia de apuração de doenças supostamente relacionadas ao trabalho através do NTEP incrementará a complexidade já existente na gestão da saúde ocupacional levando as empresas a organizarem um custoso e complexo aparato de contra-provas de natureza médico-pericial. A AMIMT sensível à importância e à complexidade das mudanças propostas pelo INSS irá organizar um grande Seminário sobre a matéria no sentido de orientar os médicos do trabalho, os profissionais de RH, o setor de pessoal e o jurídico das empresas na implementação do NTEP.








1/3 DA POPULAÇÃO FEMININA É ALCOOLICA!!!


O que é?


O alcoolismo é o conjunto de problemas relacionados ao consumo excessivo e prolongado do álcool; é entendido como o vício de ingestão excessiva e regular de bebidas alcoólicas, e todas as conseqüências decorrentes. O alcoolismo é, portanto, um conjunto de diagnósticos. Dentro do alcoolismo existe a dependência, a abstinência, o abuso (uso excessivo, porém não continuado), intoxicação por álcool (embriaguez). Síndromes amnéstica (perdas restritas de memória), demencial, alucinatória, delirante, de humor. Distúrbios de ansiedade, sexuais, do sono e distúrbios inespecíficos. Por fim o delirium tremens, que pode ser fatal.

Assim o alcoolismo é um termo genérico que indica algum problema, mas medicamente para maior precisão, é necessário apontar qual ou quais distúrbios estão presentes, pois geralmente há mais de um.

O fenômeno da Dependência (Addiction)

O comportamento de repetição obedece a dois mecanismos básicos não patológicos: o reforço positivo e o reforço negativo. O reforço positivo refere-se ao comportamento de busca do prazer: quando algo é agradável a pessoa busca os mesmos estímulos para obter a mesma satisfação. O reforço negativo refere-se ao comportamento de evitação de dor ou desprazer. Quando algo é desagradável a pessoa procura os mesmos meios para evitar a dor ou desprazer, causados numa dada circunstância. A fixação de uma pessoa no comportamento de busca do álcool, obedece a esses dois mecanismos acima apresentados. No começo a busca é pelo prazer que a bebida proporciona. Depois de um período, quando a pessoa não alcança mais o prazer anteriormente obtido, não consegue mais parar porque sempre que isso é tentado surgem os sintomas desagradáveis da abstinência, e para evitá-los a pessoa mantém o uso do álcool. Os reforços positivo e negativo são mecanismos ou recursos normais que permitem às pessoas se adaptarem ao seu ambiente.

As medicações hoje em uso atuam sobre essas fases: a naltrexona inibe o prazer dado pelo álcool, inibindo o reforço positivo; o acamprosato diminui o mal estar causado pela abstinência, inibindo o reforço negativo. Provavelmente, dentro de pouco tempo, teremos estudos avaliando o benefício trazido pela combinação dessas duas medicações para os dependentes de álcool que não obtiveram resultados satisfatórios com cada uma isoladamente.

Tolerância e Dependência

A tolerância e a dependência ao álcool são dois eventos distintos e indissociáveis. A tolerância é a necessidade de doses maiores de álcool para a manutenção do efeito de embriaguez obtido nas primeiras doses. Se no começo uma dose de uísque era suficiente para uma leve sensação de tranqüilidade, depois de duas semanas (por exemplo) são necessárias duas doses para o mesmo efeito. Nessa situação se diz que o indivíduo está desenvolvendo tolerância ao álcool. Normalmente, à medida que se eleva a dose da bebida alcoólica para se contornar a tolerância, ela volta em doses cada vez mais altas. Aos poucos, cinco doses de uísque podem se tornar inócuas para o indivíduo que antes se embriagava com uma dose. Na prática não se observa uma total tolerância, mas de forma parcial. Um indivíduo que antes se embriagava com uma dose de uísque e passa a ter uma leve embriaguez com três doses está tolerante apesar de ter algum grau de embriaguez. O alcoólatra não pode dizer que não está tolerante ao álcool por apresentar sistematicamente um certo grau de embriaguez. O critério não é a ausência ou presença de embriaguez, mas a perda relativa do efeito da bebida. A tolerância ocorre antes da dependência. Os primeiros indícios de tolerância não significam, necessariamente, dependência, mas é o sinal claro de que a dependência não está longe. A dependência é simultânea à tolerância. A dependência será tanto mais intensa quanto mais intenso for o grau de tolerância ao álcool. Dizemos que a pessoa tornou-se dependente do álcool quando ela não tem mais forças por si própria de interromper ou diminuir o uso do álcool.

O alcoólatra de "primeira viagem" sempre tem a impressão de que pode parar quando quiser e afirma: "quando eu quiser, eu paro". Essa frase geralmente encobre o alcoolismo incipiente e resistente; resistente porque o paciente nega qualquer problema relacionado ao álcool, mesmo que os outros não acreditem, ele próprio acredita na ilusão que criou. A negação do próprio alcoolismo, quando ele não é evidente ou está começando, é uma forma de defesa da auto-imagem (aquilo que a pessoa pensa de si mesma). O alcoolismo, como qualquer diagnóstico psiquiátrico, é estigmatizante. Fazer com que uma pessoa reconheça o próprio estado de dependência alcoólica, é exigir dela uma forte quebra da auto-imagem e conseqüentemente da auto-estima. Com a auto-estima enfraquecida a pessoa já não tem a mesma disposição para viver e, portanto, lutar contra a própria doença. É uma situação paradoxal para a qual não se obteve uma solução satisfatória. Dependerá da arte de conduzir cada caso particularmente, dependerá da habilidade de cada psiquiatra.

Aspectos Gerais do Alcoolismo

A identificação precoce do alcoolismo geralmente é prejudicada pela negação dos pacientes quanto a sua condição de alcoólatras. Além disso, nos estágios iniciais é mais difícil fazer o diagnóstico, pois os limites entre o uso "social" e a dependência nem sempre são claros. Quando o diagnóstico é evidente e o paciente concorda em se tratar é porque já se passou muito tempo, e diversos prejuízos foram sofridos. É mais difícil de se reverter o processo. Como a maioria dos diagnósticos mentais, o alcoolismo possui um forte estigma social, e os usuários tendem a evitar esse estigma. Esta defesa natural para a preservação da auto-estima acaba trazendo atrasos na intervenção terapêutica. Para se iniciar um tratamento para o alcoolismo é necessário que o paciente preserve em níveis elevados sua auto-estima sem, contudo, negar sua condição de alcoólatra, fato muito difícil de se conseguir na prática. O profissional deve estar atento a qualquer modificação do comportamento dos pacientes no seguinte sentido: falta de diálogo com o cônjuge, freqüentes explosões temperamentais com manifestação de raiva, atitudes hostis, perda do interesse na relação conjugal. O Álcool pode ser procurado tanto para ficar sexualmente desinibido como para evitar a vida sexual. No trabalho os colegas podem notar um comportamento mais irritável do que o habitual, atrasos e mesmo faltas. Acidentes de carro passam a acontecer. Quando essas situações acontecem é sinal de que o indivíduo já perdeu o controle da bebida: pode estar travando uma luta solitária para diminuir o consumo do álcool, mas geralmente as iniciativas pessoais resultam em fracassos. As manifestações corporais costumam começar por vômitos pela manhã, dores abdominais, diarréia, gastrites, aumento do tamanho do fígado. Pequenos acidentes que provocam contusões, e outros tipos de ferimentos se tornam mais freqüentes, bem como esquecimentos mais intensos do que os lapsos que ocorrem naturalmente com qualquer um, envolvendo obrigações e deveres sociais e trabalhistas. A susceptibilidade a infecções aumenta e dependendo da predisposição de cada um, podem surgir crises convulsivas. Nos casos de dúvidas quanto ao diagnóstico, deve-se sempre avaliar incidências familiares de alcoolismo porque se sabe que a carga genética predispõe ao alcoolismo. É muito mais comum do que se imagina a coexistência de alcoolismo com outros problemas psiquiátricos prévios ou mesmo precipitante. Os transtornos de ansiedade, depressão e insônia podem levar ao alcoolismo. Tratando-se a base do problema muitas vezes se resolve o alcoolismo. Já os transtornos de personalidade tornam o tratamento mais difícil e prejudicam a obtenção de sucesso.

Tratamento do Alcoolismo

O alcoolismo, essencialmente, é o desejo incontrolável de consumir bebidas alcoólicas numa quantidade prejudicial ao bebedor. O núcleo da doença é o desejo pelo álcool; há tempos isto é aceito, mas nunca se obteve uma substância psicoativa que inibisse tal desejo. Como prova de que inúmeros fracassos não desanimaram os pesquisadores, temos hoje já comprovadas, ou em fase avançada de testes, três substâncias eficazes na supressão do desejo pelo álcool, três remédios que atingem a essência do problema, que cortam o mal pela raiz. Estamos falando naltrexona, do acamprosato e da ondansetrona. O tratamento do alcoolismo não deve ser confundido com o tratamento da abstinência alcoólica. Como o organismo incorpora literalmente o álcool ao seu metabolismo, a interrupção da ingestão de álcool faz com que o corpo se ressinta: a isto chamamos abstinência que, dependendo, do tempo e da quantidade de álcool consumidos pode causar sérios problemas e até a morte nos casos não tratados. As medicações acima citadas não têm finalidade de atuar nessa fase. A abstinência já tem suas alternativas de tratamento bem estabelecidas e relativamente satisfatórias. O Dissulfiram é uma substância que força o paciente a não beber sob a pena de intenso mal estar: se isso for feito, não suprime o desejo e deixa o paciente num conflito psicológico amargo. Muitos alcoólatras morreram por não conseguirem conter o desejo pelo álcool enquanto estavam sob efeito do Dissulfiram. Mesmo sabendo o que poderia acontecer, não conseguiram evitar a combinação do álcool com o Dissulfiram, não conseguiram sequer esperar a eliminação do Dissulfiram. Fatos como esses servem para que os clínicos e os não-alcoólatras saibam o quanto é forte a inclinação para o álcool sofrida pelos alcoólatras, mais forte que a própria ameaça de morte. Serve também para medir o grau de benefício trazido pelas medicações que suprimem o desejo pelo álcool, atualmente disponíveis. Podemos fazer uma analogia para entender essa evolução. Com o Dissulfiram o paciente tem que fazer um esforço semelhante ao motorista que tenta segurar um veículo ladeira abaixo, pondo-se à frente deste, tentando impedir que o automóvel deslanche, atropelando o próprio motorista. Com as novas medicações o motorista está dentro do carro apertando o pedal do freio até que o carro chegue no fim da ladeira. Em ambos os casos, é possível chegar ao fim da ladeira (controle do alcoolismo). Numa o esforço é enorme causando grande percentagem de fracassos; noutro o esforço é pequeno, permitindo grande adesão ao tratamento. Vejamos agora algumas informações sobre as novas medicações.

Naltrexona

A naltrexona é uma substância conhecida há vários anos; seu uso restringia-se ao bloqueio da atividade dos opióides. É uma espécie de antídoto para a intoxicação de heroína, morfina e similares. Recentemente verificou-se que a naltrexona possui um efeito bloqueador do prazer proporcionado pelo álcool, cortando o ciclo de reforço positivo que leva e mantém o alcoolismo. A naltrexona foi a primeira substância a atingir a essência do alcoolismo: o desejo pelo consumo de álcool. Como era uma medicação conhecida quanto aos efeitos benéficos e colaterais, sua utilização para o alcoolismo foi relativamente rápida pois já se encontrava no mercado há muitos anos: bastou que se acrescentasse na bula uma nova indicação, o tratamento do alcoolismo. Os principais efeitos colaterais da naltrexona, o enjôo e o vômito não são intensos o suficiente para impedir o seu uso. Os principais efeitos da naltrexona são inibir o desejo pelo álcool e mesmo que se beba, o prazer da sensação de estar "alto" é abolido. Assim, a bebida para o alcoólatra em uso de naltrexona se torna sem graça. Como não há uma interação danosa entre Álcool e naltrexona, a naltrexona exerce uma real atividade terapêutica. Os estudos mostram que a recaída do alcoolismo é menor entre as pessoas que fazem uso de naltrexona em relação ao placebo; o baixo índice de efeitos colaterais da naltrexona permite que os pacientes adiram ao tratamento prolongado. Agora ficou mais fácil diferenciar o alcoólatra impotente perante seu vício daquele que simplesmente não quer abandonar o prazer da embriaguez. O paciente que se nega a tratar-se por perceber que a naltrexona abole o prazer é o alcoólatra por opção; aquele que adere ao tratamento era a vítima do vício. Por fim, não podemos esquecer que nem todos os pacientes se beneficiam da naltrexona, ou seja, há uma parcela da população que mesmo em uso da naltrexona mantém o prazer da bebida e nesses o tratamento é ineficaz. A naltrexona foi o primeiro e grande passo para o tratamento do alcoolismo, mas não resolveu todo o problema sozinho.

Acamprosato

Essa substância ao contrário da naltrexona é nova e foi criada especificamente para o tratamento do alcoolismo. Está sendo introduzida no mercado brasileiro pela Merck, mas já é usada na Europa há alguns anos. O mecanismo do acamprosato é distinto da naltrexona embora também diminua o desejo pelo álcool. O acamprosato atua mais na abstinência, reduzindo o reforço negativo deixado pela supressão do álcool naqueles que se tornaram dependentes. Podemos dizer que há basicamente dois mecanismos de manutenção da dependência química ao álcool: inicialmente há o reforço pelo estímulo positivo, pela busca de gratificação e prazer dadas pelo álcool. À medida que o indivíduo se torna tolerante às primeiras doses passa a ser necessária sua elevação para voltar a ter o mesmo prazer das primeiras doses. Nessa fase o indivíduo já é dependente e está em aprofundamento e agravamento da dependência. A bebida não dá mais prazer algum e por outro lado trouxe uma série de problemas pessoais e sociais; o alcoólatra está preso ao vício porque ao tentar interromper o consumo de álcool surgem os efeitos da abstinência. Nessa fase o alcoolista bebe não mais por prazer, mas para não sofrer os efeitos da abstinência alcoólica. É nesta fase que o acamprosato atua. Além de inibir os efeitos agudos da abstinência como os benzodiazepínicos fazem, o acamprosato inibe o desejo pelo álcool nessa fase, diminuindo as taxas de recaída para os pacientes que interromperam o consumo de álcool. A principal atividade do acamprosato é sobre os neurotransmissores gabaérgicos, taurinérgicos e glutamatérgicos, envolvidos no mecanismo da abstinência alcoólica. O acamprosato tem poucos efeitos colaterais: os principais indicados foram consufão mental leve, dificuldade de concentração, alterações das sensações nos membros inferiores, dores musculares, vertigens.

Ondansetrona

Esta medicação vem sendo usada e aprovada como inibidor de vômitos, principalmente nos pacientes que fazem uso de medicações que provocam fortes enjôos como alguns quimioterápicos. Está em estudo a utilização na bulimia nervosa para conter os vômitos induzidos por esses pacientes. Mais recentemente vem sendo estudado seu efeito no tratamento do álcool. Esses estudos ainda estão em fase preliminar; uma possível aprovação para o alcoolismo deverá levar talvez alguns anos. Essa medicação tem um efeito específico como antagonista do receptor serotoninégico 5-HT3. Por enquanto há poucos estudos da eficácia da Ondansetrona no alcoolismo, o que se obteve, por enquanto, é uma maior eficácia no tratamento do alcoolismo nas fases iniciais. Alcoolistas de longa data e doses altas não apresentaram resultado muito superior ao placebo. Se aprovada hoje, sua utilização recairia sobre os pacientes alcoólatras há pouco tempo. A forma de ação é parecida a da naltrexona, inibindo o reforço positivo, o prazer que o álcool dá nas fases iniciais do alcoolismo. Os pacientes que tomam Ondansetrona tendem a beber menos que o habitual. Os autores de um recente trabalho com a Ondansetrona (JAMA. 2000;284:963-971) consideraram-se frustrados com o resultado clínico obtido.

Problemas Clínicos

Diversos são os problemas causados pela bebida alcoólica pesada e prolongada. Fugiria ao nosso objetivo entrar em detalhes a esse respeito, por isso abordaremos o tema superficialmente.

Sistema Nervoso - Amnésias nos períodos de embriaguez acontecem em 30 a 40% das pessoas no fim da adolescência e início da terceira década de vida: provavelmente o álcool inibe algum dos sistemas de memória impedindo que a pessoa se recorde de fatos ocorridos durante o período de embriaguez. Induz a sonolência, mas o sono sob efeito do álcool não é natural, tendo sua estrutura registrada no eletroencefalograma alterado. Entre 5 e 15% dos alcoólatras apresentam neuropatia periférica. Este problema consiste num permanente estado de hipersensibilidade, dormência, formigamento nas mãos, pés ou ambos. Nas síndromes alcoólicas pode-se encontrar quase todas as patologias psiquiátricas: estados de euforia patológica, depressões, estados de ansiedade na abstinência, delírios e alucinações, perda de memória e comportamento desajustado.

Sistema Gastrintestinal - Grande quantidade de álcool ingerida de uma vez pode levar a inflamação no esôfago e estômago o que pode levar a sangramentos além de enjôo, vômitos e perda de peso. Esses problemas costumam ser reversíveis, mas as varizes decorrentes de cirrose hepática além de irreversíveis, são potencialmente fatais devido ao sangramento de grande volume que pode acarretar. Pancreatites agudas e crônicas são comuns nos alcoólatras constituindo-se uma emergência à parte. A cirrose hepática é um dos problemas mais falados dos alcoólatras; é um problema irreversível e incompatível com a vida, levando o alcoólatra lentamente à morte.

Câncer - Os alcoólatras estão 10 vezes mais sujeitos a qualquer forma de câncer que a população em geral.

Sistema Cardiovascular - Doses elevadas por muito tempo provocam lesões no coração provocando arritmias e outros problemas como trombos e derrames conseqüentes. É relativamente comum a ocorrência de um acidente vascular cerebral após a ingestão de grande quantidade de bebida.

Hormônios Sexuais - O metabolismo do álcool afeta o balanço dos hormônios reprodutivos no homem e na mulher. No homem o álcool contribui para lesões testiculares o que prejudica a produção de testosterona e a síntese de esperma. Já com cinco dias de uso contínuo de 220 gramas de álcool os efeitos acima mencionados começam a se manifestar e continua a se aprofundar com a permanência do álcool. Essa deficiência contribui para a feminilização dos homens, com o surgimento, por exemplo, de ginecomastia (presença de mamas no homem).

Hormônios Tireoideanos - Não há evidências de que o alcoolismo afete diretamente os níveis dos hormônios tireoideanos. Há pacientes alcoólatras que apresentam alterações tanto para mais como para menos nos níveis desses hormônios; presume-se que quando isso ocorre seja de forma indireta por afetar outros sistemas do corpo.

Hormônio do crescimento - Alterações são observadas em indivíduos que abusam de álcool, mas essas alterações não provocam problemas detectáveis como inibição do crescimento ou baixa estatura, pelo menos até o momento.

Hormônio Antidiurético - Esse hormônio inibe a perda de água pelos rins, o álcool inibe esse hormônio: como resultado a pessoa perde mais água que o habitual, urina mais, o que pode levar a desidratação.

Ociticina - Esse hormônio é responsável pelas contrações do útero no parto. O álcool tanto pode inibir um parto prematuro como atrapalhar um parto a termo, podendo tanto ser terapêutico como danoso.

Insulina - O álcool não afeta diretamente os níveis de insulina: quando isso acontece é por causa de uma possível pancreatite que é outro processo distinto. A diminuição do açúcar no sangue não se deve a ação do álcool sobre a insulina ou sobre o glucagon (outro hormônio envolvido no metabolismo do açúcar).

Gastrina - Este hormônio estimula a secreção de ácido no estômago preparando-o para a digestão. O principal estímulo para a secreção de gastrina é a presença de alimentos no estômago, principalmente as proteínas. É controverso o efeito do álcool sobre a gastrina, alguns pesquisadores dizem que o álcool não provoca sua liberação, outros dizem que provoca, o que levaria ao aumento da acidez estomacal. Podem provocar úlceras no aparelho digestivo.

Recaída

A taxa de recaída (voltar a beber depois de ter se tornado dependente e parado com o uso de álcool) é muito alta: aproximadamente 90% dos alcoólatras voltam a beber nos 4 anos seguintes a interrupção, quando nenhum tratamento é feito. A semelhança com outras formas de dependência como a nicotina, tranqüilizantes, estimulantes, etc, levam a crer que um há um mecanismo psicológico (cognitivo) em comum. O dependente que consiga manter-se longe do primeiro gole terá mais chances de contornar a recaída. O aspecto central da recaída é o chamado "craving", palavra sem tradução para o português que significa uma intensa vontade de voltar a consumir uma droga pelo prazer que ela causa. O craving é a dependência psicológica propriamente dita.

As mulheres são mais vulneráveis ao álcool que os homens?

Aparentemente as mulheres são mais vulneráveis sim. Elas atingem concentrações sanguíneas de álcool mais altas com as mesmas doses quando comparadas aos homens. Parece também que sob a mesma carga de álcool os órgãos das mulheres são mais prejudicados do que o dos homens. A idade onde se encontra a maior incidência de alcoolismo feminino está entre 26e 34 anos, principalmente entre mulheres separadas. Se a separação foi causa ou efeito do alcoolismo isto ainda não está claro. As conseqüências do alcoolismo sobre os órgãos são diferentes nas mulheres: elas estão mais sujeitas a cirrose hepática do que o homem. Alguns estudos mostram que o consumo moderado de álcool diário aumenta as chances de câncer de mama. Um drink por dia não afeta a incidência desse câncer.

Filhos de Alcoólatras

Milhões de crianças e adolescentes convivem com algum parente alcoólatra no Brasil. As estatísticas mostram que eles estarão mais sujeitos a problemas emocionais e psiquiátricos do que a população desta faixa etária não exposta ao problema, o que de forma alguma significa que todos eles serão afetados. Na verdade 59% não desenvolvem nenhum problema. O primeiro problema que podemos citar é a baixa auto-estima e auto-imagem com conseqüentes repercussões negativas sobre o rendimento escolar e demais áreas do funcionamento mental, inclusive em testes de QI. Esses adolescentes e crianças tendem quando examinados a subestimarem suas próprias capacidades e qualidades. Outros problemas comuns em filhos e parentes de alcoólatras são persistência em mentiras, roubo, conflitos e brigas com colegas, vadiagem e problemas com o colégio.

O alcoolismo é genético?

Esta pergunta bastante antiga vem sendo mais bem estudada nas últimas décadas através de estudos com gêmeos, e será mais aprofundada com o projeto genoma. A influência familiar do alcoolismo é um fato já conhecido e aceito. O que se pergunta é se o alcoolismo ocorre por influência do convívio ou por influência genética. Para responder a essa pergunta a melhor maneira é a verificação prática da influência, o que pode ser feito estudando os filhos dos alcoólatras. Estudos como esses podem investigar os gêmeos monozigóticos (idênticos) e os dizigóticos. Constatou-se que quando um dos gêmeos idênticos se torna alcoólatra o irmão se torna mais freqüentemente alcoólatra do que os irmãos gêmeos não idênticos. Essa constatação mostra a influência genética real, mas não explica porque, mesmo tendo os "gens do alcoolismo," uma pessoa não se torna alcoólatra. Os estudos familiares mostraram que a participação genética é inegável, mas apenas parcial, os demais fatores que levam ao desenvolvimento do alcoolismo não estão suficientemente claros.

Problemas Psiquiátricos Causados pelo Alcoolismo

Abuso de Álcool

A pessoa que abusa de álcool não é necessariamente alcoólatra, ou seja, dependente e faz uso continuado. O critério de abuso existe para caracterizar as pessoas que eventualmente, mas recorrentemente têm problemas por causa dos exagerados consumos de álcool em curtos períodos de tempo. Critérios: para se fazer esse diagnóstico é preciso que o paciente esteja tendo problemas com álcool durante pelo menos 12 meses e ter pelo menos uma das seguintes situações: a) prejuízos significativos no trabalho, escola ou família como faltas ou negligências nos cuidados com os filhos. b) exposição a situações potencialmente perigosas como dirigir ou manipular máquinas perigosas embriagado. c) problemas legais como desacato a autoridades ou superiores. d) persistência no uso de álcool apesar do apelo das pessoas próximas em que se interrompa o uso.

Dependência ao Álcool

Para se fazer o diagnóstico de dependência alcoólica é necessário que o usuário venha tendo problemas decorrentes do uso de álcool durante 12 meses seguidos e preencher pelo menos 3 dos seguintes critérios: a) apresentar tolerância ao álcool -- marcante aumento da quantidade ingerida para produção do mesmo efeito obtido no início ou marcante diminuição dos sintomas de embriaguez ou outros resultantes do consumo de álcool apesar da continua ingestão de álcool.
b) sinais de abstinência -- após a interrupção do consumo de álcool a pessoa passa a apresentar os seguintes sinais: sudorese excessiva, aceleração do pulso (acima de 100), tremores nas mãos, insônia, náuseas e vômitos, agitação psicomotora, ansiedade, convulsões, alucinações táteis. A reversão desses sinais com a reintrodução do álcool comprova a abstinência. Apesar do álcool "tratar" a abstinência o tratamento de fato é feito com diazepam ou clordiazepóxido dentre outras medicações.
c) o dependente de álcool geralmente bebe mais do que planejava beber
d) persistente desejo de voltar a beber ou incapacidade de interromper o uso.
e) emprego de muito tempo para obtenção de bebida ou recuperando-se do efeito.
f) persistência na bebida apesar dos problemas e prejuízos gerados como perda do emprego e das relações familiares.

Abstinência alcoólica

A síndrome de abstinência constitui-se no conjunto de sinais e sintomas observado nas pessoas que interrompem o uso de álcool após longo e intenso uso. As formas mais leves de abstinência se apresentam com tremores, aumento da sudorese, aceleração do pulso, insônia, náuseas e vômitos, ansiedade depois de 6 a 48 horas desde a última bebida. A síndrome de abstinência leve não precisa necessariamente surgir com todos esses sintomas, na maioria das vezes, inclusive, limita-se aos tremores, insônia e irritabilidade. A síndrome de abstinência torna-se mais perigosa com o surgimento do delirium tremens. Nesse estado o paciente apresenta confusão mental, alucinações, convulsões. Geralmente começa dentro de 48 a 96 horas a partir da ultima dose de bebida. Dada a potencial gravidade dos casos é recomendável tratar preventivamente todos os pacientes dependentes de álcool para se evitar que tais síndromes surjam. Para se fazer o diagnóstico de abstinência, é necessário que o paciente tenha pelo menos diminuído o volume de ingestão alcoólica, ou seja, mesmo não interrompendo completamente é possível surgir a abstinência. Alguns pesquisadores afirmam que as abstinências tornam-se mais graves na medida em que se repetem, ou seja, um dependente que esteja passando pela quinta ou sexta abstinência estará sofrendo os sintomas mencionados com mais intensidade, até que surja um quadro convulsivo ou de delirium tremens. As primeiras abstinências são menos intensas e perigosas.

Delirium Tremens

O Delirium Tremens é uma forma mais intensa e complicada da abstinência. Delirium é um diagnóstico inespecífico em psiquiatria que designa estado de confusão mental: a pessoa não sabe onde está, em que dia está, não consegue prestar atenção em nada, tem um comportamento desorganizado, sua fala é desorganizada ou ininteligível, a noite pode ficar mais agitado do que de dia. A abstinência e várias outras condições médicas não relacionadas ao alcoolismo podem causar esse problema. Como dentro do estado de delirium da abstinência alcoólica são comuns os tremores intensos ou mesmo convulsão, o nome ficou como Delirium Tremens. Um traço comum no delírio tremens, mas nem sempre presente são as alucinações táteis e visuais em que o paciente "vê" insetos ou animais asquerosos próximos ou pelo seu corpo. Esse tipo de alucinação pode levar o paciente a um estado de agitação violenta para tentar livrar-se dos animais que o atacam. Pode ocorrer também uma forma de alucinação induzida, por exemplo, o entrevistador pergunta ao paciente se está vendo as formigas andando em cima da mesa sem que nada exista e o paciente passa a ver os insetos sugeridos. O Delirim Tremens é uma condição potencialmente fatal, principalmente nos dias quentes e nos pacientes debilitados. A fatalidade quando ocorre é devida ao desequilíbrio hidro-eletrolítico do corpo.

Intoxicação pelo álcool

O estado de intoxicação é simplesmente a conhecida embriaguez, que normalmente é obtida voluntariamente. No estado de intoxicação a pessoa tem alteração da fala (fala arrastada), descoordenação motora, instabilidade no andar, nistagmo (ficar com olhos oscilando no plano horizontal como se estivesse lendo muito rápido), prejuízos na memória e na atenção, estupor ou coma nos casos mais extremos. Normalmente junto a essas alterações neurológicas apresenta-se um comportamento inadequado ou impróprio da pessoa que está intoxicada. Uma pessoa muito embriagada geralmente encontra-se nessa situação porque quis, uma leve intoxicação em alguém que não está habituado é aceitável por inexperiência mas não no caso de alguém que conhece seus limites.

Wernicke-Korsakoff (síndrome amnéstica)

Os alcoólatras "pesados" em parte (10%) desenvolvem algum problema grave de memória. Há dois desses tipos: a primeira é a chamada Síndrome Wernicke-Korsakoff (SWK) e a outra a demência alcoólica. A SWK é caracterizada por descoordenação motora, movimentos oculares rítmicos como se estivesse lendo (nistagmo) e paralisia de certos músculos oculares, provocando algo parecido ao estrabismo para quem antes não tinha nada. Além desses sinais neurológicos o paciente pode estar em confusão mental, ou se com a consciência clara, pode apresentar prejuízos evidentes na memória recente (não consegue gravar o que o examinador falou 5 minutos antes) e muitas vezes para preencher as lacunas da memória o paciente inventa histórias, a isto chamamos fabulações. Este quadro deve ser considerado uma emergência, pois requer imediata reposição da vitamina B1(tiamina) para evitar um agravamento do quadro. Os sintomas neurológicos acima citados são rapidamente revertidos com a reposição da tiamina, mas o déficit da memória pode se tornar permanente. Quando isso acontece o paciente apesar de ter a mente clara e várias outras funções mentais preservadas, torna-se uma pessoa incapaz de manter suas funções sociais e pessoais. Muitos autores referem-se a SWK como uma forma de demência, o que não está errado, mas a demência é um quadro mais abrangente, por isso preferimos o modelo americano que diferencia a SWK da demência alcoólica.

Síndrome Demencial Alcoólica

Esta é semelhante a demência propriamente dita como a de Alzheimer. No uso pesado e prolongado do álcool, mesmo sem a síndrome de Wernick-Korsakoff, o álcool pode provocar lesões difusas no cérebro prejudicando além da memória a capacidade de julgamento, de abstração de conceitos; a personalidade pode se alterar, o comportamento como um todo fica prejudicado. A pessoa torna-se incapaz de sustentar-se.

Síndrome de abstinência fetal

A Síndrome de Abstinência Fetal descrita pela primeira vez em 1973 era considerada inicialmente uma conseqüência da desnutrição da mãe, posteriormente viu-se que os bebês das mães alcoólatras apresentavam problemas distintos dos bebês das mães desnutridas, além de outros problemas que esses não tinham. Constatou-se assim que os recém-natos das mães alcoólatras apresentam um problema específico, sendo então denominada Síndrome de Abstinência Fetal (SAF). As características da SAF são: baixo peso ao nascer, atraso no crescimento e no desenvolvimento, anormalidades neurológicas, prejuízos intelectuais, más formações do esqueleto e sistema nervoso, comportamento perturbado, modificações na pálpebra deixando os olhos mais abertos que o comum, lábio superior fino e alongado. O retardo mental e a hiperatividade são os problemas mais significativos da SAF. Mesmo não havendo retardo é comum ainda o prejuízo no aprendizado, na atenção e na memória; e também descoordenação motora, impulsividade, problemas para falar e ouvir. O déficit de aprendizado pode persistir até a idade adulta.

O estresse pode provocar alcoolismo?

O estresse não determina o alcoolismo, mas estudos mostraram que pessoas submetidas a situações estressantes para as quais não encontra alternativa, tornam-se mais freqüentemente alcoólatras. O álcool possui efeito relaxante e tranqüilizante semelhante ao dos ansiolíticos. O problema é que o álcool tem muito mais efeitos colaterais que os ansiolíticos. Numa situação dessas o uso de ansiolíticos poderia prevenir o surgimento de alcoolismo. Na verdade o que se encontra é a vontade de abolir as preocupações com a embriaguez e isso os ansiolíticos não proporcionam, ou o fazem em doses que levariam ao sono. O homem quando submetido a estresse tende a procurar não a tranqüilidade, mas o prazer. Daí que a vida sexualmente promíscua muitas vezes é acompanhada de abuso de álcool e drogas. O fato de uma pessoa não encontrar uma solução para seu estresse não significa que a solução não exista. A Logoterapia, por exemplo, ajuda o paciente a encontrar um significado na sua angústia. Não suprime a fonte da angústia, mas a torna mais suportável. Quando uma dor adquire um sentido, torna-se possível contorná-la, continuar a vida com um sorriso, desde que ela não seja incapacitante. Sob esse aspecto a logoterapia pode ajudar a vencer o alcoolismo nas suas etapas iniciais, quando ainda não surgiu dependência química. Uma situação de estresse real que passamos atualmente é o desemprego. Este problema social é de difícil resolução e geralmente faz com que as pessoas se ajustem às custas de elevação da tensão emocional prolongada, que é a mesma coisa de estresse.

Alcoolismo e desnutrição

As principais funções do processo alimentar são a manutenção da estrutura corporal e das necessidades energéticas diárias. Uma alimentação equilibrada proporciona o que precisamos. O álcool é uma substância bastante energética, em épocas passadas, chegou a ser usado em pacientes após cirurgias para uma reposição mais rápida da energia perdida na cirurgia. Apesar de altamente calórico o álcool não é armazenável. Não fossem os efeitos prejudiciais ao longo do tempo, o álcool seria um excelente meio de perder peso. Para que se possa entender como o álcool fornece energia e ao mesmo tempo não é armazenável é necessário entender seu mecanismo metabólico o que não será abordado aqui. Pelo fato do usuário de álcool possuir suas necessidades energéticas supridas ele não sente muita ou nenhuma fome, assim não há vontade de comer. A diminuição da oferta das substâncias (proteínas, açucares, gorduras, vitaminas e minerais) usadas na constante reconstrução dos tecidos, não interrompe o processo de destruição natural das células que estão sendo substituídas constantemente. Assim o corpo do alcoólatra começa a se consumir. Esse processo leva a desnutrição.

Testes Neuropsicológicos

Os pacientes alcoólatras confirmados ao se submeterem a testes de inteligência apresentam 45 a 70% normais. Contudo, esses mesmos ao fazerem testes mais específicos em determinadas áreas do funcionamento mental, como a capacidade de resolver problemas, pensamento abstrato, desempenho psicomotor, memória e capacidade de lidar com novidades, costumam apresentar problemas. Os testes normalmente representam atividades desempenhadas diariamente e não situações especiais ou raras. Este resultado mostra que os testes superficiais deixam passar comprometimentos significativos. Os testes neuropsicológicos são mais adequados e precisos na medição de capacidades mentais comprometidas pelo álcool. Tem sido observado também que no cérebro dos alcoólatras ocorrem modificações na estrutura apresentada nos exames de tomografia ou ressonância, além de comprometimento na vascularização e nos padrões elétricos. Como esses achados são recentes, não houve tempo para se estudar a relação entre essas alterações laboratoriais e os prejuízos psicológicos que eles representam.


Efeitos do Álcool sobre o Cérebro

Os resultados de exames pos-mortem (necropsia) mostram que pacientes com história de consumo prolongado e excessivo de álcool têm o cérebro menor, mais leve e encolhido do que o cérebro de pessoas sem história de alcoolismo. Esses achados continuam sendo confirmados pelos exames de imagem como a tomografia, a ressonância magnética e a tomografia por emissão de fótons. O dano físico direto do álcool sobre o cérebro é um fato já inquestionavelmente confirmado. A parte do cérebro mais afetada costumam ser o córtex pré-frontal, a região responsável pelas funções intelectuais superiores como o raciocínio, capacidade de abstração de conceitos e lógica. Os mesmos estudos que investigam as imagens do cérebro identificam uma correspondência linear entre a quantidade de álcool consumida ao longo do tempo e a extensão do dano cortical. Quanto mais álcool mais dano. Depois do córtex, regiões profundas seguem na lista de mais acometidas pelo álcool: as áreas envolvidas com a memória e o cerebelo que é a parte responsável pela coordenação motora.

O Processo Metabólico do Álcool

Quando o álcool é consumido passa pelo estômago e começa a ser absorvido no intestino caindo na corrente sanguínea. Ao passar pelo fígado começa a ser metabolizado, ou seja, a ser transformado em substâncias diferentes do álcool e que não possuem os seus efeitos. A primeira substancia formada pelo álcool chama-se acetaldeído, que é depois convertido em acetado por outras enzimas, essas substâncias assim com o álcool excedente são eliminados pelos rins; as que eventualmente voltam ao fígado acabam sendo transformadas em água e gás carbônico expelido pelos pulmões. A passagem do intestino para o sangue se dá de acordo com a velocidade com que o álcool é ingerido, já o processo de degradação do álcool pelo fígado obedece a um ritmo fixo podendo ser ultrapassado pela quantidade consumida. Quando isso acontece temos a intoxicação pelo álcool, o estado de embriaguez. Isto significa que há muito álcool circulando e agindo sobre o sistema nervoso além dos outros órgãos. Como a quantidade de enzimas é regulável, um indivíduo com uso contínuo de álcool acima das necessidades estará produzindo mais enzimas metabolizadoras do álcool, tornando-se assim mais "resistente" ao álcool. A presença de alimentos no intestino lentifica a absorção do álcool. Quanto mais gordura houver no intestino mais lenta se tornará a absorção do álcool. Apesar do álcool ser altamente calórico (um grama de álcool tem 7,1 calorias; o açúcar tem 4,5), ele não fornece material estocável; assim a energia oferecida pelo álcool é utilizada enquanto ele circula ou é perdida. A famosa "barriga de chop" é dada mais pelos aperitivos que acompanham a bebida.

Consequências corporais do alcoolismo

À medida que o alcoolismo avança, as repercussões sobre o corpo se agravam. Os órgãos mais atingidos são: o cérebro, trato digestivo, coração, músculos, sangue, glândulas hormonais. Como o álcool dissolve o mucus do trato digestivo, provoca irritação na camada externa de revestimento que pode acabar provocando sangramentos. A maioria dos casos de pancreatite aguda (75%) são provocados por alcoolismo. As afecções sobre o fígado podem ir de uma simples degeneração gordurosa à cirrose que é um processo irreversível e incompatível com a vida. O desenvolvimento de patologias cardíacas pode levar 10 anos por abusos de álcool e ao contrário da cirrose pode ser revertida com a interrupção do vício. Os alcoólatras tornam-se mais susceptíveis a infecções porque suas células de defesas são em menor número. O álcool interfere diretamente com a função sexual masculina, com infertilidade por atrofia das células produtoras de testosterona, e diminuição dos hormônios masculinos. O predomínio dos hormônios femininos nos alcoólatras do sexo masculino leva ao surgimento de características físicas femininas como o aumento da mama (ginecomastia). O álcool pode afetar o desejo sexual e levar a impotência por danos causados nos nervos ligados a ereção. Nas mulheres o álcool pode afetar a produção hormonal feminina, levando diminuição da menstruação, infertilidade e afetando as características sexuais femininas.
                               E as conseqüencias morais?!?!?!
Problemas Sociais


No Evangelho de Jesus, identificamos um dos Seus ensinos notáveis, no Evangelho segundo João, no capítulo XIV, itens 1 a 3. Nesses versículos Jesus Cristo estabelece o seguinte:

Credes em Deus, crede também em Mim. Na casa do Meu Pai há muitas moradas. Eu Me vou para vos preparar o lugar, se assim não fosse Eu já vos teria dito.

Quando lemos isso no Evangelho, nos damos conta de que vivemos num planeta que é uma das casas de Deus espalhadas pelo Cosmo, pelo Universo inteiro.

O nosso planeta é a casa que momentaneamente estamos habitando e, não estamos aqui por casualidade. Existirá, sem dúvida, uma razão para que Deus nos haja situado neste planeta.

É óbvio que, nessa altura dos acontecimentos do mundo, da Ciência, do pensamento filosófico, não há mais espaço para admitirmos que seja somente o nosso planeta habitado nesse Universo de bilhões e bilhões de estrelas, cada uma dessas estrelas, cada um desses sois rodeados por seus planetas. Como é que somente o nosso teria o privilégio da vida inteligente no Universo inteiro?

O bom senso nos leva a pensar que há muitas outras cidades cósmicas, continentes siderais, como nós quisermos pensar.

Mas, a nossa Terra foi aquela casa planetária, aquela casa de Deus destinada a nossa habitação. Por isso mesmo estamos aqui numa sociedade, humana, da qual fazemos parte psiquicamente.

Todos os que vivemos neste planeta somos aparentados, temos um parentesco. Deus nos trouxe de alguns lugares, nos reuniu aqui e, naturalmente esses diversos lugares de onde viemos para a Terra, essas múltiplas moradas da casa do Pai, como lembrou Jesus, eram casas, moradas, planetas em que tínhamos características específicas, certas singularidades, certas propriedades, certas inclinações, certas tendências.

Quando nos reunimos aqui formamos a sociedade terrestre. E, essa sociedade terrestre é composta pelos elementos que vivemos nos mais diversos continentes, nos cinco continentes da Terra.

Notamos que, por mais que haja nesses continentes hábitos próprios, culturas próprias, alimentação específica, todos somos muito assemelhados. Enquanto criaturas humanas, sentimos amor, tristezas, mágoas, ódios, temos acessos de ira, temos expressões de ternura.

Somos muito similares, não importa qual seja a língua que estejamos falando; se o nosso país é de primeiro mundo, de segundo mundo, de terceiro ou quarto mundo, o importante é que nós somos muito assemelhados nas nossas reações espirituais.

Isto quer dizer que fazemos parte de uma mesma família evolutiva, um mesmo grupo em que manifestamos aquilo que já tenhamos adquirido.

É óbvio que vamos encontrar na Terra, figuras de exceção. Vamos achar aqui almas como Francisco de Assis, como Chico Xavier, como Abade Pierre, na França, como Luther King, nos Estados Unidos, Lincoln. Vamos achar criaturas como Madre Teresa, como Irmã Dulce. Vamos encontrar gente maravilhosa como João Paulo II. Vamos encontrá-los assim, espalhados nessa imensa massa humana.

Mas, a maioria de nós ainda se debate nas suas próprias tormentas. O ciúme, a mágoa, o ódio, a inveja, o despeito, o orgulho, a vaidade, a alegria exacerbada.

A nossa alegria é tão exacerbada, é tão estranha aqui na Terra que, quando queremos comemorar nossas festividades, temos que beber muito, temos que comer muito, temos que cair na vala do excesso, mostrando que ainda não sabemos aproveitar a nossa vida no planeta.

Tudo conosco raia para os extremos. Se gostamos de uma pessoa, nos apegamos a ela, ficamos ciumentos e, por causa do ciúme, nos atormentamos.

Se gostamos de comer alguma coisa, comemos aquilo até que nos faça mal. Vejamos como nos falta muito equilíbrio, dosando aquilo que o planeta nos oferece.

Por causa disso é que a sociedade em que nós estamos vivendo na Terra é a sociedade que nós merecemos.

Todos somos animais sociais, já disse o filósofo, todos somos criaturas que temos necessidade da vida social mas, enquanto estamos na Terra, nos assemelhamos a crianças colocadas na escola.

Temos que aprender boas maneiras, temos que desenvolver bons modos, temos que aprender a conviver uns com os outros, sabedores de que nessa convivência uns com os outros, alcançaremos o progresso que buscamos.

É a Terra o berço da nossa sociedade atual.

* * *
Sendo aqui o berço da nossa sociedade atual, tudo que fazemos aqui, fazemos em função da nossa volição, da nossa vontade, do nosso livre arbítrio.

Os atos de nossa vida são coordenados pela liberdade que temos de fazê-los. Por causa disto, a partir do momento em que acionamos a roda das nossas ações, estamos submetidos inexoravelmente às consequências dessas ações.

Por isso, Jesus Cristo estabeleceu para nós, que a sementeira que fazemos é de total liberdade, é livre a nossa sementeira, mas depois que se semeou, o que se vai colher é obrigatório.

Assim, na vivência social, vale a pena termos cuidado com aquilo que estamos plantando no território das almas humanas, no território dos corações alheios, no íntimo das vidas que nos rodeiam porque, em verdade, nós teremos as consequências dessa plantação.

E, pensando no fato de que na Terra, quase nunca sabemos semear boas sementes, quase sempre estamos envoltos em tormentas, Jesus Cristo nos diz, com certa dose de amargura:

No mundo só tereis aflições. Que coisa mais estranha.

Mas, se pararmos para pensar, este é o mundo das dúvidas, este é o mundo das incertezas, este é o mundo das impermanências. Nada neste mundo é para sempre, tudo é relativo, tudo é temporário, então, é o mundo das aflições.

Afligimo-nos porque não sabemos se vamos chegar a tempo, na estrada cheia como está, ao nosso trabalho; afligimo-nos porque não sabemos se vamos ser aprovados no vestibular, se seremos aprovados no concurso que fizemos.

Afligimo-nos porque não sabemos se determinada comida nos fará mal ou não, nos afligimos porque não sabemos... nos afligimos.

No mundo só tereis aflições.

Afligimo-nos por não saber se alguém gosta da gente como a gente afirma gostar desse alguém. A mulher tem ciúme do marido: Será que ele gosta de mim como eu gosto dele? O marido tem ciúme da esposa: Será que ela me ama como eu a amo?

E, deste modo, nós vivemos o tempo todo nesses conflitos. Conflitos de fora, da vida social, das necessidades prementes, conflitos por dentro, as nossas incertezas, aquilo que não se imagina se será ou se não será amanhã.

Então, a vida na Terra é uma consequência dos nossos atos. Se vivemos num mundo com essas características, é porque desenvolvemos em algum tempo, em alguma dessas moradas na casa do Pai, situações que nos impuseram viver hoje na Terra.

Deus não dá ponto sem nó O Criador não se equivoca jamais. Todas as coisas estão corretas aqui. Vale a pena pensarmos, e pensarmos bem naquilo que desejamos transformar a nossa sociedade.

Se damos bons exemplos, se damos bons ensinos, se passamos boas orientações para nossa criança, essa criança será um jovem bem orientado, bem instruído, bem assistido, que assistiu a bons exemplos.

Se ensinamos as crianças a serem corruptas ou corruptoras, se lhes ensinamos a fazer o mal, a prejudicar os animais, a ferir os bichinhos, a agredir a quem as agride na rua, pagar o mal com o mal, é óbvio que nós também participaremos da colheita dessa tragédia.

E é desta maneira que vale a pena pensar que vivemos na sociedade do mundo terrestre, porque é esta sociedade que fizemos por merecer. Deus não nos pôs aqui por mero acaso.

Quantas são as pessoas que se perguntam: Que mal eu fiz a Deus? Eu acho que eu nasci em tempo errado. Isto aqui não é o meu lugar, não é o meu mundo. É óbvio que é o nosso lugar.

Recordo-me de que, oportunamente, tive um desses surtos de criaturas humanas. Fiquei triste porque cada lugar que a gente vai, acha aqueles que não nos entendem, aqueles que estão sempre tramando contra nós, aqueles que nos tratam mal, aqueles que são ríspidos, que são grosseiros, que são indiferentes, e essa tristeza tomou-me conta da alma. Cheguei a minha casa muito preocupado, assentei-me no sofá e fiquei meditando. Algumas lágrimas me vieram aos olhos, por ver uma sociedade tão complexa como é a nossa.

Nesse momento, registrei uma criatura do outro lado da vida que me sugeriu o seguinte raciocínio:

E pensar meu filho, que você já poderia estar vivendo outra situação, diferente desta.

Foi o modo que ele encontrou de me dizer que o que eu estava vivendo aqui era fruto de minha própria escolha, consciente ou inconscientemente, porque aqui, na nossa sociedade terrestre, ganhamos o bônus do bem praticado, nas outras moradas da casa do Pai ou temos que resgatar o ônus de todos os gestos negativos que realizamos por esse mundo afora ou aqui no nosso planeta.

FONTE: Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 125, apresentado por Raul Teixeira, sob coordenação da Federação Espírita do Paraná. Programa gravado em janeiro de 2008. Exibido pela NET, Canal 20, Curitiba, no dia 29 de março de 2009.


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 















NOSSA SENHORA DE NAZARÉ
PADROEIRA DE RONDÔNIA

NOSSA SENHORA AUXILIADORA
PADROEIRA DO MUNÍCIPIO
DE
PORTO VELHO
SALVE SENHORA!!!
 24 DE MAIO DE 2010